Crédito: Reprodução/AppleTV+ — The mosquito coast
Um gênero cansado em cima de um remake do remake. A receita de The mosquito coast pode até assustar. A produção da Apple TV+ (que segue em um excelente histórico de produções originais) aposta na ação para reviver mais uma vez a história da família Fox (já vista em livro — 1981 — e em filme, 1986). O que mais surpreende, entretanto, é que contra todas as probabilidades, os sete episódios da primeira temporada resultam em uma ótima história.
Em The mosquito coast, o público é apresentado aos quatro protagonistas, que formam uma família disfuncional: Margot (Melissa George), a mãe; Allie (Justin Theroux), o pai; Dina (Logan Polis), a filha mais velha; e Charlie (Gabriel Bateman), o caçula. Apesar do destaque dado a Allie na divulgação, o grande trunfo de The mosquito coast é saber dosar a importância de cada membro da família.
Cuidado, spoiler a seguir
Desde o piloto, The mosquito coast deixa claro que a família foge de algo. Não é claro o porquê, e nem de quem. Vivendo quase como miseráveis, os Fox têm empregos informais, vivem afastados do mundo (as crianças não vão à escola) e estão longe de qualquer tipo de tecnologia (pelo menos as usadas pela maioria das pessoas).
Logo no começo, também ficam definidos os perfis dos personagens: Allie é inteligente e ousado, Dina é a rebelde, Charlie é o apaziguador e Margot, a misteriosa. Em menos de 50 minutos, os quatro estão fugindo de um gigantesco contingente da polícia norte-americana.
Eles parecem ter grandes problemas, certo? Nem tanto. Ao longo dos quatro primeiros episódios, eles começam a ser perseguidos também pelo cartel mexicano ao, finalmente, conseguir fugir dos Estados Unidos.
Nenhum dos Fox queria estar naquela situação. Os filhos (e o público) sequer sabem do que estão fugindo, mas estão com a vida por um fio a cada episódio. A produção é inteligente no sentido de mostrar que por mais que existam grande mágoas entre os membros da família, eles são tudo o que têm na luta pela sobrevivência frente a tantos perigos.
Outro grande acerto de The mosquito coast é a forma como desenvolvem a ação. Em um mundo em que o gênero está tão saturado, principalmente ao explorar de forma exaustiva cenas cada vez mais computadorizadas e cheias de explosão, a produção da Apple TV+ segue no caminho contrário. Os tiros são contidos, as explosões só acontecem no último episódio e as perseguições de carros também são limitadas.
Nem por isso o gênero é menos efetivo. A todo momento a ação é apresentada, existe o suspense e a tensão, mas de uma forma mais “arcaica”, com diálogos, direção e menos fogo. Existe, inclusive, uma referência de Allie no último episódio recriminando Dina pela sugestão de invadir uma delegacia com um carro: “Isso é muito filme de ação”.
Em síntese, é fácil acompanhar The mosquito coast. Mesmo sem saber exatamente do que eles estão fugindo, os Fox são simpáticos — e a forma como eles “zoam” o American way of life deixa tudo mais interessante.
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