The Boys: Pontos positivos e negativos da segunda temporada

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O novo ano da produção da Amazon chegou ao fim e entre muitos sustos e reviravoltas, chegou a hora de fazer o balanço da segunda temporada de The Boys

O oitavo e último episódio da segunda temporada de The Boys foi ao ar na última sexta-feira (9/10) e deixou muitos fãs de boca aberta. Mais uma vez a produção da Amazon mostrou que sabe criar ganchos e reviravoltas e colocou a expectativa para a terceira temporada no teto. Porém, nem só de anseio por novos episódios vivem as séries.

Chegou a hora de olhar para todas as emoções e surpresas desta última temporada e colocar as coisas em perspectiva: Onde houve acertos? O que poderia ter melhorado?

Crédito: Reprodução/TheBoysTV/Amazon/Giphy — Butcher’s back!

O conteúdo abaixo contém spoilers!

Três pontos positivos da segunda temporada de The Boys

Stormfront

A personagem foi uma das caras desta segunda temporada. Se no começo a perspectiva feminista e independente (em relação aos outros Super) colocou a personagem no rol dos queridinhos, entretanto, ao passar dos oito episódios, The Boys transformou a mulher em uma agente nazista das mais detestáveis.

Stormfront deu ritmo ao novo ano da série e foi além da vilã tradicional ao relacionar o racismo, tão presente na sociedade norte-americana, ao contexto da história. E por mais que a personagem seja provavelmente esquecida no futuro (lição que a produção já deixou claro ser de praxe — leia mais nos “pontos negativos” abaixo), por esses oitos episódios ela conseguiu chocar, e muito.

Crédito: Reprodução/TheBoysTV/Amazon/Giphy — É hora de conhecer a Stormfront

Deboche

Seja zoando descaradamente Batman Vs Superman: A origem da Justiça, apresentando um Super com um pênis gigante que quase mata o Leitinho (Laz Alonso), ou até mesmo imaginando um filme pornográfico com os Seven, toda a segunda temporada de The Boys foi temperada com o já fascinante ingrediente do deboche. A receita, inclusive, não só traz o tom cômico, mas é uma forma eficaz de manter sempre a atenção do telespectador em 100%. Afinal, ninguém quer perder a próxima piadinha infame.

Crédito: Reprodução/TheBoysTV/Amazon/Giphy — A bizarrice não saiu de cena na segunda temporada

Uma super que é “antissuper”

Desde o piloto, com Hughie (Jack Quaid) tendo a namorada “explodida” em seus braços, The Boys conseguiu passar uma mensagem clara: as surpresas e as reviravoltas eram o carro-chefe da trama. Na segunda temporada essa vertente conseguiu evoluir e deixou os telespectadores de queixos caídos. Especialmente nos episódios finais.

Butcher, Baker, Candlestick Maker e What I Know (os derradeiros episódios da segunda temporada) apostaram tanto nas reviravoltas que a sensação foi de que a série tinha acordado se debatendo e chocando a todos. Algumas coisas foram previsíveis, é claro (como a reação do Ryan — Cameron Cravetti — e a morte da Stormfront — Aya Cash), mas as cabeças estourando e a possibilidade de uma super que é “antissuper” (afinal ela “derrotou” a Vought) foi realmente algo fora da curva no quesito surpresa e cliffhanger.

Três pontos negativos da segunda temporada de The Boys

Kenji e Ryan

O irmão da Kimiko (Karen Fukuhara) foi um dos grandes responsáveis por dar início ao enredo da segunda temporada de The Boys. Como um superterrorista que conseguiu invadir os Estados Unidos, Kenji (Abraham Lim) mobilizou o grupo e os telespectadores. Óbvio que o personagem motivou importantes acontecimentos (como descobrirmos o racismo da Stormfront), mas na prática, a grande sensação é de que o personagem funcionou mais para ocupar espaço no roteiro dos três episódios iniciais do que qualquer outra coisa.

O argumento de que ele foi a razão da Kimiko bater em Stormfront no final pode até existir. Mas será que ela realmente não ajudaria Starlight (Erin Moriarty) e Maeve (Dominique McElligott) na briga icônica independentemente da existência de Kenji? Para o tamanho da promessa, o personagem poderia ter sido mais relevante para a temporada.

Em proporção parecida, isso ocorre com Ryan. O novo personagem tinha uma grande promessa ao longo de todos os episódios do segundo ano e, sem dúvidas, ele cumpriu sua função, mas no final ele simplesmente foi deixado para ser criado pela CIA? Como isso é diferente do que a mãe dele sempre implorou para não ocorrer? Não seria mais divertido ver o garoto sendo criado por Butcher (Karl Urban) e companhia?

Deep

Se Kenji e Ryan entraram e saíram da história de uma forma meio “drástica”, a situação é ainda pior com Deep (Chace Crawford) que passou toda a segunda temporada indo do nada a lugar nenhum. As tentativas de voltar aos Seven foram em vão e no final toda a trama com a igreja (que parecia realmente promissora) deu em um beco sem saída. Quase em todo episódio, vários minutos foram presenteados ao personagem perdido, mas a grande sensação é que no fim das contas, Deep ainda não se encaixou muito bem na trama deste segundo ano.

Crédito: Reprodução/TheBoysTV/Amazon/Giphy — Alguém entendeu a finalidade do Deep?

Butcher Vs. Hughie

Outro enredo que pareceu não vingar foi o embate entre Butcher e Hughie. Com pontos de vistas bem distintos, os dois chegaram a cair no braço e o que poderia ser o fim dos Boys acabou não servindo para nada. Depois de “fazer as pazes” na briga com Black Noir (Nathan Mitchell), Butcher Vs. Hughie terminou de uma forma simplesmente fugaz.

Mesmo no final, com a decisão de Hughie em deixar o grupo, o roteiro deixou claro que a ação não era motivada pela briga com o líder e sim pela necessidade de Hughie em ser “independente” (além do mais, essa “saída” é apenas uma forma de Hughie descobrir o “segredo” da senadora Victoria Neuman — Claudia Doumit — e acabar mais perto ainda do grupo na tentativa de detê-la).

Ronayre Nunes

Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). No Correio Braziliense desde 2016. Entusiasta de entretenimento e ciências.

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