Kelvin e Ramiro, em terra e paixão
Por Patrick Selvatti
Após oito meses no ar, chega ao fim nesta sexta-feira (19/1) a novela Terra e paixão. Apontada como uma aposta de sucesso — especialmente pela grife do autor Walcyr Carrasco —, a produção, entretanto, não segurou a onda. Enquanto às 19h Vai na fé cravou seu espaço no rol das grandes obras de teledramaturgia recente, o título das 21h oscilou na audiência e na crítica com uma trama que andou em círculos, baseada quase que exclusivamente na perseguição do vilão Antonio La Selva (Tony Ramos) à mocinha Aline (Bárbara Reis), sem grandes inovações.
Foram muitos os deslizes: a morte precoce do protagonista Daniel (Johnny Massaro), a obsessão do autor pelo termo “sucessão” — em uma clara tentativa de surfar na onda do hit internacional Sucession —, interpretações caricatas e algumas situações esdrúxulas, como a trama que envolvia a fixação do personagem Tadeu (Cláudio Gabriel, excelente ator) na cam girl vivida por Tatá Werneck. Nem nomes de peso como Tony Ramos, Glória Pires e Debora Falabella (além de participações especiais como Eliane Giardini, Susana Vieira e Claudia Raia) garantiram o êxito da produção.
A novela ganhou um fôlego quando a vilã disfarçada de vítima Ágatha (Eliane Giardini) ressurgiu do mundo dos mortos, causando um furacão no seio da família La Selva, mas nada que levantasse a qualidade do texto. O grande destaque mesmo ficou por conta do casal formado pelo jagunço Ramiro (Amaury Lorenzo) com o garçom artista Kelvin (Diego Martins) — a dupla — bastante estereotipada, por sinal — brilhou desde o primeiro capítulo e, não à toa, os atores se tornaram os queridinhos do momento. Teve beijão na boca entre os rapazes e, no capítulo derradeiro, vai ter casório homoafetivo, sim.
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