Sommelière Cecília Aldaz desvenda segredos da bebida de Baco de maneira simples em Um brinde ao vinho

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O culto ao vinho vem aumentando no Brasil. O consumo da bebida de Baco já ganhou novos patamares sociais e econômicos por aqui. Mas ainda é comum que os enófilos sejam confundidos com pessoas chatas, que bochecham o líquido e passam a falar somente em buquês, aromas e notas.

“Eu quero acabar com essa imagem do enochato”, afirma, com humor, a sommelière Cecília Aldaz, apresentadora do programa Um brinde ao vinho, exibido, às quartas-feiras, no Mais Globosat, às 22h30. A argentina, eleita três vezes a melhor do Rio de Janeiro, estreia nas telinhas com uma atração que tem a cara dela.

“Fui convidada pelo canal para fazer um programa de viagens. Mas conversamos e fizemos adaptações para que o programa se parecesse mais comigo. Assim chegamos à fórmula de Um brinde ao vinho”, contou Cecília, em entrevista ao Correio.

Dessa forma, Um brinde ao vinho fala, sim, de aspectos técnicos da bebida, mas de uma maneira que aproxima e não afasta o público. “Costumo comparar o beber vinho a comer um bolo de chocolate. A segunda experiência todos sabemos como é. A primeira, precisamos aprender. De uma maneira simples, mostro como são feitos os vinhos e cada sabor e aroma que eles podem ter”, explica Cecília.

As cenas do programa foram gravadas em três locações: o sul do Brasil, o Chile e Mendoza, cidade argentina na qual a apresentadora nasceu. “Eu entrevisto as pessoas e mostro os costumes da produção vinícola nas regiões. A parti daí falamos do aspecto da bebida”, comenta. Além das estrevistas, a atração tem um quadro fixo, o Dicas da Cecília, que ensina como abordar o assunto sem ser chato em casa. “O vinho tem essa característica de reunir as pessoas em torno dele. Quero levar isso para a casa das pessoas”, completa a especialista.

Casada com o chef Felipe Bronze — já conhecido das telinhas em programas como The taste Brasil, Que seja doce e Perto do fogo, entre outros —, Cecília pegou dicas com ele antes de estrear no comando de um programa. “Ele me ajudou bastante. Especialmente a achar o tom, a driblar a timidez e a tentar falar com menos sotaque, já que sou argentina. Foi um professor”, afirma Cecília.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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