Por que dar uma chance para The expanse, série que chega à quarta temporada na Amazon

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Após ter sido cancelada pelo canal SyFy, The expanse ganhou uma quarta temporada produzida pela Amazon Prime Vídeo, lançada nesta sexta-feira (13/12)

Lançada em 2015, The expanse é o tipo de série que costuma conquistar um público de nicho, por conta do gênero de ficção científica e pelo enredo se passar no espaço. A história se passa num futuro em que a humanidade colonizou o sistema solar e tem facções divididas na Terra, em Marte e no Cinturão. A narrativa tem início a partir do desaparecimento da jovem Juliette Andromeda Mao (Florence Faivre) e de um trágico acidente envolvendo a nave comandada por James Holden (Steven Straig). Os dois fatos estão relacionados com uma conspiração que ameaça a humanidade e dão início à trama na primeira temporada.

Até agora, três temporadas haviam sido exibidas pelo canal SyFy, que, decidiu, em 2018, cancelar a continuidade da trama. A produção acabou sendo salva pela Amazon Prime Vídeo, que ficou responsável pela produção da quarta temporada e já confirmou a quinta. Todas as quatro temporadas estão disponíveis no serviço on-demand. Sendo a quarta, a mais recente estreia com lançamento nesta sexta-feira (13). Na sequência, The expanse explora a presença de mais mundos no sistema solar habitados por humanos e a chegada dos principais personagens a um deles. Também é mostrado pela primeira vez Marte.

Apesar de um grupo de fãs fiéis — que ajudaram na campanha de salvamento da série –, The expanse não é uma produção popular no Brasil. O Próximo Capítulo assistiu e compartilha alguns motivos para incluí-la na lista de preferências.

Por que dar uma chance a The expanse

Tem o melhor da ficção científica

À primeira vista, The expanse pode parecer só mais uma história de exploração do espaço. No entanto, a trama vai muito além, explorando dramas pessoais dos personagens e abrindo debate para assuntos atuais nas entrelinhas.

Essa é uma característica de grandes sucessos do gênero de ficção. Anos atrás Star Trek fez isso e, por isso, se tornou num clássico. The expanse consegue seguir essa mesma linha. O maior trunfo é introduzir a discussão sobre racismo e preconceito por meio do “planetismo”, uma espécie de ódio entre as diferentes facções.

“Esse universo é tão complexo. Fala de identidade, de política, do jeito que as pessoas vivem em massa. Há pedaços que são muito relacionáveis. É um mix único de debates sobre os próprios indivíduos, em uma combinação rara entre ficção científica e drama”, defende o protagonista Steven Straig em coletiva de imprensa — confira aqui o que o elenco falou.

Personagens empáticos e bom elenco

Crédito: Amazon Prime Vídeo/Divulgação. Cultura. Elenco da série The expanse em painel na Comic Con Experience.

O elenco de The expanse é formado por atores que, mesmo não sendo tão conhecidos, logo conquistam o espectador. Entre os destaques, a força feminina de Naomi Nagata, vivida por Dominique Tipper, e o cômico Alex Kamal, interpretado por Cas Anvar. Os personagens também são bastante relacionáveis, por serem diversos e tentarem, mesmo que metaforicamente, representar diferentes indivíduos da sociedade atual.

Ótimos efeitos visuais

Muitas vezes há uma preocupação quanto à qualidade de produções televisivas — onde o orçamento costuma ser menor do que no cinema — que demandam de efeitos visuais. Esse não é o caso de The expanse. A série consegue entregar efeitos de qualidade, que são mesclados com cenas filmadas em sets que reproduzem os principais cenários. O elenco, inclusive, contou que costuma trabalhar com óculos de realidade virtual para entender melhor a cena que terá computação gráfica antes de atuar. “Nós usamos VR às vezes nos sets para que pudêssemos olhar a cena. É ótimo porque a gente realmente vê”, conta Steven Straig.

Baseada em uma série de livros

Como muitos sucessos da tevê, a produção é baseada em uma série de livros de James S. A. Corey, pseudônimo adotado por Daniel Abraham e Ty Franck. A primeira obra da saga foi lançada em 2011 sob o título de Leviathan wakes. Desde então, praticamente um livro foi divulgado por ano: Caliban’s war (2012), Abaddon’s gate (2013), Cibola burn (2014), Nemesis games (2015), Babylon’s ashes (2016), Persepolis rising (2017) e Tiamat’s wrath (2019). Por enquanto, apenas a primeira obra tem tradução para o português. É Leviatã desperta, distribuído pela editora Aleph.

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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