Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin no estúdio. Crédito: Carlos Reinis/Band
O MasterChef Brasil é um dos realities que mais movimenta o público da internet. Então, o retorno, mesmo em meio à pandemia, gerou uma grande expectativa. Pela primeira vez, a atração mudou o formato, em função de tentar cumprir medidas sanitárias contra a covid-19. Dessa forma, a cada episódio, oito cozinheiros amadores participam de duas provas e o grande vencedor da noite ganha o título de MasterChef e alguns outros prêmios.
Na estreia, um time até promissor. No entanto, o problema é que não há tempo para apegos. Os oito participantes, amados ou odiados, só são vistos por um episódio. Então, tanto a simpatia de Cecília e o mau caratismo de Ali, que trapaçou nas compras para prejudicar o colega na primeira prova da Caixa misteriosa com os pratos escolhidos por famosos, serão esquecidos logo logo. E esse é o primeiro problema da nova temporada do MasterChef Brasil. A atração, por mais que seja uma competição gastronômica, sempre se valeu do elenco.
Os participantes e as personalidades deles ajudam a construir a narrativa do reality. São os cozinheiros que criam bordões que pegam o público, que garantem memes, situações de conflito e muitas vezes até de evolução, quase numa jornada do herói, de um participante que começa bem apático e acaba se tornando, ao longo da temporada, após muitos aprendizados, num grande chef e, algumas vezes, até no vencedor da temporada. Isso, não vai acontecer.
O outro problema da estreia envolve os próprios cozinheiros. Sabe-se que é uma temporada de amadores. Mas esse primeiro time foi pra lá de amador. Muitos tiveram dificuldade em questões básicas da cozinha. Isso sem falar do empratamento, que deve ser o pior da história do MasterChef Brasil. Não importa se o prato é simples, dá para entregar algo bem melhor do que o que foi visto na noite de terça-feira (14/7).
A outra questão que a nova temporada MasterChef trouxe de negativo foram falhas nas medidas contra a covid-19. Os cozinheiros estavam trabalhando e conversando em cima da comida, sem máscaras, que depois iria ser servida aos jurados Érick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça. Sem falar na aproximação e até troca de itens nas bancadas. Imagina-se que tenha sido feito uma bateria de exames, mas, mesmo assim, é estranho para o telespectador acompanhar tudo isso enquanto o país tem mais de 70 mil mortos e mais de um milhão de casos do novo coronavírus.
Mas nem tudo foi problema no episódio de estreia. A prova da Caixa misteriosa envolvendo pedidos de famosos foi muito interessante e trouxe brasilidade ao programa. A prova final, com itens de cesta básica, também é um mérito, revelando ao público que é possível entregar bons pratos com ingredientes “mais comuns”.
A vitória de Hailton também teve um gosto especial. Com um prato simples e tradicional, bife de fígado acebolado com arroz e salada de repolho, ele emocionou Paola Carosella. A conquista também dialoga com o momento atual, já que o cozinheiro falou sobre representatividade do povo preto. Essa foi a primeira vez que um participante homem negro venceu o Masterchef. Hailton levou pra casa um troféu — pequeno (e que até faz justiça a micro participação) — e o prêmio de R$ 5 mil em dinheiro, além de benefícios dos patrocinadores.
Semana que vem, um novo time entra na disputa e mais um vencedor se torna no novo MasterChef Brasil. E, nós, claro, estaremos assistindo, para reclamar e elogiar. Porque, em meio à pandemia, é o que nos resta de entretenimento.
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