Remake de Dirty dancing: Dá para mexer em clássicos?

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No ano em que completa 30 anos, Fox exibe remake de Dirty dancing. Telefilme surpreende com final diferente do clássico dos cinemas

Fazer um remake pode ser muito arriscado, porque mexe com algo que está no imaginário das pessoas. Mas a indústria está repleta de pessoas ousadas (ou pouco criativas) dispostas a tocar nesse complicado território. No último dia 12, a Fox lançou a minissérie remake de Dirty dancing.

A produção foi criada como forma de festejar os 30 anos do filme original celebrados neste ano e (re)conta a história de amor da jovem Frances “Baby”, agora interpretada por Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine), e do dançarino Johnny Castle (Colt Prattes) em um verão no resort de Catskills.

A minissérie Dirty dancing mantém a história do original mostrando Baby se oferecendo para ajudar a dançarina Penny (Nicole Scherzinger), quando descobre a gravidez da moça. Baby arranja dinheiro para Penny e a ainda a substitui em trabalhos ao lado do parceiro de dança, Johnny. E, assim, o casal vive uma história de amor.

O remake é fiel ao original em boa parte da trama, mas, claro, buscou uma renovação, que, em alguns momentos, funciona. A minissérie ganhou um ar musical, com atores cantando parte das canções da trilha sonora, e outros enredos — além do romance —, que dialogam com o momento atual, como a discussão sobre o papel da mulher e o racismo.

O novo Dirty dancing tem falhas. A começar pelos protagonistas. Diferentemente de Patrick Swayze e Jennifer Grey, Colt e Abigail não têm nenhuma química e entregam um romance pelo qual é difícil de torcer — até dá mais vontade de ver o casal Johnny e Penny. Também é difícil ser convencido de que Baby se tornou uma boa dançarina.

Isso aqui que é química, amigos!

E ainda há o final, que gerou polêmicas. Ao querer inovar, a minissérie foi além da cena final do filme, a dança de Baby e Johnny ao som de The time of my life. Para evitar spoiler, digo apenas que é um La la land 2.0. É o tipo de conclusão que acaba com toda a magia do fim do longa.

Relembre o final clássico de Dirty dancing

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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