Quem matou Sara?: Segunda temporada começa com mais perguntas e menos drama

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Primeira metade de Quem matou Sara? aposta em desvendar o mistério voltando ao passado dos personagens

A Netflix disponibilizou no catálogo a segunda temporada de Quem matou Sara?, série mexicana que deu o que falar na primeira leva de episódios por ter deixado várias perguntas sem resposta. O maior medo dos curiosos de plantão vira realidade na primeira metade da segunda temporada: os questionamentos continuam abertos. Pior: surgem novas perguntas, que vão se acumulando às remanescentes.

Um dos caminhos de Quem matou Sara? para desvendar os mistérios sobre a morte da irmã de Álex Gusman (Manolo Cardona) é voltar ao passado dos personagens. Ali estariam as pistas que poderiam ajudar Álex e o público a entender o que aconteceu. Mas não é o que é visto até o 4º episódio da temporada ー são 8, no total. Álex descobre segredos que a família dele guardava (um deles, num furo do roteiro que nos leva a perguntar como o rapaz não percebeu ou que será mais bem explicado na sequência) e estabelece novas relações com personagens antigos.

Além disso, personagens antes periféricos, como Nicandro (Martin Saracho) e Clara (Fátima Molina), ganham espaço e importância na investigação de Álex.

Uma coisa continua chamando a atenção em Quem matou a Sara?: os ganchos de um episódio para o outro são muito eficientes e te levam a maratonar a série. Mesmo quando são confusos ー como o final do 2º episódio ー, eles funcionam para despertar nossa curiosidade e casam com o início do capítulo seguinte, o que ajuda o público a não se perder.

O passado de Sara vem à tona na segunda temporada

Quem matou Sara? vem com menos drama

A primeira temporada de Quem matou Sara? não era simplesmente um thriller de suspense sobre um homem que saiu da cadeia depois de 18 anos e quer vingar o assassinato da irmã. Mesmo que esse seja o principal mote, a temporada inicial tem humor e muito do delicioso dramalhão mexicano.

Com o avançar do mistério na segunda temporada, parece que os dramas de Mariana (Claudia Ramírez) e Chema (Eugenio Siller) acabam perdendo espaço, pelo menos na primeira metade. E eles deixam saudades. São personagens carismáticos com quem nos acostumamos. Se voltarem, terá que ser muito amarrado para não parecer jogado.

Assim como tudo terá que ser muito amarrado para que as novas pistas lançadas no ar casem com as já existentes e o assassinato de Sara não tenha pontas soltas. Será uma pena se mais uma temporada terminar cheia de perguntas.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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