Rodrigo Alvarez apresenta o programa | Foto: A&E/Divulgação
Davi Cruz*
Da mesma forma como o crime não finda, o docureality Parados na fronteira segue a mesma toada. A produção original da A&E oferta ao público a oportunidade de acessar, de forma exclusiva, as divisas mais perigosas da América Latina, no intuito de documentar a força-tarefa executada pelas autoridades para detectar criminosos e organizações envolvidas com o tráfico de drogas, seja ele por meio terrestre, seja marítimo ou aéreo. A segunda temporada da série chegou este ano ao canal.
A nova edição promete entregar ao espectador mais adrenalina, apresentar em primeira mão as operações que identificam as mais diversas técnicas de contrabando e registros de situações trágicas de 15 pontos fronteiriços de Brasil, México, Colômbia, Chile, Bolívia e Peru. A cada episódio, a série documental registra os crimes mais originais e concentra-se nas pessoas que arriscam tudo para burlar os controles. Em contraponto, também mostra cenários dramáticos que surgem quando são descobertas pelas autoridades criminais.
Parados na Fronteira é composto por 12 episódios. Além de novos crimes e novos flagrantes, a principal novidade da temporada é a presença do jornalista e escritor Rodrigo Alvarez no comando da produção. O apresentador é conhecido por coberturas sobre travessias de fronteiras. Durante muitos anos, o documentarista fez matérias em divisas complexas, como Síria, Israel com a Palestina ou mesmo os Estados Unidos com o México. Além disso, Rodrigo passou 50 dias na cobertura da Guerra de Gaza em 2014.
Ao Correio, Rodrigo Alvarez expõe a perspectiva que o público terá ao assistir o docureality. “Você passa a entender que existe um organismo em constante mutação tentando burlar as leis desses países, para atravessar com um material de um lado para o outro, que pode ser legal de um lado e ilegal de outro”, descreve. O jornalista exalta a proporção e tamanho da série. “A nossa série tem a potência do que se espera de um filme, com muita ação, grandes acontecimentos e várias cenas difíceis.”
Mesmo não tendo participado de todas as filmagens, devido a um longo processo gravado no decorrer de meses, o apresentador enaltece o excelente trabalho e a segurança no set. “As equipes de produção estão protegidas e do lado da lei, claro que não há garantia 100%, mas existe uma proteção que é você estar autorizado a acompanhar pelo lado de quem está fiscalizando, e isso já é uma camada de segurança relevante”, relata.
Alvarez ressalta a constante atualização do crime e como é nítida essa mudança de uma temporada para outra. “Você entende como o mundo está mudando, e o mundo do crime também, para continuar sobrevivendo em novos tempos. Há uma transformação; se há novos modelos de crimes, os flagrantes nunca se repetem”, diz ele. O jornalista ainda elogiou a produção da série. “A qualidade da captação é muito grande, e isso refletirá para quem está assistindo.”
*Estagiário sob supervisão de Sibele Negromonte
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