Crédito: Reprodução/Internet
*Colaboração de Alexandre de Paula, do Abacaxi de Óculos
As histórias engraçadas e cheias de malandragem de Pedro Malasartes foram levadas para o cinema por Paulo Moretti neste ano. O longa Malasartes e o duelo com a morte (com produção da Globo e da O2 Filmes) abusou dos efeitos visuais e foi o filme nacional com maior investimento nesta área.
Agora, o longa ganha um formato televisivo na telinha da Globo como minissérie. Com três episódios, a produção estreia na tevê na terça-feira (26/12). Malasartes vai ao ar logo depois da novela das 21h, O outro lado do paraíso.
De fato, a estrutura e o roteiro de Malasartes, mesmo no cinema, deixavam a impressão de produto pensado para a televisão. Com atores bastante conhecidos pelo público como Vera Holtz e Leandro Hassum, é bem provável que a produção funcione, inclusive, melhor nas telinhas do que na telona.
No enredo, o tradicional personagem da cultura popular Pedro Malasartes (Jesuíta Barbosa) enfrenta uma batalha contra a morte. Isso porque a Indesejada (interpretada por Júlio Andrade) planeja se aposentar e quer deixar, claro, Malasartes no lugar. Só que o rapaz é ardiloso e dá seus golpes até nela.
Por outro lado, Malasartes é apaixonado por Áurea (Ísis Valverde), mas o irmão da garota, Próspero (Milhem Cortaz), faz tudo para impedir que o relacionamento vá para a frente e o persegue em diversas situações.
Um dos destaques da produção é o personagem Zé Candinho (Augusto Madeira). Fiel parceiro de Malasartes, ele acompanho o rapaz nas venturas e desventuras contra a Morte e Próspero.
“Malasartes é um pouco a essência do brasileiro: somos espertos, rápidos e cheios de truques. Ele não é um canalha, tem caráter e dignidade”, avalia o diretor Paulo Morelli, no material de divulgação da série. O protagonista Jesuíta Barbosa destaca que o personagem é um sobrevivente. “Ele precisa se virar. É uma história de cultura popular, que mistura gêneros como a comédia e o drama.”
Ritmo mais apropriado
Malasartes se inspira em clássicos do cinema rural e humorístico brasileiro, como os filmes de Mazzaropi (que até interpretou o personagem). No entanto, a produção se perde na tentativa de emular a ingenuidade genuína presente nos originais.
O humor e a “inocência” parecem fabricados em Malasartes. Incomodam também as soluções fáceis para o roteiro. O personagem se destaca pela genialidade na resolução malandra de conflitos. Os truques desta produção, no entanto, parecem bobos demais para enganar, logo quem!, a morte.
A montagem na tevê (que já deu certo em diversos casos) deve deixar a produção com ritmo mais apropriado do que no cinema e os efeitos visuais, com certeza, vão, pelo menos, impressionar o público ligado na telinha.
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