Luís Lobianco: “O humor pode falar sobre tudo”

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Luís Lobianco apresenta temas sérios sem perder a graça como o produtor musical Vitinho de Vai na fé

O dia a dia do ator Luís Lobianco não existe sem o binômio música e humor. Agora, mais uma vez, o público pode acompanhar a dobradinha na televisão. Luís se destaca em Vai na fé, novela das 19h em que interpreta Vitinho, o compositor e produtor musical por trás de Lui Lorenzo (José Loreto).

Para Lobianco, um dos grandes acertos da autora da novela, Rosane Svartman, é não restringir as cenas cômicas a um núcleo bobo. Ao lado de Loreto, Renata Sorrah (Wilma), Azzy (Ivy) e Lucas Oradovschi (Jairo), ele integra um núcleo que faz rir e que também levanta reflexões. Em um desses momentos, Vitinho sofre um ataque homofóbico e recebe os cuidados do ex-namorado.

“O humor é muito importante porque pode falar sobre tudo. O meu núcleo em Vai na fé é de humor, mas tem camadas de humanidade. Não está lá só para colorir a novela, tem problemas da vida real”, afirma Lobianco, em entrevista ao Correio.

O fato de Vitinho e Lobianco serem artistas os aproxima. O ator conta que “empresta” muito dele próprio para o personagem, como o olhar para a arte e o gosto pela música, por exemplo. A única ressalva é que Lui Lorenzo não teria espaço na playlist usual de Lobianco, a não ser para a diversão. “Eu não ouviria Lui Lorenzo em casa, mas adoraria dançar numa festa”, conta, aos risos.

Vai na fé não é a primeira novela que Lobianco faz que tenha o universo musical como pano de fundo. Em Segundo sol (2018), ele era Clóvis, irmão da estrela do axé Beto Falcão (Emilio Dantas, colega de Lobianco em Vai na fé também), mas um compositor frustrado, sem talento. “É mais uma novela com pegada musical, que eu adoro. Nos meus projetos pessoais, também sempre dou um jeito de colocar música. Virou marca minha. O Clóvis estava mais para o Lui Lorenzo do que para o Vitinho. Ele era flopado”, compara Lobianco, reforçando que a vida deve ser levada a sério, mas vivida como uma festa.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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