Facebook Watch busca fidelizar fãs com a versão seriada — e envolvente — do podcast Limetown

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O Próximo Capítulo teve acesso aos dois primeiros episódios de Limetown. Série é mais uma produção instigante e misteriosa protagonizada por Jessica Biel

A disputa entre as plataformas de streaming está cada vez mais acirrada. Todo mundo quer fidelizar fãs e justificar a assinatura dos clientes. É isso que o Facebook Watch — saiba mais aqui sobre a plataforma — faz ao lançar uma versão seriada do famoso podcast Limetown, que, desde 2015, teve mais de 10 milhões de downloads no mundo. A produção chega ao serviços a partir de 16 de outubro.

Com produção-executiva da atriz Jessica Biel (que brilhou recentemente no mundo das séries em The sinner) e de Michelle Purple, a série é uma adaptação do roteiro do podcast homônimo sobre a história de uma comunidade de pesquisa em neurociência no Tennesse, numa região chamada Limetown. Em um certo dia, os mais de 300 moradores desaparecem misteriosamente. A descoberta é feita pela polícia após uma ligação de emergência. Quando eles chegam ao local para atender ao pedido, ninguém está mais lá.

Limetown é a adaptação do podcast homônimo

A série se passa 15 anos após o fato e acompanha a jornalista e radialista Lia Haddock (Jessica Biel), que está trabalhando em uma matéria sobre o desaparecimento em Limetown. Lia é obcecada pelo assunto. Não apenas por conta da profissão, mas pelo fato de que ela tinha um parente muito próximo na comunidade, o tio Emile Haddock (Stanley Tucci).

Crítica de Limetown

Logo à primeira vista, a história de Limetown lembra a série The leftovers, da HBO, em que parte da população mundial desaparece. No entanto, aqui, o foco é especificamente no desaparecimento misterioso dos moradores de Limetown, os únicos que realmente sumiram. Ninguém sabe o que realmente aconteceu. Estariam mortos? Mas, cadê os corpos? Teriam sido arrebatados?

É exatamente sobre isso que a série vai se debruçar. Nos dois primeiros episódios, a produção segue um ritmo envolvente. No piloto, intitulado I have heard the future (Eu ouvi o futuro, em tradução livre), o espectador é a apresentado a história de Limetown e de Lia. O capítulo começa com uma cena do futuro, para depois voltar à narrativa, recurso que tem se tornado cada vez mais comum no mundo das séries.

Os dois primeiros episódios têm direção de Rebecca Thomas, que também trabalhou em Stranger things, e isso pode explicar a característica misteriosa e de suspense adotada pela série. A narrativa é instigante e leva o espectador a ficar cada vez mais curioso sobre o enredo. Sem dar spoilers, o segundo capítulo, batizado de Redacted (Redigido, em tradução livre), entrega uma grande revelação, mostrando que a série não adota o “lenga lenga”. Ela revela logo informações importantes para que a história possa fluir.

Assim como foi elogiada em The sinner, Jessica Biel novamente tem seus méritos. A atriz está muito bem na pele da perturbada jornalista Lia Haddock. Apesar dos dois primeiros episódios terem focado em Lia, os demais devem explorar outros personagens que têm tudo para roubar a cena. É o caso de Winona, personagem misteriosa apresentada no segundo episódio vivida pela atriz Kelly Jenrette.

O tom adotado em Limetown é o de suspense

Limetown é uma série misteriosa, com muito suspense, boas revelações, e que deve agradar ao público. Se seguir à risca o podcast original, terá ao menos uma segunda temporada. E aí que vem o problema. A sequência do podcast é bastante criticada. Mas essa pode ser a oportunidade de entregar um narrativa final melhor do que a apresentada no original.

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