Leandro Hassum aposta no “humor para as massas” em Vizinhos

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Leandro Hassum e Maurício Manfrini estrelam Vizinhos. A comédia dirigida por Roberto Santucci estreia nesta quinta-feira (1/9) no catálogo da Netflix

A identificação entre o público e os protagonistas de Vizinhos, comédia de Roberto Santucci que estreia nesta quinta-feira (1/9) na Netflix, promete ser imediata. Quem garante é o ator Leandro Hassum. “Todo mundo tem vizinho. E vai se ver no meu personagem, Walter, ou no do Maurício Manfrini, o Toninho. Isso porque todo mundo já se incomodou com uma obra na casa ao lado ou com uma música alta até mais tarde”, afirma o ator, em entrevista de lançamento do filme.

O problema é que em Vizinhos todas essas situações são vistas como sob uma lente de aumento. Walter e a esposa, Joana (Julia Rabello), se mudam da cidade grande atrás de tranquilidade e para cumprir uma recomendação médica. Ele não pode se assustar ou se irritar sob a pena de ter um ataque cardíaco e morrer. O lugar escolhido, o condomínio Bairro do Sossego, parece perfeito, até que Walter se muda para casa ao lado de Toninho e a esposa dele, Kelly (Marlei Cevada, destaque do bom elenco).

A perfeição, porém, fica no campo do desejo porque Toninho é mestre de bateria de uma escola de samba e está em pleno ensaio para cruzar a avenida. Como se não bastasse, é pai de um jovem baterista apaixonado por rock’n roll por quem a filha de Walter se apaixona. O paraíso se torna inferno em uma cena.

“O meu humor é popular, para a massa. Essa é a minha assinatura, seja no teatro, seja na televisão ou no streaming. A diferença é até onde eu posso esticar a cena. No streaming eu tenho mais liberdade”, comenta Leandro. Maurício concorda com o colega e diz que, no terceiro filme, ainda engatinha nessa linguagem: “Ainda estou absorvendo toda essa liberdade de criação.”

O resultado dessa liberdade é vista em Vizinhos de uma maneira que o conflito entre Walter e Toninho parece mesmo orgânico para o espectador. Com interpretações lineares e texto que resvala algumas vezes no excesso de palavrões (liberdade do streaming), a comédia é daquelas para se assistir comendo pipoca e em momentos de pensar em nada.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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