La casa de las flores mescla drama e comédia como só os mexicanos sabem fazer!

Compartilhe

Entre risos e lágrimas, todos que assistem a La casa de las flores se salvam no final. Confira a crítica da série da Netflix!

Como são bons em fazer melodramas os mexicanos! Essa é a conclusão a que podemos chegar após assistir à primeira temporada da série La casa de las flores, disponível na Netflix. A produção escrita e dirigida por Manolo Caro não tem a menor vergonha de ser… mexicana.

Isso no que mais esperamos de uma produção vinda daquele país: dramalhões envoltos em cenas tragicômicas ou uma comédia rasgada com pitadas de drama — é você quem escolhe, pois tudo isso está lá! La casa de las flores nos apresenta a família de Virgínia de la Mora (uma sensacional Veronica Castro) e Ernesto (Arturo Ríos), que está comemorando o aniversário dele com uma grande festa. Eles são pais de Paulina (Cecilia Suárez), Elena (Aislinn Derbez) e Julián (Dario Yazbek Bernal) e donos de uma floricultura tradicionalíssima, La casa de las flores.

No dia da festa — e nos primeiros minutos da série —, Roberta (Claudette Maille), amante de Ernesto, se suicida na La casa de las flores e durante a festa. Isso desencadeia uma série de acontecimentos que não vamos contar para não estragar a surpresa. Mas pode-se dizer: são realmente surpreendentes.

Virgínia e Ernesto de la Mora: casal feliz (pero no mucho) de La casa de las flores

La casa de las flores tem elenco afiado e texto rápido, certeiro. Entre uma risada aqui, uma lágrima ali passam pela tela temas como homossexualidade, transexualidade, corrupção, traição, paternidade e amor ー afinal estamos no México! Os atores são liderados por uma inspirada Veronica Castro e apenas Cecília Suárez me parece um pouco fora do tom, com um ritmo de fala muito forçado e artificial.

Estética de La casa de las flores lembra Almodóvar!

O que pode incomodar alguns, mas agradar em cheio outros (como é o caso do blogueiro) é a estética adotada por Manolo Caro, descaradamente um admirador de Pedro Almodóvar. As cores, as caras e bocas, as situações absurdas, os nus masculinos, os figurinos e cenários assumidamente cafonas — está tudo lá. Se isso não te seduz, feche os olhos e se delicie com a trilha sonora, ora animada, ora suave, assim como tudo na atração. Faltou apenas Odair José.

A primeira temporada de La casa de las flores tem 13 episódios, batizados cada um com o nome de uma flor e o sentimento que ela representa. Assim, crisântemo é o símbolo da dor, a petúnia é o do ressentimento e a tulipa, a da esperança, por exemplo.

A segunda temporada de La casa de las flores está prevista para estrear em 2019 — o gancho deixado para ela é de morrer de rir — e a terceira já está garantida.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

Posts recentes

‘Beauty in Black’ e o prazer de uma boa vilã

Desde que a segunda temporada de Beauty in Black chegou à Netflix — há pouco mais…

2 dias atrás

Conheça a história central de “Quem ama cuida”, a próxima das nove

Com Letícia Colin vivendo mocinha justiceira, a novela das 21h da TV Globo tem assinatura…

7 dias atrás

Análise: Mais que a originalidade, ‘Três Graças’ vence coroando a autenticidade

A novela original superou o aguardado remake de Vale tudo, lamentavelmente desconfigurado por Manuela Dias  Patrick…

2 semanas atrás

A onipresença de Belo na telinha

O ano de 2025 foi do cantor, que se lançou como jurado de reality, ator…

2 semanas atrás

Análise: Prisão de Gerluce escancara a saudade que o público estava do novelão

É nesse ponto que Três Graças se afirma como um novo marco da teledramaturgia. A…

3 semanas atrás

Em tom pop, ‘Por dentro da machosfera’ revela as engrenagens do movimento red pill

Recém-chegado à Netflix, Louis Theroux: por dentro da machosfera é o novo documentário do jornalista…

3 semanas atrás