Indicado ao Oscar, Tudo que respira é um bonito filme e uma forte crítica

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Situado na Índia, o documentário usa a narrativa de dois irmãos que cuidam de pássaros para pontuar como o ser humano destrói o planeta que vive

Por Pedro Ibarra

O ser humano tem uma relação de dependência com o meio ambiente, apesar de algumas vezes não parecer. O uso exacerbado dos recursos no mundo, o excesso de poluição e a falta de cuidado com os outros seres vivos têm tornado cada vez mais difícil a vida no planeta em nome dos lucros. O documentário Tudo que respira consegue mostrar, por meio de uma crônica social, como o problema já afeta a vida de todos, e que a inviabilização da vida terrestre é processo que precisa de preocupação. O longa estreia na próxima terça (7/2) na HBO Max.

O filme, indicado a Melhor documentário no Oscar e ao prêmio principal em Sundance, narra a história de dois irmãos indianos em Nova Dehli que abrem de forma independente um hospital para pássaros machucados, principalmente auxiliando papagaios negros e outros pássaros carnívoros muito comuns pela área, mas negligenciados pelo governo local.

O longa, que estreia na próxima terça, tem uma beleza própria, principalmente no fato de utilizar os rodeios de uma história micro para fazer uma crítica pertinente em um contexto macro. Antes de a história dos irmãos, é um atestado sobre como a vida está ficando mais difícil em Nova Dehli devido à situação social, política e ambiental em que a capital indiana se encontra.

O que diferencia o filme é mostrar de forma relacionável a catástrofe anunciada, mas, principalmente, por retratar o lado iluminado de dois seres humanos que decidiram por conta própria e com a ajuda de doações cuidar de pássaros que ninguém cuidavam, por puro amor a esses animais.

O longa mostra que o estado é crítico, mas ainda há motivos e pessoas que fazem possível acreditar que no fim do túnel pode ter uma luz. Pessoas que nos lembram que o humano não está acima de nenhuma forma de vida. Como o próprio Saud fala no filme: “Às vezes precisamos lembrar que humanos são feitos de carne também”.

Pedro Ibarra

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