Um bom roteiro, atuações competentes, uma parte técnica bem executada são o básico atualmente. Em um mercado saturado, com filmes e séries sendo lançados diariamente em uma infinidade de plataformas, é preciso ser inovador e disruptivo para conquistar o reconhecimento do público e a relevância crítica. Handmaid ‘s tale chega à 5ª temporada neste domingo, na Paramount+, com essa tarefa cumprida e com o caminho limpo para entrar para história entre as produções seriadas.
A série chegar onde chegou já é algo a ser exaltado. Tendo usado a história do livro homônimo de Margaret Atwood na qual se baseia a primeira temporada, a série podia se dar por satisfeita nos primeiros 10 episódios. A produção foi atrás de mais e, por conta do grande sucesso, levou a autora a lançar um segundo livro. Porém, o seriado sempre foi independente e chega com a mesma qualidade para essa que é penúltima temporada de June (Elizabeth Moss) na tentativa de derrubar Gilead.
O sucesso se deve justamente ao fato de a série ir muito além de ser só mais uma história bem executada. Handmaid ‘s tale é diferente. A produção faz uma crítica latente à sociedade em que se vive hoje. Uma alegoria sobre a fragilidade dos direitos das mulheres em um mundo patriarcal, machista e paternalista. Uma visão negativa da mistura entre política e religião. A série, que primeiramente parecia uma grande ficção, chegou a ser utilizada como base para manifestações populares no mundo todo, onde ainda é comum homens tomarem conta dos corpos das mulheres.
Com o poder da atuação de Elizabeth Moss, Handmaid ‘s tale entrega uma história que realmente dá às mulheres o protagonismo. Uma perspectiva fantástica, mas muito feminina de como a sociedade é feita para e regida pelos homens. Um misto de grito de raiva com pinceladas de criatividade para denunciar que foram décadas tentando conseguir mais direitos. Contudo basta, uma má intenção, uma caneta e alguns segundos, para que toda luta de gerações de mulheres seja revogada.
Handmaid ‘s tale chega à quinta temporada olhando para as estrelas: uma série bem feita, bem escrita e bem dirigida. Com uma ideia nova e que está pronta para mais. Em um mundo de homens, é interessante ver algo tão feminino subir à prateleira das melhores de todos os tempos da televisão.
Representatividade, belos discursos e uma apresentação irretocável de Kenan Thompson. O Emmy entregou na última segunda uma das melhores premiações dos últimos anos. Vale uma menção especial para as falas de Lizzo, vencedora de Melhor reality de competição, e Sheryl Lee Ralph, vencedora de Melhor atriz coadjuvante em comédia.
Mais uma grande série se encerra sem o reconhecimento do Emmy. Better Call Saul saiu pela sexta vez do Emmy com as mãos abanando. A derivada de Breaking Bad recebeu 46 indicações durante as 6 temporadas que apresentou e nunca levou uma estatueta para casa. Bob Odenkirk mereceu pelo papel de protagonista e a própria série por ter alcançado um final de muita qualidade, para alguns melhor até que o da série mãe.
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