Friends from college: talento demais para muita bobagem

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Por que eles ainda são amigos? Essa é a pergunta que ressona durante toda a série Friends from college, mais uma amostra de que os originais da Netflix nem sempre são pura genialidade. As vezes são simplesmente: um grande elenco (isso sim, é marca registrada do site de streaming) e um roteiro bobo e ingênuo.

A história central gira ao redor de seis pessoas que estudaram juntas em Harvard e agora, ao beirar os 40 anos, se encontram juntos em Nova York, e sim, eles ainda são amigos (mas por quê?). O escritor Ethan Turner tem um caso de mais de 20 anos com Sam. Ele está se mudando para NY com sua mulher Lisa. Eles estão tentando ter um filho, e como não tiveram muito sucesso, vão atrás de um especialista em fertilidade, chamado Felix. Acontece que o médico é casado com Max, que estudou com todos eles na faculdade, e também é o editor de Ethan. Como acabaram de chegar na cidade, e ainda não tem um apartamento, os Turner ficam por alguns dias na casa de Marianne, outra colega dos tempos de estudante, que trabalha como atriz em pequenas peças. Sem esquecer de Nick, um herdeiro riquíssimo que gosta de se envolver com mulheres mais novas. E só. (Sério, isso é tudo o que o roteiro diz sobre ele)

Os nomes do elenco de Friends from college são ótimos, principalmente quando a ideia é fazer comédia. Keegan-Michael Key, Annie Parisse, Fred Savage, Nat Faxon, Cobie Smulders, e até Billy Eichner, que é definitivamente o talento mais mal aproveitado de toda a produção.

A história poderia ser boa, não fossem as péssimas piadas, ou em alguns casos, as piadas grotescas que o roteiro coloca na boca de grandes atores. Do que adiantam as ótimas atuações se a comédia não tira nenhuma risada do espectador.

E mais uma vez, temos personagens mal desenvolvidos. Já é a segunda produção (que eu me lembre) da Netflix que traz este problema só em 2017. Para a gente se envolver com uma série, torcer por um personagem… é preciso alguma complexidade, alguma profundidade no roteiro.

Com isso, passamos quatro horas (ainda bem que são apenas oito episódios) encarando personagens egoístas, autodestrutivos, fazendo coisas sem nenhum propósito, e sem um grande personagem central. De verdade, todos os seis amigos parecem os personagens de apoio um do outro. Não há protagonistas, apenas seis grandes secundários.

Meu primeiro pensamento ao acabar a série foi de decepção, porque eu realmente estava ansiosa por esta estreia. Em segundo, foi que os criadores fizeram a história errada. Acho que teria sido mais interessante fazer um seriado com essas histórias, esses personagens… na faculdade. Amigos de faculdade. Pronto.

PS: Que este seja o último seriado com pretensões de ser um grande nome da comédia com “friends” no nome. Sério, já estamos cansados.

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