Crédito: Fox Premium/Divulgação
Todo ano o Emmy Awards acaba deixando de fora da premiação algumas produções, até então, favoritas. Taboo foi uma delas e, na minha humilde opinião, foi uma decisão injusta da academia. A minissérie estreou em janeiro nos Estados Unidos e chegou à televisão brasileira em abril (ela continua disponível no serviço on demanda da Fox, o Fox Play), ou seja, estava dentro do período para indicação…
Antes mesmo da estreia, muito se falava da minissérie por ela ser criada e protagonizada por Tom Hardy, nome forte do cinema com passagens por filmes como O regresso, Mad Max: Estrada da fúria e Dunkirk. E o alvoroço inicial relacionado a Taboo se mostrou concreto.
A primeira temporada se passa em 1812 quando o protagonista James Keziah Delaney (Tom Hardy) retorna a Londres no momento em que o pai acaba de morrer. Na teoria, ele e a irmã Zilpha Geary (Oona Chaplin) são os herdeiros dos bens do pai. Porém, o patriarca escolhe apenas James para ficar com sua casa em Londres e uma terra em uma disputada ilha nas proximidades do Canadá, em que é possível fazer comércio com a China.
Dado como morto nos 10 anos em que ficou fora de Londres, o retorno de James é uma surpresa para a comunidade, além de um problema para a Companhia das Índias, que já estava certa de que conseguiria a concorrida ilha, que também é alvo dos Estados Unidos, já que a história se passa num momento de confronto entre Reino Unido e EUA.
Por sua história se passar dentro de um contexto de guerra, Taboo traz muitas disputas e conflitos, com cenas de violência e também estratégias. Mas esse é apenas um dos enredos da minissérie, que trata de um assunto tabu (daí o nome), mistérios sobrenaturais (James tem um ar de curandeiro) e, principalmente, é uma história sobre quem é esse protagonista.
James Delaney é um protagonista incomum. Ele é um anti-herói, tem atitudes duvidosas, é egoísta, violento, mas a atuação de Tom Hardy é tão boa, que o espectador percebe que com o passar dos episódios — a primeira temporada tem oito — passa a compreender mais sobre esse personagem cheio de traumas e, que, no fundo, tem um bom coração — pelo menos quando se trata a pessoas próximas a ele — e se vê torcendo por ele. E, por isso, acho que Hardy merecia uma indicação na categoria de melhor ator em minissérie e telefilme. Mas isso não rolou.
Também é preciso destacar o visual de Taboo. A minissérie faz uma reprodução fiel ao período em que se passa, tanto que, algumas vezes, há incômodo ao ver a sujeira e a precariedade dessa Londres dos anos 1812. Outro ponto forte é o elenco. Com exceção de Oona Chaplin e Jefferson Hall, que fazem o casal chatíssimo e desnecessário Zilpha e Thorne, os outros atores estão bem. Além de Hardy, há boas atuações de Jonathan Pryce, na pele do Sir Stuart Strange; Mark Gatiss, irreconhecível como o príncipe regente; e Jessie Buckley interpretando a carismática Lorna Bow.
Taboo é uma série densa e pesada, mas mesmo assim não é difícil seguir os capítulos até o final. Inclusive, é muito fácil, pelo fato da série ser instigante e ter muitos mistérios, que fazem o espectador querer seguir de um episódio para o outro para entender e saber mais sobre essa história.
Ignorada no Emmy, mas não na vida (e nem pelo Próximo Capítulo, a série está na nossa lista de melhores de 2017), Taboo garantiu uma segunda temporada e deve voltar à telinha em 2018.
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