História de amor dá o tom de Sergio, filme da Netflix, sobre diplomata brasileiro

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Wagner Moura é o protagonista e produtor de Sergio, biografia de Sergio Vieira de Mello

O brasileiro Wagner Moura está craque em vivenciar personagens reais. Depois da primeira parceria com a Netflix em que interpretou o narcotraficante Pablo Escobar, agora é a vez do ator dar vida a uma figura brasileira e importante na história da diplomacia internacional, Sergio Vieira de Mello, morto em 2003 em um ataque em Bagdá enquanto executava o papel da ONU em missão no Iraque.

Mais do que ser protagonista da trama, Wagner Moura é também o produtor do longa-metragem Sergio, que estreia nesta sexta-feira (17/4) na Netflix. A ideia de contar a história do personagem veio para dar holofote a um personagem importante brasileiro e mundial, que esteve muito perto de se tornar secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo excelente trabalho em missões de paz pelo globo.

Em Sergio, a fita se debruça sobre a história do diplomata. Fatos históricos estão lá, mas o grande diferencial do longa-metragem é buscar retratar outros aspectos da narrativa ao expor o lado mais humano de Sergio Vieira de Mello. Isso é feito por meio da história de amor do brasileiro com a economista argentina Carolina Larriera, aqui vivida por Ana de Armas, atriz que vive ótima fase em Hollywood estando no elenco do próximo 007 e já confirmada no filme Blonde para dar vida à Marilyn Monroe.

O filme utiliza um recurso bastante usado no cinema hoje em dia, mas que funciona, começa exatamente no dia em que termina, 19 de agosto de 2003, data da morte do protagonista, para depois voltar e mostrar como a história chega até lá. Para isso faz um caminho pela trajetória de Sergio destacando as passagens por Timor-leste e Bagdá.

Crédito: Netflix/Divulgação

Apesar de se debruçar sobre os valores e a humanidade de Sergio, a fita não emociona. Há apenas dois momentos em que o sentimento é forte, como a produção gostaria. Um deles é o diálogo no Timor-leste de Sergio com a personagem Senhorinha, vivida por uma mulher do país que não era atriz. A verdade dessa mulher transpassa para a tela, assim como o belo diálogo que tem toca. As falas em português são inspiradas numa conversa real do diplomata em uma das missões da carreira. O outro momento são as cenas finais de Carolina e Sergio.

Mesmo que não sirva para emocionar ao ponto que gostaria, o filme faz um bom trabalho histórico do personagem. Além disso é bacana ver dois atores que não são americanos com papéis de destaque numa produção norte-americana. A diversidade do elenco também agrada.

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