Crítica: Harlots debate o papel da mulher no século 18

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Minissérie Harlots, que estreia neste domingo (3/9) no Fox Premium 1, se passa em um bordel em Londres no ano de 1763. O Próximo Capítulo assistiu ao primeiro episódio e te conta o que esperar!

Veredito: Muito bom

“O dinheiro é o único poder das mulheres nesse mundo”. A frase dita pela personagem Margaret Wells (Samantha Morton) no primeiro episódio de Harlots pode definir o grande mote da produção, que estreia às 21h deste domingo (3), no Fox Premium 1, e a partir de segunda-feira, terá a temporada completa disponível no acesso premium do aplicativo da Fox.

A minissérie se passa em 1763 em uma Londres vivendo um momento de expansão. O crescimento da cidade também se reflete no aumento da prostituição: de cada cinco mulheres, uma trabalha vendendo o corpo por dinheiro. Nesse cenário, a história acompanha o bordel administrado por Margaret. Lá estão diferentes meninas, além da filha mais nova da proprietária, a virgem Lucy (Eloise Smyth).

Com o sucesso do empreendimento e de suas cortesãs, Margaret pensa em expandir o negócio se mudando para uma casa maior em um bairro mais valorizado, o Soho. Coincidentemente (ou não!), nesse mesmo período, a senhora Wells é multada pela justiça, que recebeu uma denúncia de que ela comanda uma “casa de desordem”.

Sem o dinheiro para pagar o aluguel do novo local, Margaret decide apressar os planos de leiloar a virgindade da filha mais nova e pressiona a mais velha, Charlotte (Jessica Brown Findlay), a assinar um acordo de propriedade com o lorde George Howard (Hugh Skinner). Em meio a tudo isso, Margaret está vivendo uma disputa com Lydia Quigley (Lesley Manville), dona de um “refinado” prostíbulo.

Crítica de Harlots

Ao escolher tratar a história do ponto de vista das prostitutas, Harlots abriu toda a possibilidade para debater o papel da mulher dentro da sociedade no século 18. E, nesse caso, é feito por meio do poder que essas mulheres conseguem ao se prostituir: seja ele momentâneo sob os homens numa relação de prazer, seja ele mais duradouro por meio do dinheiro.

Crédito: Liam Daniel/Monumental. Personagem Charlotte

A personagem que melhor representa essa temática na minissérie é Charlotte. Diferentemente da mãe, ela não se importa com o dinheiro, mas sim em ser dona do próprio destino. Além dela, a produção aborda a complexidade por trás das histórias de Margaret e Lydia, outras personagens que merecem destaque. A relação entre essas duas ainda têm muito a mostrar ao longo da temporada.

Outro ponto alto de Harlots é a qualidade com que a minissérie recria o universo de uma Londres do século 18, o que também vale para os figurinos.

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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