Crítica e entrevista: Six — Esquadrão antiterrorista mostra dilemas pessoais dos soldados durante e depois da guerra

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O seriado Six chega ao Brasil neste sábado (5/8) com transmissão pelo canal History Channel. O Próximo Capítulo entrevistou o ator Juan Pablo Raba e assistiu ao primeiro episódio. Confira o papo e nossa crítica

A temática de guerra não é novidade em produções audiovisuais. O assunto foi bastante explorado principalmente nos cinemas. Mas, recentemente, esse gênero ganhou um novo ponto de vista, com histórias em que os conflitos são pano de fundo para os dramas e dilemas das pessoas envolvidas na guerra. Há exemplos na telona como Sniper americano e Castelo de areia, produção do brasileiro Fernando Coimbra para a Netflix, e agora na tevê, com a estreia da série Six — Esquadrão antiterrorista, no History Channel.

De criação de William Broyles (Náufrago e Apollo 13) e David Broyles, veterano em operações militares especiais, Six — Esquadrão antiterrorista acompanha, em oito episódios, os membros do Team Six — daí o nome da produção — dos oficiais de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos, que fazem parte do esquadrão responsável por proteger o país de ataques terroristas.

Crédito: History Channel/Divulgação

A história começa quando o time liderado por Richard Rip Taggart (Walton Goggins) está em uma missão em busca de Muntaqqi, líder do Talibã, no Afeganistão. Durante a ação, Rip acaba tomando a decisão de matar um cidadão norte-americano que estava trabalhando para os terroristas, mesmo depois do homem ter se rendido, denunciando o nível de tensão existente na equipe.

Six — Esquadrão antiterrorista, então, tem um salto de dois anos e mostra a equipe agora sob novo comando. O personagem Joe Graves (Barry Sloane) assumiu o cargo deixado por Richard mantendo parte da equipe formada por Alex Cauder (Kyle Schmidt), Ricky Ortiz (Juan Pablo Raba) e alguns novatos. Pressionado pela família, Ricky está decidido a seguir outra carreira. No entanto, tudo muda quando Rip se torna refém da organização terrorista Boko Haram em uma missão em que atuava como segurança particular na Nigéria. Caberá a sua antiga equipe resgatá-lo e, assim, surge mais um dilema na vida do trio. “Ele constantemente vive esse dilema por ter duas famílias: a família mesmo e os amigos da Marinha. Ele fica indo e voltando entre os dois dilemas. Ele quer estar presente para a família, mas se não estiver focado nos amigos, alguém pode morrer”, explica o ator Juan Pablo Raba em entrevista ao Próximo Capítulo.

Com experiências em produções televisivas como Narcos e Agents of S.H.I.E.L.D., Juan Pablo conta que o processo de preparação para a série foi bastante rígido. “Foi uma preparação intensa e dura. Visitamos locais afetados pela guerra, usamos equipamentos de verdade, a roupa, por exemplo, pesava 35 quilos”, lembra. Raba e o restante do elenco passou por um treinamento especial com duração de cinco dias. “Nos fez aprender o que significa ser essas pessoas (os soldados) e criar também essa amizade entre os personagens”, comenta.

Apesar de o Brasil estar exibindo agora a primeira temporada, uma sequência de Six — Esquadrão antiterrorista está confirmada. De acordo com Juan Pablo Raba, o elenco está filmando a segunda temporada atualmente em Vancouver, no Canadá. “A série fez bastante sucesso e posso dizer que a segunda temporada será ainda melhor”, garante o ator.

Três perguntas // Juan Pablo Raba

O que foi mais difícil em Six?
Basicamente criar essa parte física. Mas também entender uma pessoa que está nesse tipo de conflito, o que passa na mente dela diante dessa situação. Eu gosto bastante da complexidade do personagem.

Na sua opinião é mais fácil interpretar um herói, como em Six, ou um bandido, como em Narcos?
O mais difícil é ser herói. O bandido te permite explorar um pouco mais, ser mais transgressor e divertido em sua atuação.

Você esteve em Narcos e trabalhou com Wagner Moura. Como foi essa experiência?
Eu conhecia o trabalho dele e era fã, por conta dos filmes da franquia Tropa de elite. Foi uma das experiências mais fantásticas da minha vida. Ele é um dos seres humanos mais bonitos que eu conheci. É uma ótima recordação.

Crítica de Six — Esquadrão antiterrorista

Veredito: Bom

Crédito: History Channel/Divulgação

Ao escolher retratar a guerra por meio dos dramas dos personagens, Six conseguiu seu primeiro acerto. A história deixa de ser algo apenas sobre conflitos entre países para explorar o que se passa na cabeça dessas pessoas, que acabam tão influenciadas por suas experiências no campo de batalha.

É interessante ver a vida de Ricky, Alex e Joe fora do esquadrão e perceber o quanto esse trabalho muda suas perspectivas. Inclusive, é importante elogiar as atuações de Juan Pablo Raba, Barry Sloane — que era fraquíssimo em Revenge — e Kyle Schmidt, que conseguem entregar ótimos personagens e com bastante química.

Outro trunfo do primeiro episódio de Six — Esquadrão antiterrorista ainda é conseguir explorar reviravoltas. Espero que esse ritmo continue nos próximos episódios, que serão exibidos até 23 de setembro no History Channel.

SERVIÇO
Six — Esquadrão antiterrorista
Estreia em 5 de agosto, com exibição aos sábados, às 23h35, no History Channel.

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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