Crítica: Em Titãs, DC traz a atmosfera dos cinemas para telinha

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Lançada nos Estados Unidos, a série Titãs é a nova aposta da DC no formato. Assistimos ao primeiro episódio e te contamos o que esperar!

Titãs está para a DC, assim como Marvel Agent’s of S.H.I.E.L.D. está para Marvel. E explico. Ambas as produções bebem da fonte do cinema para desenvolver sua história no formato televisivo. Isso é o que as diferencia, por exemplo, de The Flash, Arrow e Supergirl, da DC, e Demolidor, Jessica Jones, Punho de Ferro e Luke Cage, da Marvel, que são produções praticamente independentes da franquia das telonas.

Na nova aposta da DC vem do cinema a atmosfera dark, que está no visual, na direção, na composição dos personagens e até nas cenas, que lembram aquelas produzidas por Zack Snyder em filmes como o controverso Batman vs Superman: A origem da Justiça. Ou seja, esqueça a imagem divertida e colorida vendida na telinha com a animação Os Jovens Titãs. É do cinema também algumas referências. Personagens e cenários clássicos da telona são citados na produção, como o próprio Batman e a cidade de Gotham.

Inspirada na equipe da DC que apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em 1964, na época, com o nome de Turma Titã, a história acompanha a formação do grupo composto por Dick Grayson (Brenton Thwaites), o Robin; Rachel Roth (Teagan Croft), a Ravena; Koriand’r (Anna Diop), a Estelar; e Garfield Logan (Ryan Potter), o Mutano.

Tudo começa quando Rachel Roth, uma jovem consciente de possuir uma estranha escuridão dentro de si, precisa fugir de sua cidade após a sua mãe ser assassinada. Ela acaba seguindo uma frequente visão e vai parar em Detroit, onde encontra Dick Grayson, um detetive que também tem um segredo, ser o vigilante Robin no combate ao crime.

Em meio a tudo isso, a série apresenta de forma rápida Koriand’r, uma mulher que não se lembra quem é e está tentando entender seus próprios mistérios. Já Garfield Logan aparece apenas na cena final, provavelmente com um desenvolvimento nos demais episódios — ao todo, serão 12 na primeira temporada.

Crítica de Titãs

O primeiro episódio de Titãs estreou em 12 de outubro nos Estados Unidos e, de certa forma, surpreendeu — afinal de contas, a série já foi renovada para segunda temporada. Desde o início, quando a produção começou a divulgar as primeiras imagens, o público se assustou. A caraterização foi logo o que chamou atenção e de forma negativa. Na telinha, isso não muda muito, mas não chega a comprometer o primeiro episódio, com exceção, claro, de Mutano (Ryan Potter) e das cenas que demandam efeitos visuais, os que mais sofrem com o baixo orçamento televisivo.

Em quesito de história, Titãs tem uma boa introdução ao focar em Dick e Rachel. Os dois são personagens carismáticos e podem carregar a série conquistando um público cativo. Pouco se pode dizer de Koriand’r e Garfield Logan. Isso é culpa do roteiro, que optou por deixá-los mais de lado no primeiro episódio.

Crédito: Reprodução/Internet. Rachel e Dick em Titãs

Apesar disso, não dá para dizer que Titãs é uma série arrebatadora. Ela terá que se esforçar — e muito — para atingir o mesmo sucesso das “primas” da CW. Mas, ao mesmo tempo, aparece com uma via para a DC Universe, podendo promover as primeiras mudanças que devem chegar em breve nas telinhas, onde já foi dito que o universo pode ter um “reboot”.

Apesar de já estar no ar nos Estados Unidos com três episódios exibidos, a produção ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Os direitos de transmissão foram comprados pela Netflix, que não divulgou a data de chegada dos episódios em sua plataforma.

Trailer de Titãs

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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