Crédito: Netflix/Divulgação. Club de Cuervos
Cidade do México* — Primeira produção mexicana original da Netflix, a série Club de Cuervos, de Gaz Alazraki e Mike Lam, retornou para a terceira temporada. Os novos episódios da sequência estão disponíveis desde sexta-feira na plataforma de streaming. A principal característica da produção é ser um híbrido entre comédia e drama, com muita influência das novelas mexicanas, produto bastante conhecido do público brasileiro.
Iniciada em 2015, a série acompanha a história dos irmãos Salvador Chava Iglesias Jr., papel de Luis Gerardo Mendez (conhecido no México por atuar nas telenovelas), e Isabel Iglesias, interpretada por Mariana Treviño, que entram em conflito pela presidência do time de futebol Los Cuervos de Nuevo Tuledo após a morte do pai.
Após duas temporadas em pé de guerra, a terceira sequência mostrará uma nova dinâmica entre os irmãos, que precisarão unir forças depois que a equipe perdeu o direito de jogar no estádio de Nuevo Toledo e teve os jogos transferidos para Puebla. “Digamos que a guerra que há entre os irmãos na primeira e segunda temporada agora se volta contra o sistema e contra o governador. Os irmãos estarão juntos desta vez, apesar de não se aguentarem”, explica Luis Gerardo Mendez.
Temática política em Club de Cuervos
Outra novidade na nova sequência de Club de Cuervos é a maior presença de uma trama política. Se antes a grande temática da produção era o universo do futebol, agora, essa história será expandida. “Há esses dois paralelos, esses dois mundos. Essa empresa familiar vive agora uma questão política. Sempre houve a questão política, mas finalmente há a disputa pelo poder, como é mesmo no futebol”, define Mariana Treviño.
“É (uma temporada) muito mais política. Sempre é importante ver em uma sequência que dá para aprofundar mais nos personagens e há a possibilidade de dar uma volta na história. É como abrir uma caixa de pandora no mundo político em que vivemos. Particularmente, a questão eleitoral, não só no México, mas também nos Estados Unidos, creio que seja uma linha muito interessante. Sempre teve algo (na série) apontado para a política por conta do futebol, que vive muito disso também. Creio que nessa terceira temporada vamos dar mais foco para isso”, complementa Mendez.
Duas perguntas // Luis Gerardo Mendez
Como essa história mexicana se transformou em algo latino-americano?
Acredito que tem a ver com os temas. Apesar de a série ter um humor mexicano e particular, os temas são universais. Traição, guerra entre irmãos, ambição… Parece que isso faz a série viajar e continuamos nos surpreendendo, porque a Netflix não nos dá as métricas. Então só sabemos em que país a série funciona quando vamos até lá.
Para você, qual é o futuro da série?
Acho que é o presente, o que estamos vivendo agora e a forma como estamos consumindo. Eu me sinto muito feliz de estar nessa época em que há tantos jeitos e formatos, em que quem manda é o conteúdo. Antes, quem mandava era a emissora. Hoje, o conteúdo é tudo, é o mais importante. Nesta temporada de Club de Cuervos há muitas referências diretas a políticos mexicanos populares. Creio que a terceira temporada explorou isso: o comportamento dos políticos e o comportamento da sociedade.
* A repórter viajou a convite da Netflix
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