{"id":1699,"date":"2026-03-15T19:03:25","date_gmt":"2026-03-15T19:03:25","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/?p=1699"},"modified":"2026-03-15T19:03:25","modified_gmt":"2026-03-15T19:03:25","slug":"ganho-de-peso-acelerado-em-bebes-aumenta-risco-de-obesidade-e-diabetes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/2026\/03\/15\/ganho-de-peso-acelerado-em-bebes-aumenta-risco-de-obesidade-e-diabetes\/","title":{"rendered":"Ganho de peso acelerado em beb\u00eas aumenta risco de obesidade e diabetes"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\">Estudo brasileiro mostra que o ritmo de ganho de peso nos primeiros anos de vida pode influenciar o desenvolvimento de doen\u00e7as metab\u00f3licas no futuro<\/h2>\n<p>A velocidade com que um beb\u00ea ganha peso nos primeiros dois anos de vida pode influenciar diretamente o risco de desenvolver sobrepeso e obesidade na inf\u00e2ncia. \u00c9 o que aponta um estudo brasileiro publicado na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/action\/showPdf?pii=S2667-193X%2825%2900337-0\"><em>The Lancet Regional Health \u2013 Americas<\/em><\/a>, que analisou a trajet\u00f3ria de crescimento de aproximadamente 1,7 milh\u00e3o de crian\u00e7as.<\/p>\n<p>A pesquisa identificou que crian\u00e7as que apresentaram ganho de peso acelerado at\u00e9 os 2 anos tiveram trajet\u00f3rias m\u00e9dias de \u00cdndice de Massa Corporal (IMC) mais altas entre os 3 e os 9 anos. Nesse grupo, a preval\u00eancia de sobrepeso chegou a 18,62% e a de obesidade a 6,77%, \u00edndices superiores aos observados em crian\u00e7as sem esse padr\u00e3o de crescimento.<\/p>\n<p>J\u00e1 se sabe que os chamados primeiros mil dias de vida (per\u00edodo que vai da gesta\u00e7\u00e3o at\u00e9 os 2 anos) s\u00e3o considerado decisivo para a sa\u00fade metab\u00f3lica. \u00c9 nessa fase que ocorre a chamada programa\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica, quando o organismo define parte dos mecanismos que regulam o metabolismo, o apetite e o armazenamento de gordura.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/2026\/03\/14\/criancas-estao-falando-mais-tarde-veja-os-sinais-de-alerta\/\" rel=\"bookmark\">Crian\u00e7as est\u00e3o falando mais tarde? Veja os sinais de alerta<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cDurante essa fase, o organismo \u00e9 extremamente sens\u00edvel a influ\u00eancias ambientais que podem \u2018programar\u2019 trajet\u00f3rias metab\u00f3licas para toda a vida, estabelecendo o n\u00famero e tamanho das c\u00e9lulas adiposas que persistir\u00e3o na idade adulta\u201d, explica a endocrinopediatra J\u00e9ssica Fran\u00e7a, do Hospital Municipal Iris Rezende Machado (HMAP), em Aparecida de Goi\u00e2nia,\u00a0unidade p\u00fablica em Goi\u00e1s gerida pelo Einstein Hospital Israelita.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, quando o ganho de peso ocorre de forma acelerada, o organismo pode sofrer altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas precoces. \u201cA longo prazo, essas crian\u00e7as apresentam maior risco de diabetes tipo 2, hipertens\u00e3o arterial, doen\u00e7as cardiovasculares e obesidade persistente na adolesc\u00eancia e vida adulta\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o crescimento acelerado pode afetar o funcionamento do tecido adiposo. \u201cO tecido adiposo formado rapidamente tende a ser menos eficiente, contribuindo para um estado de inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica de baixo grau\u201d, afirma Fran\u00e7a.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/2026\/03\/09\/ruth-rocha-sera-tema-enredo-da-mancha-verde-no-carnaval-2027\/\" rel=\"bookmark\">Ruth Rocha ser\u00e1 tema-enredo da Mancha Verde no Carnaval 2027<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>O estudo tamb\u00e9m observou que a rela\u00e7\u00e3o entre ganho r\u00e1pido de peso e IMC elevado no futuro ocorre independentemente do peso ao nascer. Ainda assim, o risco \u00e9 maior em beb\u00eas que nascem com macrossomia \u2014 peso superior a 4 quilos.<\/p>\n<p>\u201cBeb\u00eas macross\u00f4micos j\u00e1 nascem com maior n\u00famero de c\u00e9lulas adiposas e poss\u00edvel resist\u00eancia \u00e0 insulina herdada do ambiente intrauterino. Quando esse perfil se combina com ganho r\u00e1pido p\u00f3s-natal, ocorre uma sobrecarga do sistema metab\u00f3lico ainda imaturo\u201d, detalha a endocrinopediatra.<\/p>\n<p>Por outro lado, beb\u00eas que nascem com baixo peso tamb\u00e9m exigem acompanhamento cuidadoso. Segundo os pesquisadores, a recupera\u00e7\u00e3o de peso deve acontecer de forma gradual, ao longo de seis a 24 meses, respeitando o potencial gen\u00e9tico da crian\u00e7a e priorizando a qualidade nutricional.<\/p>\n<p>O alerta ocorre em um cen\u00e1rio de crescimento da obesidade infantil no pa\u00eds. Dados do Panorama da Obesidade em Crian\u00e7as e Adolescentes, com base no Sistema de Vigil\u00e2ncia Alimentar e Nutricional (SISVAN), indicam que 32 em cada 100 crian\u00e7as brasileiras entre 0 e 9 anos j\u00e1 apresentam excesso de peso, incluindo sobrepeso, obesidade ou obesidade grave.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/2026\/03\/04\/uma-a-cada-seis-criancas-no-mundo-vive-em-zonas-de-guerra\/\" rel=\"bookmark\">Uma a cada seis crian\u00e7as no mundo vive em zonas de guerra<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Mantida a tend\u00eancia atual, metade das crian\u00e7as e adolescentes do pa\u00eds poder\u00e1 estar acima do peso at\u00e9 2035, segundo proje\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Pediatria.<\/p>\n<p>Especialistas destacam que a preven\u00e7\u00e3o come\u00e7a cedo. Entre as medidas recomendadas est\u00e3o o incentivo ao aleitamento materno exclusivo at\u00e9 os seis meses e, ap\u00f3s esse per\u00edodo, a introdu\u00e7\u00e3o alimentar baseada em alimentos in natura, evitando a\u00e7\u00facar, excesso de s\u00f3dio e produtos ultraprocessados.<\/p>\n<p>Rotinas adequadas de sono, est\u00edmulo \u00e0 atividade f\u00edsica e o respeito aos sinais de fome e saciedade do beb\u00ea tamb\u00e9m fazem parte das estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o. \u201cPara fam\u00edlias em vulnerabilidade social, programas de acompanhamento nutricional e educa\u00e7\u00e3o alimentar, seja na escola ou na Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade, podem ser fundamentais para quebrar ciclos que levam tanto \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o quanto ao sobrepeso\u201d, afirma J\u00e9ssica.<\/p>\n<p>Para a m\u00e9dica, o acompanhamento cont\u00ednuo durante a primeira inf\u00e2ncia \u00e9 essencial para identificar sinais de risco. \u201cPor meio do monitoramento sistem\u00e1tico das curvas de crescimento, educa\u00e7\u00e3o alimentar continuada e detec\u00e7\u00e3o precoce de desvios, \u00e9 poss\u00edvel prevenir padr\u00f5es metab\u00f3licos adversos que s\u00f3 se manifestariam d\u00e9cadas depois\u201d, conclui.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Einstein*<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo brasileiro mostra que o ritmo de ganho de peso nos primeiros anos de vida pode influenciar o desenvolvimento de doen\u00e7as metab\u00f3licas no futuro A velocidade com que um beb\u00ea ganha peso nos primeiros dois anos de vida pode influenciar diretamente o risco de desenvolver sobrepeso e obesidade na inf\u00e2ncia. \u00c9 o que aponta um estudo brasileiro publicado na revista [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":134,"featured_media":1700,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[323,1],"tags":[],"class_list":["post-1699","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1699","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1699"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1699\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1703,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1699\/revisions\/1703"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/primeirainfancia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}