Fazer bolhas de sabão faz parte das brincadeiras do Parque da Cidade, desde que foi criado. No acervo de fotografias do Cedoc Memória do Correio Braziliense, há vários registros confirmando se tratar de uma brincadeira histórica do local. Um espaço amplo, ao ar livre, é ideal para as crianças brincarem de fazer bolhas e correr atrás delas tentando vencer o vento.
O Parque tem agora uma pracinha, criada a partir de uma iniciativa simples, ocupada por crianças que brincam com equipamentos de fazer bolhas de sabão, enquanto os pais observam e fotografam seus filhos e as diferentes formas dos balões que colorem o ar.
É a “Praça da Bolha”, como ficou conhecido o local onde Ana Maria mantém uma banquinha que vende equipamentos em diversos formatos e o líquido para se fazer bolhas de sabão, localizada entre as pistas próximas ao Estacionamento 10.


Há 30 anos, todos os fins de semana e feriados, Aninha trabalha no Parque soltando bolhas de sabão, atraindo crianças de toda parte. Negócio que herdou do ex-marido Luiz Henrique, que começou lá em 1986, e com o qual criaram os filhos. Ele permaneceu por mais de 10 anos na atividade e, antes de ir embora, a ensinou a arte de criar os equipamentos e de elaborar o líquido, que tem um segredo especial que ela não revela.

Depois de um tempo fora de Brasília, Luiz, sempre companheiro, voltou para ajudar no negócio e teve a ideia de colocar várias bacias com o líquido precioso e equipamentos à disposição das crianças para brincarem, gratuitamente. A iniciativa foi um sucesso. O espaço virou uma praça e passou a ficar cheio de crianças nas manhãs e tardes do Parque e, de quebra, aumentou as muito vendas, porque todas querem levar o brinquedo pra casa depois.


E assim se criou de maneira orgânica e espontaneamente a “Praça da Bolha”. Única na cidade, a praça agora só precisa de um olhar da Administração, colocando alguma espécie de demarcação, cobertura do piso e sinalização do local, para que mais crianças possam brincar em segurança e colorir ainda mais esse espaço coletivo.

