
Ao longo dos anos o Parque da Cidade se tornou um espaço onde pessoas que tocam algum instrumento se sentem à vontade para ensaiar, participar de oficinas e treinar práticas musicais com apresentações dos mais diversos ritmos e gêneros. Há dias em que os frequentadores do local encontram uma verdadeira festa da música ao longo do percurso da pista, passando por escolas de samba, rodas de choro, gaiteiros de fole, batuqueiros, e praticantes de música clássica, de Taiko, entre outros. No último sábado o Parque estava nesse ritmo de festa, mais diversa ainda com a presença do grupo de pagode brasiliense Fala Comigo, que gravava vídeos no seu “midia day”.Aproveitei a oportunidade pra conversar com o músico e vocalista do grupo, Jeferson Oliveira Carvalho, o Feijão.
Jeferson é de Brasília, “nascido e criado”, morador do Riacho Fundo 2, casado, pai de Mila, um bebê de 5 meses. Formado em jornalismo, iniciou sua carreira como radialista, trabalhou em jornais, revista, editora, mas deixou a carreira na área de comunicação pra “viver de música.” Ele pertence a uma família de músicos e musicistas vindos do Rio de Janeiro, de quem herdou o DNA do samba. Multi-instrumentista, agora também cantor, Jeferson conversou comigo sobre sua experiência com a música, o grupo do qual faz parte, o Parque e sua visão de sucesso. Gente boa demais, simpático, bem-humorado, com jeito de pessoa feliz, foi um prazer nossa conversa, que compartilho em seguida.
Perguntas para Jeferson Carvalho, o Feijão:
P- Como você começou sua carreira na música?
R- A minha carreira na música começou bem cedo. Toda a minha família é de músicos e musicistas. Todo mundo. Então, eu meio que puxei isso aí pra mim também. Então, eu sou apenas mais um fomentador da música da minha família.
Na verdade, minha família veio do samba enredo. Então, eu comecei minha carreira musical no samba enredo, desfilava em escola de samba.
E, por influência mesmo dos meus tios, eu migrei para o samba. O pagode e o samba.
P- E aí, você sempre tocou, gostou de música, mas quando você decidiu ser profissional?
R- Com 15 anos de idade, eu decidi ser profissional da música. Mas, como qualquer família tradicional, tem aquele lance dos estudos. Então, minha avó sempre pegou no nosso pé:
“Vai estudar, vai fazer uma formação, depois você se dedica à música”. Então, eu me formei em jornalismo, exerci alguns anos e decidi voltar para a música profissionalmente. Dos 15 anos até os 17, eu trabalhava informalmente na música e em rodas de samba. Mas, profissionalmente, mesmo, foi logo após a minha formação.
P- Como foi? Você decidiu montar um grupo ou começou solo?
R- O grupo já existia, sempre existiu, na verdade. E em 2011, eu saí desse grupo e comecei a trabalhar de freelancer. E agora, em 2026, eu recebi o convite para ser o cantor e vocalista do grupo Fala Comigo. E agora, estamos nessa carreira de vocalista também, porque eu sou músico instrumentista.
P- Você toca cavaquinho?
R- Também, eu sou multi-instrumentista.
P- Multi- instrumentista? Quais são os instrumentos que toca?
R- Quase todos, vamos dizer assim. Cavaquinho, violão, de percussão, são todos. Pandeiro, tantã, surdão, percussão de escola de samba, percussão de música baiana. Então, assim, é um leque bem grande, porque comecei muito cedo.
P- Isso amplia muito a suas possibilidades de trabalho, não é?
R- Exatamente. Foi isso que me abriu muitas portas. Porque eu iniciei como percussionista, depois eu migrei pra harmonia e agora como vocalista.
P- E agora você tá se dedicando só ao grupo ou participa de outros eventos como músico?
R- Não, eu tô me dedicando integralmente ao grupo Fala Comigo.
P- A agenda, como é que tá?
R- Nossa agenda: toda quarta-feira, estamos no Boa Praça, na 201 Sul, a partir das 19h30.
Toda sexta-feira, no Chico Pança, na 201 Norte, a partir das 19h30. Aos sábados, temos uma agenda meio que livre, pra negociar em outras casas. Nesse sábado, especificamente, estaremos no Orla Beach, na Samambaia. E aos domingos, estamos no Mesquimar, na Samambaia.
P- O grupo é todo de músicos de Brasília, profissionais de Brasília?
R- Todos, todos de Brasília, graças a Deus. Temos essa honra.
Brasília é um celeiro de músicos muito grande. Muitos músicos daqui são referência e saem daqui pra serem referência em outros estados. O pessoal falava antigamente que Brasília era a capital do rock. Eu já falo que é a capital da música. Brasília é o celeiro da música.
Tem muitos músicos bons, tem muitos profissionais bons aqui. E referências, inclusive. Referências máximas.
P- E vocês viajam ou ainda estão com a agenda só local?
R- Então, nós fazemos viagem também, a gente fez show em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro…
P -E como foi a experiência?
R- Foi maravilhosa.
P- Como é que você vê o sucesso grupo?
R- Olha, eu não vou falar que temos um suceeeesso ainda. Porque eu acho que o maior sucesso é o reconhecimento da sua própria cidade. Então, a gente tá caminhando pra ter esse sucesso, primeiro, aqui. Temos o exemplo do Menos é Mais, que é um grande sucesso, nacionalmente, mas o maior sucesso deles é aqui em Brasília. Então, a gente tá trabalhando, se espelhando nisso, pra justamente ter esse sucesso primeiro na nossa cidade. Porque não tem nada melhor do que você voltar pra casa e ser bem recebido. Então, não adianta a gente sair e voltar e não ter o sucesso que a gente quer, que é na nossa casa.
P- E o que vocês estão fazendo no Parque da Cidade hoje?
R- Hoje estamos aqui no “Media Day”, ou o dia da mídia. Porque o Parque da Cidade é um cenário maravilhoso da nossa cidade, então, não teria como ser em outro lugar.
A gente sempre procura gravar aqui, em vários pontos. Hoje a gente escolheu esse ponto aqui, perto do lago, porque a gente acha um lugar bonito e não tem como ser em outro lugar.

P- O que é o Media Day?
R- Media Day, na tradução livre, é o Dia da Mídia pra banda. É o dia que a gente tira pra fazer fotos, vídeos, fazer conteúdo pras redes sociais.
P- Vocês sempre procuram o Parque?
R- Sempre, sempre.
P- O que você acha do Parque?
R- O parque é maravilhoso. Inclusive, quando não é o Media Day, a gente vem pro parque pra queimar gordurinha, né? Andar de bicicleta, andar de patinete, tomar água de coco, apreciar os amigos que fazem o choro aqui. Tem uns amigos que fazem choro aqui. Tem o pessoal do Batalá que ensaia ali do outro lado. Então a gente sempre tá aqui.
P- Então vocês curtem o Parque?
R- Muito, muito. O parque da cidade é maravilhoso.
P- E em relação à Brasília, o que você acha que ele significa?
R- Então, como eu falei anteriormente, Brasília é o celeiro da música e o Parque da Cidade é inspiração. É como se fosse a inspiração. Pra um compositor, um exemplo, é um lugar bonito, é uma moça dos olhos castanhos, cabelos cacheados, é o Parque da Cidade pra Brasília.
P- Ah, que lindo, fazendo poesia com o Parque. Feijão, o que lhe move na vida? No que você acredita?
R- Principalmente, eu acredito que nada sem perseverança funciona. Se você não acordar com perseverança, você não tem um dia bom. Então o que me move é a minha vontade de vencer, a perseverança. Quem tenta, incessantemente, alcança alguma coisa na vida. Então o que me move mesmo é a inspiração de conseguir coisas, de alcançar objetivos.
P- E qual é o recado do Feijão pra galera em geral?
R- O meu recado é o seguinte: nunca deixem de perseverar. Nunca deixem de sonhar. Se não deu certo hoje, continue tentando. Thomas Edison não acendeu a lâmpada na primeira tentativa. E é isso.
Contatos do Grupo Fala Comigo
Instagram @grupofalacomigo
Shows: 61 995524243


