1 de maio com chuva
É senso comum que o brasiliense gosta de falar sobre o clima, principalmente sobre as chuvas e a seca, os períodos mais definidos na geografia do Cerrado. Historicamente, no Distrito Federal, os meses de maio a setembro são definidos como época da seca, e de outubro a abril como época das chuvas.
Comparando-se com os países do hemisfério Norte, costuma-se afirmar que no Brasil não há estações tão definidas, mas dentro desses marcos das chuvas e da seca, temos em Brasília uma ou duas semanas de frio e uma ou duas semanas de muito calor, mas também sinais perceptíveis das quatro estações, como já podemos sentir com as temperaturas mais amenas e o vento fresco das manhãs, avisando sobre a chegada do outono.
A emergência climática tem mudado tudo, embaralhado o calendário, intensificado os fenômenos meteorológicos, como aconteceu com o recorde de 166 dias de seca em 2024.
Com raras exceções, no feriado de 1 de maio, Dia do Trabalhador, dia que representa uma data de luta e conquistas dos trabalhadores, que também se torna um momento de descanso, é decretado o início da temporada de seca na capital, quando uma multidão de brasilienses ocupa o Parque da Cidade para vivenciar um dia de sol, de lazer, diversão e conexão com a natureza, como já abordei aqui em post anterior.
Entretanto, não foi o que aconteceu neste ano.
As chuvas diárias se estenderam no final de abril e atingiram o feriado em cheio. E como tudo que acontece em Brasília, o adiamento da seca foi também sentido no Parque.
O dia começou frio, nublado, com uma chuva fina, que durou o início da manhã e afastou os milhares de frequentadores do local dos tradicionais piqueniques e churrascos que acontecem na data.
Com a mudança no clima, o caráter festivo desse dia foi pouco sentido e o 1 de maio no Parque da Cidade pareceu um domingo de fevereiro, com muitos praticantes de esportes nas pistas, mas com bem menos grupos de trabalhadores, famílias e religiosos reunidos.
Parece que o início da estiagem vai ser empurrado mais pra frente, pois previsões para o mês é de chuvas ainda, mesmo espaçadas, com redução de temperatura e ar mais seco. Um clima bastante propício para as atividades ao ar livre e para aproveitar tudo o que o Parque tem a oferecer.
Mas fica a pergunta no ar: neste ano de 2025, quando será comemorado a chegada da seca com encontros, festa e muitas atividades de lazer ao ar livre, durante todo o dia no Parque da Cidade e, consequentemente, decretado para toda Brasília?
Vem aí o Dia das Mães ou, se a seca for mesmo adiada, seu início simbólico ficará para o feriado de Corpus Christi, em 18 de junho.
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