{"id":892,"date":"2026-08-03T09:44:54","date_gmt":"2026-08-03T12:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/?p=892"},"modified":"2026-08-03T09:44:54","modified_gmt":"2026-08-03T12:44:54","slug":"conexao-entre-brasil-e-estados-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/2026\/08\/03\/conexao-entre-brasil-e-estados-unidos\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o entre Brasil e Estados Unidos"},"content":{"rendered":"<p>Mais do que ensinar um idioma, a Casa Thomas Jefferson ajudou a construir pontes entre culturas em uma capital que ainda dava seus primeiros passos. Fundada em 1963, apenas tr\u00eas anos ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, ela nasceu para atender \u00e0s demandas de uma cidade em forma\u00e7\u00e3o, marcada pela chegada de diplomatas, servidores p\u00fablicos e profissionais de diferentes partes do Brasil e do mundo. Ao longo de mais de seis d\u00e9cadas, buscou se tornar refer\u00eancia em educa\u00e7\u00e3o, interc\u00e2mbio cultural e fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;Seguimos fi\u00e9is a esse prop\u00f3sito, formando cidad\u00e3os preparados para atuar em um mundo cada vez mais globalizado&#8221;, indica Lucia Santos, diretora-executiva da Casa Thomas Jefferson. Para ela, a institui\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais do que uma escola de ingl\u00eas. &#8220;Constru\u00edmos pontes entre pessoas, culturas e oportunidades&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Dessa forma, a marca evoluiu para um ecossistema educacional que re\u00fane ensino de idiomas, educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue, forma\u00e7\u00e3o de professores, inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, tecnologia, programas culturais e projetos de impacto social. A miss\u00e3o, segundo Lucia, continua sendo transformar vidas por meio da educa\u00e7\u00e3o e preparar os alunos para os desafios de um mundo em constante transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, ser considerado um Centro Binacional reconhecido pela Miss\u00e3o Diplom\u00e1tica dos Estados Unidos est\u00e1 atrelado ao fato de que a Casa Thomas Jefferson \u00e9 considerada aut\u00f4noma e que, por meio da educa\u00e7\u00e3o, da cultura e do interc\u00e2mbio de conhecimento, contribui para fortalecer a compreens\u00e3o m\u00fatua e as conex\u00f5es entre o Brasil e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;Isso se traduz em uma atua\u00e7\u00e3o ampla, que combina ensino de excel\u00eancia com iniciativas de diplomacia p\u00fablica, programas culturais, a\u00e7\u00f5es de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia, projetos Maker e STEAM e o EducationUSA. \u00c9 uma responsabilidade que refor\u00e7a nosso compromisso com a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os preparados para dialogar com diferentes culturas e atuar em um mundo cada vez mais conectado&#8221;, informa Lucia.<\/p>\n<p>O Thomas Maker, mencionado pela diretora-executiva, promove a cultura maker e a aprendizagem pr\u00e1tica em um dos primeiros makerspaces educacionais bil\u00edngues da Am\u00e9rica Latina. J\u00e1 a abordagem STEAM integra ci\u00eancia, tecnologia, engenharia, artes e matem\u00e1tica em projetos interdisciplinares; enquanto o EducationUSA, centro oficial de orienta\u00e7\u00e3o do Departamento de Estado dos Estados Unidos, oferece suporte gratuito a estudantes brasileiros interessados em cursar o ensino superior em universidades norte-americanas.<\/p>\n<p><strong>De olho no futuro<\/strong><\/p>\n<p>Para a diretora executiva, os desafios do ensino de idiomas v\u00e3o muito al\u00e9m da aprendizagem de vocabul\u00e1rio e gram\u00e1tica. Em um mundo marcado pela comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea e pela intelig\u00eancia artificial, formar alunos fluentes significa desenvolver compet\u00eancias, como pensamento cr\u00edtico, colabora\u00e7\u00e3o, criatividade e capacidade de atuar em diferentes contextos culturais.<\/p>\n<p>Outro pauta de aten\u00e7\u00e3o para Lucia envolve a forma\u00e7\u00e3o e a reten\u00e7\u00e3o de professores qualificados, considerados essenciais para garantir a qualidade do ensino. Ao mesmo tempo, a institui\u00e7\u00e3o busca acompanhar as r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas sem abrir m\u00e3o do papel fundamental da intera\u00e7\u00e3o humana e da media\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica no processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, precisamos acompanhar a velocidade das transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas sem perder de vista a import\u00e2ncia da intera\u00e7\u00e3o humana, da qualidade pedag\u00f3gica e do papel insubstitu\u00edvel do professor no processo de aprendizagem&#8221;, indica.<\/p>\n<p>Ciente desses cen\u00e1rios, Lucia refor\u00e7a que, para os pr\u00f3ximos passos da marca, a prioridade \u00e9 ampliar o impacto da Casa Thomas Jefferson na educa\u00e7\u00e3o brasileira, mantendo o compromisso com a excel\u00eancia e a inova\u00e7\u00e3o. &#8220;Acreditamos que a educa\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 sendo a principal ferramenta para aproximar culturas, ampliar oportunidades e preparar pessoas para um mundo em constante transforma\u00e7\u00e3o. \u00c9 esse compromisso que seguir\u00e1 nos guiando&#8221;, defende a diretora-executiva.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas perguntas para Lucia Santos, diretora-executiva da Casa Thomas Jefferson\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Quem foram os fundadores e qual era a miss\u00e3o original?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A Casa Thomas Jefferson nasceu de uma iniciativa conjunta da Embaixada dos Estados Unidos e de educadores brasileiros e norte-americanos que acreditavam na educa\u00e7\u00e3o como ferramenta de aproxima\u00e7\u00e3o entre culturas. O projeto foi estruturado pelo linguista A. J. Hald Madsen, tendo Dorothy Pond como primeira diretora e Norma Corr\u00eaa Meyer Sant&#8217;Anna como primeira professora. Desde sua funda\u00e7\u00e3o, a miss\u00e3o era clara: promover o entendimento entre o Brasil e os Estados Unidos por meio da educa\u00e7\u00e3o, da cultura e do ensino de excel\u00eancia.<\/p>\n<blockquote><p><strong>H\u00e1 alguma curiosidade sobre a institui\u00e7\u00e3o que poucas pessoas sabem?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Pouca gente sabe que o nome &#8220;Casa&#8221; nunca foi apenas uma escolha simb\u00f3lica. Desde sua funda\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o foi concebida como um espa\u00e7o aberto \u00e0 comunidade, unindo educa\u00e7\u00e3o, cultura e conviv\u00eancia. Outra curiosidade \u00e9 que a preocupa\u00e7\u00e3o com a inova\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o de professores come\u00e7ou antes mesmo da primeira aula. Em 1963, o pr\u00f3prio Correio Braziliense destacou o treinamento dos primeiros docentes, preparados para utilizar recursos considerados pioneiros \u00e0 \u00e9poca, como materiais audiovisuais, biblioteca e o futuro laborat\u00f3rio de l\u00ednguas. Esse esp\u00edrito inovador permanece presente at\u00e9 hoje e se reflete em iniciativas como o Thomas Maker, o primeiro espa\u00e7o maker bil\u00edngue da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Quais responsabilidades diferenciam um Centro Binacional de uma escola tradicional de idiomas?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Enquanto uma escola tradicional tem como foco principal o ensino da l\u00edngua, um Centro Binacional tem compromisso institucional com a educa\u00e7\u00e3o, a cultura e a diplomacia p\u00fablica. Al\u00e9m de formar alunos proficientes em ingl\u00eas, promovemos interc\u00e2mbio cultural, programas educacionais, a\u00e7\u00f5es sociais, eventos art\u00edsticos e iniciativas que fortalecem o relacionamento entre o Brasil e os Estados Unidos. Nosso papel \u00e9 contribuir para o desenvolvimento da sociedade por meio da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que ensinar um idioma, a Casa Thomas Jefferson ajudou a construir pontes entre culturas em uma capital que ainda dava seus primeiros passos. 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