{"id":503,"date":"2024-07-27T06:00:48","date_gmt":"2024-07-27T09:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/?p=503"},"modified":"2024-07-24T19:23:13","modified_gmt":"2024-07-24T22:23:13","slug":"moda-sustentavel-e-de-consumo-consciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/2024\/07\/27\/moda-sustentavel-e-de-consumo-consciente\/","title":{"rendered":"Moda sustent\u00e1vel e de consumo consciente"},"content":{"rendered":"<p>O conceito de sustentabilidade dentro da moda tem crescido em diferentes localidades do mundo, inclusive, no Brasil. De acordo com a pesquisa divulgada pelo Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 2023, o territ\u00f3rio nacional possu\u00eda 118.778 brech\u00f3s em funcionamento. No levantamento, foi indicado que o n\u00famero representou um aumento de 30% nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia, a tend\u00eancia n\u00e3o poderia ser diferente. O com\u00e9rcio focado na redu\u00e7\u00e3o de desperd\u00edcio e na amplia\u00e7\u00e3o do ciclo de vida das pe\u00e7as de roupa tamb\u00e9m tem se desenvolvido em regi\u00f5es variadas da capital. Empreendedora do mundo fashion e dona do brech\u00f3 B ao Quadrado, Beth\u00e2nia Mayara iniciou os seus passos com a loja na pandemia de covid-19, mas a moda circular j\u00e1 estava presente no seu dia a dia desde a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u201cEu sempre vesti (roupas de) brech\u00f3, desde pequena. Tive uma origem humilde e que n\u00e3o me dava a possibilidade de usar roupas caras e de marcas. Por isso, sempre usei roupas de segunda m\u00e3o. A princ\u00edpio, isso era motivo de me envergonhar, mas, com o tempo, percebi a enorme possibilidade que pe\u00e7as \u00fanicas me traziam\u201d, conta.<\/p>\n<p>Somado a isso, Beth\u00e2nia comenta que ser uma entusiasta da moda fomentou as suas possibilidades na \u00e1rea do empreendedorismo. \u201cQuando entrei na faculdade de servi\u00e7o social, vendia algumas pe\u00e7as de roupa para amigas e colegas, como forma de ganhar algum dinheiro quando as coisas apertavam. Isso foi me abrindo os olhos do potencial que o mercado tinha\u201d, relembra.<\/p>\n<p>No per\u00edodo pand\u00eamico, ela optou por se dedicar totalmente a esse nicho de mercado. \u201cEu abri o neg\u00f3cio quando tudo estava fechado, e todo mundo migrou para o digital. Comecei a criar conte\u00fado. Eu via muitas meninas postando dicas em casa. Para come\u00e7ar, voc\u00ea precisa s\u00f3 de uma parede branca! Eu n\u00e3o tinha nada de cen\u00e1rio e nada dentro de casa. A \u00fanica coisa que tinha era o quintal que, com a luz do dia, dava para tirar umas fotos\u201d, observa.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, Beth\u00e2nia apostou em tecidos emprestados por sua sogra. A partir disso, a empres\u00e1ria montou os seus looks e, diariamente, publicava as fotos em uma rede social. \u201cAbri uma p\u00e1gina no Instagram e comecei a postar. Assim surgiu a loja\u201d, recorda. O nome para a marca veio de uma brincadeira matem\u00e1tica: utilizou o B de Beth\u00e2nia e o da palavra brech\u00f3 que, ao se multiplicarem, geram o B ao Quadrado.<\/p>\n<p><strong>Desafios no empreendedorismo<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de ser uma \u00e1rea em expans\u00e3o, Beth\u00e2nia indica que o mercado do brech\u00f3 ainda \u00e9 muito recente. Para ela, trata-se de lutas atr\u00e1s de batalhas para achar ferramentas que funcionem. No entanto, a empreendedora ressalta que \u00e9 um segmento \u00fanico na moda, no qual as pe\u00e7as demandam processos espec\u00edficos. Nesse sentido, na avalia\u00e7\u00e3o dela, o maior desafio \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o de todos os tr\u00e2mites operacionais, legais e cont\u00e1beis para o mundo do brech\u00f3, sem perder a humaniza\u00e7\u00e3o no contato com as clientes.<\/p>\n<p>Mesmo com os empecilhos, a empres\u00e1ria teve \u00eaxito. A loja, que iniciou no porta-malas do carro, migrou para o Instagram e, por fim, chegou a um local f\u00edsico. &#8220;Abri sem pretens\u00e3o alguma. Era s\u00f3 para ter uma renda. Jamais imaginei viver tudo que temos atualmente. Hoje, conto com duas unidades e um site. Tive muita dificuldade em estruturar todos os processos, regularizar a parte cont\u00e1bil e jur\u00eddica para conseguir ampliar. Todo o processo se deu em tentativas, erros e aprendizagem&#8221;, elenca.<\/p>\n<p>O neg\u00f3cio, aos poucos, encorpou. Beth\u00e2nia diz que, com isso, tornou-se necess\u00e1ria a expans\u00e3o da marca, visto que, antes, toda a atua\u00e7\u00e3o estava delimitada ao seu quarto. \u201cEu estava morando dentro de uma loja. A \u00fanica coisa que n\u00e3o tinha roupa era, literalmente, a minha cama. O resto estava lotado de estoque. A gente cresceu muito r\u00e1pido. Sempre visamos ir al\u00e9m de uma compra. Por isso, eu produzia conte\u00fado e dava dicas. A gente tentou criar uma comunidade forte de pessoas que realmente acreditassem no meu trabalho\u201d, complementa.<\/p>\n<p><strong>Cuidado ambiental<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Ajude o B-Planet a combater o desperd\u00edcio de res\u00edduos t\u00eaxteis, o uso exagerado de recursos h\u00eddricos e a explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra barata&#8221;<\/em> \u00e9 uma frase que estampa a loja de Beth\u00e2nia. Promovendo a sustentabilidade e a consci\u00eancia ambiental, a B ao Quadrado busca incentivar um consumo de moda consciente.<\/p>\n<p>Entretanto, para ela, ainda h\u00e1 um longo percurso para ser percorrido no \u00e2mbito social. &#8220;Acho que falta muito para evoluir. Temos muitas marcas de departamento lan\u00e7ando roupas novas a cada esta\u00e7\u00e3o. Cada pe\u00e7a dessas gasta litros de \u00e1gua e degrada o ambiente. Existem marcas que reutilizam tecidos, mas esse mercado ainda \u00e9 muito caro&#8221;, assinala.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas perguntas para Beth\u00e2nia Mayara, dona do B ao Quadrado<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Como voc\u00ea descreveria a loja?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 um lugar para empoderar as mulheres. Foi feita por uma mulher e para as mulheres. A preocupa\u00e7\u00e3o da loja \u00e9 que voc\u00ea saia de l\u00e1 se sentindo melhor do que entrou, que use roupas que a valorizem e que voc\u00ea use um look para aumentar a sua autoestima. No espa\u00e7o, voc\u00ea vai receber uma chuva de sugest\u00f5es e, tamb\u00e9m, de elogios.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Quais foram os momentos mais memor\u00e1veis da marca?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A abertura da loja da Asa Sul, com certeza, foi um marco muito grande dentro da hist\u00f3ria do B ao Quadrado. Investi tudo o que tinha e me dediquei muito para dar certo. Ver tudo fluindo \u00e9 gratificante.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Na sua opini\u00e3o, os brech\u00f3s est\u00e3o voltando \u00e0 tend\u00eancia?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Brech\u00f3 \u00e9 o futuro. A conta n\u00e3o fecha: existem muitas roupas para poucas pessoas. Al\u00e9m de que, tudo que n\u00e3o \u00e9 reutiliz\u00e1vel, vira lixo. A conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental est\u00e1 crescendo e, por isso, o ramo de brech\u00f3 tamb\u00e9m vai crescer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conceito de sustentabilidade dentro da moda tem crescido em diferentes localidades do mundo, inclusive, no Brasil. De acordo com a pesquisa divulgada pelo Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 2023, o territ\u00f3rio nacional possu\u00eda 118.778 brech\u00f3s em funcionamento. No levantamento, foi indicado que o n\u00famero representou um aumento de 30% nos \u00faltimos cinco anos. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":138,"featured_media":504,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-503","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/users\/138"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=503"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":506,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503\/revisions\/506"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/media\/504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}