{"id":343,"date":"2023-10-07T19:00:38","date_gmt":"2023-10-07T22:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/?p=343"},"modified":"2023-10-06T19:02:55","modified_gmt":"2023-10-06T22:02:55","slug":"apoio-e-incentivo-a-diversidade-artistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/marcas-e-negocios\/2023\/10\/07\/apoio-e-incentivo-a-diversidade-artistica\/","title":{"rendered":"Apoio e incentivo \u00e0 diversidade art\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Atuando h\u00e1 seis anos em Bras\u00edlia, a Pilastra \u00e9 um ecossistema dedicado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cultural de diversas linguagens art\u00edsticas. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">A iniciativa busca fomentar a pesquisa, a inova\u00e7\u00e3o dentro do campo das artes, a forma\u00e7\u00e3o profissional e a inser\u00e7\u00e3o de jovens artistas no mercado de trabalho e no exerc\u00edcio da arte-educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a organiza\u00e7\u00e3o, o projeto foi constru\u00eddo para se tornar um vetor de transforma\u00e7\u00e3o social atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o mercadol\u00f3gica de artistas e agentes culturais. Na \u00e9poca da sua funda\u00e7\u00e3o, enxergava-se uma aus\u00eancia de espa\u00e7os que acolhessem a produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea da juventude dissidente do Distrito Federal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cPessoas negras, ind\u00edgenas, perif\u00e9ricas e LGTQIAP+ passaram a ter acesso a espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o intelectual e cultural que lhes foram restringidas durante s\u00e9culos\u201d, explica <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Gisele Lima, diretora geral da Pilastra. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">No entanto, a profissional indica que, apesar do aumento produtivo na \u00e1rea, em 2017, o sistema art\u00edstico local n\u00e3o se atualizou na mesma velocidade que esta parcela popula\u00e7\u00e3o, que sempre foi invisibilizada de espa\u00e7os de centralidade da produ\u00e7\u00e3o cultural e intelectual acad\u00eamica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cFoi quando estudantes de Hist\u00f3ria e Artes, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), se juntaram para fundar a primeira galeria dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e pesquisa de arte contempor\u00e2nea no entorno do DF e dedicada a promover artistas dissidentes. Assim nasce a Pilastra\u201d, conta. Hoje em dia, considerada uma galeria-escola, o mote da Pilastra \u00e9 a instrumentaliza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional no meio cultural a partir do compartilhamento de saberes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cO modelo inicial de galeria de arte da Pilastra passou por altera\u00e7\u00f5es e modifica\u00e7\u00f5es. Isso porque atuar nas brechas do sistema requer jogo de cintura e uma constante reavalia\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o. Como ecossistema de arte e galeria-escola, n\u00e3o deixamos de pensar na Pilastra como uma organiza\u00e7\u00e3o a ser consolidada cada vez mais em rumo \u00e0 sua autossufici\u00eancia, independ\u00eancia financeira e expans\u00e3o\u201d, destaca Gisele. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com a <\/span><span style=\"font-weight: 400\">diretora geral, o nome organiza\u00e7\u00e3o surgiu a partir de uma avalia\u00e7\u00e3o sobre a pilastra, elemento arquitet\u00f4nico que fortalece e refor\u00e7a uma edifica\u00e7\u00e3o. \u201cA Pilastra, ecossistema de arte, \u00e9 um elemento de sustenta\u00e7\u00e3o, alicerce de um corpo coletivo, s\u00edmbolo de resist\u00eancia. \u00c9 aquela que nada contra a corrente, resiste e sustenta todo um movimento, grupo de artistas e agentes culturais\u201d, contextualiza.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No que diz respeito a momentos marcantes desde a sua cria\u00e7\u00e3o, Gisele indica que, para a Pilastra, a primeira participa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o no projeto \u201cBSB Plano das Artes\u201d, da curadora e professora Cinara Barbosa, foi memor\u00e1vel, por se tratar de uma iniciativa que incentiva e viabiliza um interc\u00e2mbio e visitas a diferentes espa\u00e7os da cidade. \u201cFoi quando a Pilastra passou a ser frequentada pelo p\u00fablico morador do Plano Piloto e de agentes culturais inseridos no circuito art\u00edstico da cidade\u201d, ressalta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro momento marcante, segundo a diretora geral, foi o curso de hist\u00f3ria da arte decolonial que a organiza\u00e7\u00e3o realizou on-line, durante a pandemia, e que contou com a participa\u00e7\u00e3o de artistas e pesquisadores importantes para o cen\u00e1rio cultural atual, como Denilson Baniwa, Jaider Esbell, Luciara Ribeiro e Aldones Nino.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cPara finalizar, a reabertura do espa\u00e7o f\u00edsico p\u00f3s-pandemia foi de longe um dos momentos mais marcantes, pois simboliza uma nova era da Pilastra, sob nova gest\u00e3o, com uma participa\u00e7\u00e3o consolidada no cen\u00e1rio cultural local e uma proposta que visa ainda mais a participa\u00e7\u00e3o e visita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico\u201d, recorda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Depois da Cidade\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">At\u00e9 o dia 3 de fevereiro, os moradores de Bras\u00edlia poder\u00e3o prestigiar a mostra &#8220;Depois da Cidade&#8221;, produzida pela Pilastra, que est\u00e1 localizada no Centro Cultural TCU, no Setor de Clubes Esportivos Sul. O projeto teve in\u00edcio ainda durante a pandemia de covid-19. Com obras de oito artistas visuais de Bras\u00edlia, a exposi\u00e7\u00e3o discute aspectos da cidade e de como a presen\u00e7a humana se organiza a partir do aterro sanit\u00e1rio da Estrutural.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo os curadores Gisele e Atila Regiani, o projeto da mostra come\u00e7a a partir da ang\u00fastia imposta pela pandemia, mas tamb\u00e9m pelo vislumbre das imagens do aterro do SLU: uma paisagem devastada, \u00e1rida e in\u00f3spita, onde nada parecia florescer.<\/span><\/p>\n<p><b>Tr\u00eas perguntas para <\/b><b>Gisele Lima, diretora geral da Pilastra<\/b><b>:<\/b><\/p>\n<blockquote><p><b>Por que a arte \u00e9 um vetor de transforma\u00e7\u00e3o social?<\/b><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com a arte, abordamos discuss\u00f5es sobre a sociedade, viol\u00eancias e realidades perif\u00e9ricas. Assim, por meio das exposi\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es educativas conseguimos sensibilizar as pessoas a respeito de quest\u00f5es t\u00e3o caras \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es sociais e valores da comunidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><b>Qual o potencial art\u00edstico de Bras\u00edlia?<\/b><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Distrito Federal \u00e9, hoje, um dos grandes p\u00f3los de produ\u00e7\u00e3o criativa do Brasil. Artistas do DF t\u00eam ganhado pr\u00eamios, participado de exposi\u00e7\u00f5es e marcado presen\u00e7a em diferentes contextos por todo Brasil e pelo mundo. Vivemos num contexto onde o eixo Rio-S\u00e3o Paulo ainda det\u00e9m o maior fluxo financeiro e de investidores na \u00e1rea cultural. No entanto, nos \u00faltimos anos, vimos uma explos\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de Minas Gerais, seguido de hoje um olhar muito atento \u00e0 regi\u00e3o Norte e amaz\u00f4nica. Acredito que o pr\u00f3ximo hype da cena cultural nacional ser\u00e1 o Distrito Federal n\u00e3o apenas nas artes visuais, mas na m\u00fasica, teatro e cinema.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><b>Qual a import\u00e2ncia de descentralizar a arte?<\/b><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A arte, o pensamento cr\u00edtico e o acesso aos locais de intelectualidade foram, por muito tempo, exclusivos de uma camada da sociedade mais rica e elitista. Ao descentralizar, a gente democratiza processos de produ\u00e7\u00e3o cultural e art\u00edstica, de pensamento, de mercado e tudo que o circunda. \u00c9 tornar poss\u00edvel que artistas n\u00e3o herdeiros vivam de arte e que pessoas comuns tenham arte dentro de casa, desmistificando a ideia de que \u00e9 uma possibilidade apenas para pessoas milion\u00e1rias, exc\u00eantricas ou para quem j\u00e1 nasceu nesse ambiente art\u00edstico.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atuando h\u00e1 seis anos em Bras\u00edlia, a Pilastra \u00e9 um ecossistema dedicado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cultural de diversas linguagens art\u00edsticas. A iniciativa busca fomentar a pesquisa, a inova\u00e7\u00e3o dentro do campo das artes, a forma\u00e7\u00e3o profissional e a inser\u00e7\u00e3o de jovens artistas no mercado de trabalho e no exerc\u00edcio da arte-educa\u00e7\u00e3o. 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