Gabriel Granjeiro, CEO e sócio-fundador do Gran | Crédito: Divulgação
Em um país onde o acesso à educação de qualidade ainda é um privilégio para muitos, o Gran, edtech brasiliense, nasceu com um propósito ambicioso: transformar vidas por meio do conhecimento. Unindo tecnologia e ensino de excelência, a iniciativa busca romper barreiras históricas e levar oportunidades reais a quem mais precisa, provando que aprender pode ser para todos.
Com quase uma década e meia de atuação, a ideia do Gran surgiu quando Gabriel Granjeiro, CEO e sócio-fundador, ainda estava na faculdade. “Durante as férias, percebi que tinha um caminho muito interessante a explorar no mundo da educação digital. Em 2012, muito diferente de hoje, não era uma percepção óbvia e não tinha tantos players no mercado”, recorda.
Por isso, o empresário buscou criar algo para ajudar as pessoas a se tornarem mais competitivas na área de concursos por um valor acessível e, ainda, trazendo a flexibilidade do universo digital. “Às vezes, a pessoa pode até morar em um grande centro, mas não consegue se deslocar para um curso presencial, por exemplo”, avalia.
Gabriel explica que, antigamente, embora os concursos fossem potencialmente democráticos, já que você pode fazer a prova e ser aprovado se cumprir os critérios necessários, a preparação não era isonômica. “Os candidatos aprovados nos concursos principais vinham dos grandes centros e a gente percebeu que tem gente inteligente e capacitada no país inteiro que só precisava de acesso, informação, conhecimento e de uma plataforma de estudos”, explica.
Desde os seus 14 anos, Gabriel está imerso nessa área, visto que seu pai possuía escolas presenciais em Brasília. Ao trabalhar nesses locais, o sócio-fundador do Gran pôde entender sobre o mundo da educação e do concurso. Quando cresceu, se manteve nesse caminho até a fundação da edtech. Para tirar o seu projeto do papel, Granjeiro convidou Rodrigo Calado para ser seu sócio.
“Mente brilhante em tecnologia. Construirmos juntos o que, de fato, seria uma plataforma tecnológica educacional, sempre alinhando tecnologia e educação como co-protagonistas”, ressalta. Ele conta que, juntos, pensavam nesse formato em uma época em que as empresas ainda nem estavam fazendo educação digital e muito menos usando a tecnologia para acelerar o aprendizado.
Para ele, houve momentos decisivos para a expansão da plataforma. “Alguns pontos de inflexão: lançamento da assinatura ilimitada, expansão para vários outros segmentos de concursos em outros estados, lançamento da Gran Faculdade para também ajudar os nossos alunos a conquistar carreiras de nível superior com os cursos de graduação, além de adicionais com a pós-graduação, entre outros”, comenta.
Atualmente, o Gran oferece o Gran Concursos, que engloba cursos preparatórios para concursos públicos; e a Gran Faculdade, com cursos de graduação, pós-graduação e MBA. Gabriel indica que trata-se de uma plataforma tecnológica educacional com ferramentas para que os alunos possam imergir nos estudos.
Para o funcionamento da edtech, Gabriel conta com 1.200 colaboradores CLTs e 600 professores conteudistas parceiros. Além disso, ao longo dos anos, mais de 3 milhões de estudantes passaram pelo Gran. Atualmente, com 825 mil estudantes ativos pagantes em 4.900 municípios do Brasil, o CEO indica que se tornaram uma das maiores empresas de educação do Brasil.
Espírito do primeiro dia
Para Gabriel, não existe receita de bolo para a liderança. “Precisa ser um ‘mestre do paradoxo’, uma pessoa que consegue lidar com situações e contextos aparentemente antagônicos e saber calibrar quando deve empregar uma postura e quando precisa empregar outra”, defende.
Além disso, Granjeiro ressalta que, com o Gran, carrega-se o chamado “espírito do primeiro dia”, onde se inicia algo com ânimo, força de vontade, querendo fazer acontecer e entregar o seu melhor. “O primeiro dia é quando você une todas essas competências de maneira explosiva e, na verdade, todo dia tem que ser o primeiro dia. Logo, os próximos anos são os próximos primeiros dias em que vamos continuar empregando esse espírito”, destaca.
Três perguntas para Gabriel Granjeiro, CEO e sócio-fundador do Gran:
Como a tecnologia ajudou a democratizar o acesso à educação?
A tecnologia é fundamental para esse processo. Hoje, por exemplo, nós temos o ecossistema de aplicativos que a pessoa consegue estudar só pelo celular se quiser. Isso incluiu muitas pessoas que sequer teriam a possibilidade de estudar porque não possuem notebook, mas conseguem estudar pelo celular.
Em que momento vocês perceberam que a empresa estava se tornando uma edtech de grande escala?
Eu acho que a ficha caiu quando a gente bateu 100 mil alunos porque 100 mil alunos é muita gente. A gente sempre quis se preparar para a grande escala. O nosso sonho sempre foi grande e nunca pensamos pequeno. Pensamos em atender muita e muita gente, milhões de pessoas.Ainda temos muito a crescer, mas no momento em que batemos 100 mil alunos, caiu a ficha de que a gente já era um município de pequeno-médio porte. Com a expansão, chegamos a 500 mil alunos em 3 anos, então quintuplicou o número de alunos em 3 anos e a gente se preparou bem para isso.
Qual é a sua expectativa para os próximos anos?
Hoje, já estamos em todos os tipos de concurso, dos mais iniciais até a carreira de alto nível, oferecemos cursos para exames profissionais e diversas opções de graduação e pós-graduação. Tudo com muita qualidade. Devemos entrar em outros campos do conhecimento para ajudar mais e mais pessoas e conseguir melhorar o nosso país por meio da educação e da tecnologia.
Queremos mexer no ponteiro do nosso país. Como a gente tem uma escala muito grande, temos essa capacidade de fazer algo tão grandioso que vai mexer na média do país. Poucas empresas têm isso. Então, essa é a nossa expectativa para os próximos anos, que são os próximos primeiros dias.
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