{"id":765,"date":"2016-12-09T08:45:16","date_gmt":"2016-12-09T10:45:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/?p=765"},"modified":"2016-12-08T18:26:40","modified_gmt":"2016-12-08T20:26:40","slug":"enologo-frances-michel-friou-safra-2014-do-almaviva-esta-muito-equilibrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/enologo-frances-michel-friou-safra-2014-do-almaviva-esta-muito-equilibrada\/","title":{"rendered":"En\u00f3logo franc\u00eas Michel Friou: safra 2014 do Almaviva est\u00e1 muito equilibrada"},"content":{"rendered":"<p>Tem bem uns 15 anos que tomei meu primeiro gole de Almaviva, o vinho superpremium do Chile. Era da safra 1998 e custava 130 d\u00f3lares, a garrafa. Na ocasi\u00e3o, a raridade foi encontrada pelo chef Francisco Ansiliero garimpando pontos de venda em Vit\u00f3ria (ES), importante entreposto de bebida importada. De fabrica\u00e7\u00e3o limitada, o rubro chileno com profundos taninos me impressionou muito.<\/p>\n<p>Procurei me aproximar dele sempre que pude, at\u00e9 traz\u00ea-lo no colo, depois de adquirir um \u00fanico exemplar da safra 2002 no freeshop de Santiago. Na Super Adega, a safra 2013 est\u00e1 dispon\u00edvel por R$ 979, a garrafa, e a de 2014, s\u00f3 vir\u00e1 em mar\u00e7o, informa Daniel.<\/p>\n<p>Tudo isso vem a prop\u00f3sito do lan\u00e7amento do Almaviva 2014, segunda-feira, no Rubaiyat, para poucos degustadores. L\u00e1, ficamos sabendo que a pr\u00f3xima safra est\u00e1 \u201cmuito equilibrada\u201d, na opini\u00e3o do en\u00f3logo franc\u00eas Michel Friou, que, desde 2007, comanda toda a produ\u00e7\u00e3o do premiado tinto andino. A degusta\u00e7\u00e3o incluiu ainda o 2009 e o 2001. Numa contenda dific\u00edlima, o sommelier da casa, Maico Douglas preferiu o 2001. A porcentagem de uvas varia pouco: o corte do Almaviva 2013, por exemplo, leva 72 % de Cabernet Sauvignon, 19% Carmen\u00e8re, 2% Cabernet Franc, 6% Petit Verdot e 1% Merlot.<\/p>\n<h3>Tr\u00eas Perguntas\/Michel Friou<\/h3>\n<figure id=\"attachment_767\" aria-describedby=\"caption-attachment-767\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/12\/CBNFOT061220161222.jpg\" rel=\"attachment wp-att-767\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-767 size-full\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/12\/CBNFOT061220161222.jpg\" alt=\"Cr\u00e9ditos: Arquivo Pessoal\/Divulga\u00e7\u00e3o. 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A avalia\u00e7\u00e3o pesa muito na hora de elaborar um superpremium?<\/b><\/p>\n<p>Penso claramente que o mais importante em Almaviva tem sido as bases do projeto fazendo uma joint venture entre duas grandes vin\u00edcolas Vina Concha y Toro e Ch\u00e2teau Mouton Rothschild, com o objetivo de produzir um grande vinho no Chile sob o conceito de ch\u00e2teau, juntando a expertise e a tradi\u00e7\u00e3o francesa com a grande qualidade do terroir chileno de Puente Alto. Ainda que as pontua\u00e7\u00f5es sejam importantes, o objetivo de Almaviva \u00e9 ter foco na qualidade.<\/p>\n<p><b>No Brasil, os chilenos lideram o ranking dos vinhos importados, mas o pre\u00e7o m\u00e9dio por caixa \u00e9 o mais baixo entre os concorrentes. O apelo n\u00e3o pode ser apenas pre\u00e7o. H\u00e1 alguma preocupa\u00e7\u00e3o no Chile em elaborar vinhos diferenciados sem excessos de madeira?<\/b><\/p>\n<p>Sim. Claramente h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o em produzir vinhos mais frescos e mais frutados com mais express\u00e3o e caracter\u00edsticas dos distintos terroirs.<\/p>\n<p><b>Carmen\u00e8re foi a grande novidade do Chile no s\u00e9culo passado. Qual a pr\u00f3xima uva a se destacar?<\/b><\/p>\n<p>Podemos falar da Carignan, mas com mesclas mais mediterr\u00e2neas, como ocorreu com a Carmen\u00e8re e cepas bordalesas. No entanto, a Cabernet Sauvignon segue e seguir\u00e1 por muito tempo como a cepa mais importante do Chile!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem bem uns 15 anos que tomei meu primeiro gole de Almaviva, o vinho superpremium do Chile. Era da safra 1998 e custava 130 d\u00f3lares, a garrafa. Na ocasi\u00e3o, a raridade foi encontrada pelo chef Francisco Ansiliero garimpando pontos de venda em Vit\u00f3ria (ES), importante entreposto de bebida importada. 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