{"id":4012,"date":"2020-07-10T17:38:54","date_gmt":"2020-07-10T20:38:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/?p=4012"},"modified":"2020-07-12T00:08:53","modified_gmt":"2020-07-12T03:08:53","slug":"lojas-de-vinho-nunca-venderam-tanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/lojas-de-vinho-nunca-venderam-tanto\/","title":{"rendered":"Lojas de vinho nunca venderam tanto"},"content":{"rendered":"<p>Com restaurantes e bares fechados h\u00e1 mais de tr\u00eas meses, a enogastronomia teve de se reinventar. Aonde \u00e9 que eu posso comer aquela comidinha saborosa regada a um bom e encorpado tinto? Por enquanto, somente em casa! Da\u00ed a solu\u00e7\u00e3o vem numa palavrinha inglesa que j\u00e1 se incorporou ao linguajar nacional: Delivery.<\/p>\n<p>No caso dos restaurantes, a entrega feita em casa ou o take out (voc\u00ea mesmo busca) representa pouco mais de 10% do faturamento. Serve apenas para manter ativa a cozinha e parte da equipe. J\u00e1 na esfera da bebida, o resultado \u00e9 outro. Algumas lojas de vinho nunca venderam tanto, como a Grand Cru, que registra crescimento de 50%, mesmo estando fechada com atendimento delivery ou take out, informa Fernando Rodrigues, s\u00f3cio diretor da franquia que funciona na QI 9 do Lago Sul.<\/p>\n<p>Segundo ele, a importadora &#8220;vem fazendo uma grande revis\u00e3o no seu portf\u00f3lio desde o final do ano passado, de forma a torn\u00e1-lo cada vez mais representativo da diversidade do mundo dos vinhos e hoje trabalha com cerca de 1.300 r\u00f3tulos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Sotaque lusitano<\/strong><\/p>\n<p>Fundada em 1998 em Buenos Aires, a Grand Cru j\u00e1 teve mais de dois mil r\u00f3tulos de todo o mundo. Chegou ao Brasil quatro anos mais tarde se estabelecendo em S\u00e3o Paulo e depois veio a Bras\u00edlia, onde em 2005 inaugurou loja no Bras\u00edlia Design Center, numa noite memor\u00e1vel regada a notas de tintos e de tangos. No come\u00e7o, o foco eram vinhos argentinos e os grandes r\u00f3tulos de Bordeaux vendidos nas lojas e restaurantes de alta gastronomia. Atualmente, a marca atua em mais de 78 pontos de venda de Manaus a Porto Alegre.<\/p>\n<p>A novidade \u00e9 o lan\u00e7amento da emblem\u00e1tica vin\u00edcola portuguesa Niepoort no card\u00e1pio da importadora. Trata-se de uma empresa familiar h\u00e1 cinco gera\u00e7\u00f5es de origem holandesa, cujo dirigente Dirk Niepoort \u00e9 um dos mais celebrados produtores portugueses conhecidos mundo afora. Autodidata, o en\u00f3logo n\u00e3o tem problemas em admitir que na pr\u00f3pria empresa &#8221; tem pessoas que tecnicamente sabem mais de vinho do que eu&#8221;.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4013\" aria-describedby=\"caption-attachment-4013\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2020\/07\/dirk.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4013\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2020\/07\/dirk.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"650\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4013\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Grand Cru\/Divulga\u00e7\u00e3o.\u00a0Dirk Niepoort<\/figcaption><\/figure>\n<p>Formado em economia na Su\u00ed\u00e7a, o carism\u00e1tico Dirk comanda a vin\u00edcola h\u00e1 30 anos e insiste na import\u00e2ncia de regressar ao passado para aprender com os mais velhos, da\u00ed deter uma exclusiva cole\u00e7\u00e3o de velhas &#8220;colheitas&#8221; &#8211; tawnies de uma \u00fanica safra, envelhecidos durante pelo menos sete anos em barrica de madeira. S\u00e3o mais de 150 anos que a Niepoort produz os tradicionais vinhos do Porto com conhecimento passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Fernando Rodrigues, que tem diploma de sommelier pela ABS, &#8220;a chegada da Niepoort traz vinhos portugueses aclamados em todo o mundo por combinarem a tradi\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es vin\u00edcolas, em especial a do Douro, com leveza e sofistica\u00e7\u00e3o e menos teor alco\u00f3lico.&#8221; Em 2012, Dirk realizou o sonho de produzir vinhos no D\u00e3o e \u00e9 de l\u00e1 que chegam novidades in\u00e9ditas at\u00e9 ent\u00e3o no Brasil, como o D\u00e3o Conciso (R$ 249,90), cujo nome justifica &#8220;a tentativa de fazer um grande D\u00e3o&#8221;, comentou Dirk, em recente live de apresenta\u00e7\u00e3o dos seus mais recentes r\u00f3tulos para a imprensa especializada.<\/p>\n<p>Um deles, o Conversa \u00e9 assinado pelo cartunista brasileiro Carlinhos M\u00fcller, que se inspirou no tema futebol discutido por torcedores. Elaborado com diversas castas do Douro, o tinto tem estilo jovial e f\u00e1cil de beber. Sai por R$ 129,90 e apresenta uma curiosidade: exportado para sete pa\u00edses, em cada um o r\u00f3tulo ostenta no nome a palavra conversa no idioma local e vem ilustrado por um artista do pa\u00eds. Em Portugal, o vinho se chama Di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Outro bom r\u00f3tulo da Niepoort, que antes chegava aqui pelas m\u00e3os da Mistral, \u00e9 a linha Redoma, nascida no Douro. O Redoma Branco 2018 guarda toda a complexidade que um branco possa ter. Custa R$ 279,90. &#8220;H\u00e1 muita sinergia entre a Grand Cru e a Niepoort, seja no estilo de neg\u00f3cio como na filosofia de ver os vinhos&#8221;, diz Massimo Leoncini, sommelier da Grand Cru, que ao lado de Marino Levy, s\u00f3cio diretor da importadora, trabalharam muito para conquistar a vin\u00edcola portuguesa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com restaurantes e bares fechados h\u00e1 mais de tr\u00eas meses, a enogastronomia teve de se reinventar. Aonde \u00e9 que eu posso comer aquela comidinha saborosa regada a um bom e encorpado tinto? Por enquanto, somente em casa! Da\u00ed a solu\u00e7\u00e3o vem numa palavrinha inglesa que j\u00e1 se incorporou ao linguajar nacional: Delivery. 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