{"id":267,"date":"2016-07-29T08:30:40","date_gmt":"2016-07-29T11:30:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/?p=267"},"modified":"2016-07-28T15:10:05","modified_gmt":"2016-07-28T18:10:05","slug":"joia-rara-do-chile","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/joia-rara-do-chile\/","title":{"rendered":"J\u00f3ia rara do Chile"},"content":{"rendered":"<p>Houve um tempo em que vinho chileno era sin\u00f4nimo de Concha y Toro. O nome da vin\u00edcola identificava o produto de consumo popular que chegava ao Brasil com pre\u00e7o baixo. Para o apreciador e connaisseur de tintos, era uma situa\u00e7\u00e3o injusta, porque os bons vinhos ainda n\u00e3o tinham conseguido carimbar o passaporte para o mercado brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cHavia pouco interesse pelos vinhos premium produzidos no Chile\u201d, explica Andr\u00e9s Herrera, gerente de marketing para vinhos finos da Concha y Toro, empresa que se prepara para despachar para o Brasil, o en\u00f3logo Enrique Tirado, que lan\u00e7ar\u00e1 o Don Melchior 2012 em Bras\u00edlila e mais tr\u00eas cidades (S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre). Trata-se de um tremendo Cabernet Sauvigon (93% com 7% de Cabernet Franc), que passou 15 meses em barrica de carvalho franc\u00eas.<\/p>\n<h3>Aut\u00f3grafo na garrafa<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_270\" aria-describedby=\"caption-attachment-270\" style=\"width: 637px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/07\/CBNFOT260720161130.jpg\" rel=\"attachment wp-att-270\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-270 \" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/07\/CBNFOT260720161130-683x1024.jpg\" alt=\". En\u00f3logo Enrique Tirado, da vin\u00edcola chilena Concha y Toro. Cr\u00e9ditos: Concha y Toro\/Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"637\" height=\"955\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/07\/CBNFOT260720161130-683x1024.jpg 683w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/07\/CBNFOT260720161130-200x300.jpg 200w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/07\/CBNFOT260720161130-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/07\/CBNFOT260720161130-550x825.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/07\/CBNFOT260720161130-230x345.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2016\/07\/CBNFOT260720161130.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 637px) 100vw, 637px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-270\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Concha y Toro\/Divulga\u00e7\u00e3o. En\u00f3logo Enrique Tirado, da vin\u00edcola chilena Concha y Toro.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Aqui, o lan\u00e7amento do segundo mais importante r\u00f3tulo da empresa (o primeiro \u00e9 Almaviva, feito em joint venture com a francesa Baron Philippe de Rothschild), se dar\u00e1 em grande estilo, no dia 8 de agosto, no restaurante Bartolomeu (409 Sul), durante jantar harmonizado com a presen\u00e7a do autor do vinho, que vai autografar a garrafa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, o programa com in\u00edcio previsto para as 20h30, est\u00e1 or\u00e7ado em R$ 650. \u201cSer\u00e1 uma \u00f3tima oportunidade de adquirir um presente bom e exclusivo para o Dia dos Pais\u201d, destaca o dono do Bartolomeu, Jo\u00e3o Paulo Ara\u00fajo, que elaborou menu com uma sequencia de tr\u00eas pratos, depois das entradas. Como focaccia ao sabor de lim\u00e3o siciliano, de alecrim e de pimenta diavolo e brusqueta de mu\u00e7arela de b\u00fafala.<\/p>\n<p>Paella de frutos do mar, escoltada do Chardonnay Amelia, d\u00e1 in\u00edcio ao festim, seguida de ossobuco de cordeiro com polenta cremosa e de bife ancho com batatas r\u00fasticas, ambos harmonizados com o \u00edcone chileno, que ser\u00e1 servido \u00e0 vontade, garante o restaurateur. Limitada a 40 pessoas, a degusta\u00e7\u00e3o j\u00e1 tem convites sendo vendidos antecipadamente no restaurante. Telefone 3442-1169.<\/p>\n<h3>Origem<\/h3>\n<p>A hist\u00f3ria do vinho chileno come\u00e7a logo ap\u00f3s a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola, em 1541, com a chegada das primeiras plantas da uva Missi\u00f3n, denominadas Pa\u00eds. Foram os jesu\u00edtas os principais produtores do vinho feito com esta casta. S\u00f3 em 1850, o Chile conheceu as cepas francesas: Cabernet Sauvignon, Carmen\u00e8re, Malbec, Merlot, Sauvignon Blanc e S\u00e9millon. O pioneiro foi Silvestre Ochagav\u00eda seguido por outros fundadores de vin\u00edcolas, entre eles, Don Melchor Concha Y Toro, que contratou um en\u00f3logo franc\u00eas e passou a produzir vinhos n\u00e3o mais com a Pa\u00eds, mas com castas importadas de Bordeaux.<\/p>\n<h3>Don Melchior<\/h3>\n<p>Para o produtor, a qualidade de Don Melchior prov\u00e9m do vinhedo de Puente Alto, localizado na margem norte do rio Maipo a 650 metros de altura acima do n\u00edvel do mar. Outro fator \u00e9 a influ\u00eancia fria da Cordilheira dos Andes, cujo clima com brisas frescas apresenta um amplo diferencial de temperaturas de dia e de noite durante o per\u00edodo de matura\u00e7\u00e3o da fruta.<\/p>\n<p>Considerado um dos grandes en\u00f3logos do Chile, Enrique Tirado ingressou na Concha y Toro, em em 1993 e quatro anos depois assumiu a responsabilidade das marcas super premium e ultra premium produzidas na vin\u00edcola. Foi o rigor de Tirado que levou Don Melchior a um lugar de honra no mundo do vinho: 98 pontos outorgados por James Suckling e 95 pontos da Wine Spectator.<\/p>\n<p>Para o en\u00f3logo, o reconhecimento significa que conseguiu alcan\u00e7ar \u201cexpress\u00e3o de fruta viva, concentra\u00e7\u00e3o, fineza e eleg\u00e2ncia dos taninos\u201d. Enrique Tirado atribui ainda a complexidade do ic\u00f4nico vinho, entre outros, \u201caos anos que demoraram suas parreiras para oferecer suas melhores uvas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve um tempo em que vinho chileno era sin\u00f4nimo de Concha y Toro. O nome da vin\u00edcola identificava o produto de consumo popular que chegava ao Brasil com pre\u00e7o baixo. 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