{"id":2662,"date":"2018-09-28T10:00:12","date_gmt":"2018-09-28T13:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/?p=2662"},"modified":"2018-09-27T15:12:16","modified_gmt":"2018-09-27T18:12:16","slug":"conheca-o-primeiro-restaurante-tibetano-do-brasil-na-serra-gaucha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/conheca-o-primeiro-restaurante-tibetano-do-brasil-na-serra-gaucha\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o primeiro restaurante tibetano do Brasil, na Serra Ga\u00facha"},"content":{"rendered":"<p><strong>Serra Ga\u00facha<\/strong> \u2014 Diversas etnias povoam o Rio Grande do Sul, um estado multirracial, colonizado quase 200 anos ap\u00f3s a descoberta do Brasil. O principal aporte veio mesmo da Europa, e os imigrantes influenciaram desde os costumes at\u00e9 a arquitetura. Alem\u00e3es, italianos e a\u00e7orianos logo se misturaram aos amer\u00edndios, portugueses e escravos negros. Deles ficou uma rica gastronomia que logo recebeu a contribui\u00e7\u00e3o de outros grupos minorit\u00e1rios, como espanh\u00f3is, poloneses, russos, judeus, \u00e1rabes, japoneses, argentinos e uruguaios.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, at\u00e9 hoje \u00e9 poss\u00edvel desfrutar no estado dos sabores de todas essas culturas at\u00e9 a de um povo distante e muito pouco conhecido entre n\u00f3s, o tibetano. Fica na encosta da Serra Ga\u00facha, no bairro \u00c1guas Brancas do munic\u00edpio Tr\u00eas Coroas, o Espa\u00e7o Tibet, primeiro restaurante tibetano do Brasil.<\/p>\n<h3>\nHimalaia a p\u00e9<\/h3>\n<p>Fundado em 2011, com o nome de Tashi Ling (significa \u201csabores do Tibete\u201d), no munic\u00edpio de S\u00e3o Francisco de Paula, o estabelecimento nasceu do mesmo modo que muitos outros restaurantes no pa\u00eds: de uma hist\u00f3ria de amor entre um chef estrangeiro e uma brasileira. Ele, Ogen Shak, um tibetano refugiado, que ap\u00f3s escapar do Tibete (ocupado pela China) cruzando o Himalaia a p\u00e9 em busca de liberdade, se dedica a divulgar e preservar sua cultura de paz. Ela, Adriana, uma ga\u00facha que ap\u00f3s ver a morte levar a m\u00e3e e uma irm\u00e3zinha muito esperada durante o parto, busca no budismo uma forma mais s\u00e1bia de entender a vida.<\/p>\n<p>Artista pl\u00e1stico em seu pa\u00eds, Ogen sempre teve gosto pela culin\u00e1ria transmitida pela m\u00e3e. Ao chegar ao Brasil, foi trabalhar num templo budista em S\u00e3o Paulo, que o enviou em visita ao templo em Tr\u00eas Coroas. L\u00e1, ele conheceu Adriana, com quem se casou, e eles passaram a oferecer uma experi\u00eancia gastron\u00f4mica, que mudou de endere\u00e7o em 2013 e se tornou Espa\u00e7o Tibet.<\/p>\n<h3>Menu tibetano<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais que um restaurante, o espa\u00e7o ocupa um belo jardim, onde se pode ver crian\u00e7as brincando e adultos meditando. \u201cMediante a gastronomia, consigo divulgar meu pa\u00eds\u201d, assegura Ogen, de 40 anos, respons\u00e1vel pelo card\u00e1pio e pela decora\u00e7\u00e3o tipica da casa. \u201cComo o Tibet \u00e9 uma regi\u00e3o muito fria, l\u00e1 se come carne e gordura\u201d, explica o chef ao apresentar o menu, que pode ser uma sequ\u00eancia de entrada, salada e prato principal.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, pe\u00e7a trouxinha tibetana cozida no vapor, salteada na manteiga ao molho vermelho com castanhas de caju picadas e especiarias. Voc\u00ea pode escolher o recheio entre carne, batata ou legumes. Sai por R$ 31,90, a por\u00e7\u00e3o inteira ou R$ 19,90, a meia.<\/p>\n<p>Entre os principais, h\u00e1 cinco pratos de fil\u00e9 bovino e uma costela de porco (Pocha Tse) ao molho de maracuj\u00e1 e hibisco flambado na manteiga com castanhas de caju picadas e gergelim preto e chips de batata-doce. Nos outros de fil\u00e9, h\u00e1 sempre a op\u00e7\u00e3o de substituir a carne por cogumelos ou aspargos, como Alu Tse com batatas fatiadas e piment\u00e3o molho de a\u00e7afr\u00e3o com queijo branco \u00e0 moda tibetana, acompanhado de p\u00e3o em forma de caracol temperado com ervas e a\u00e7afr\u00e3o.<\/p>\n<h3>Anis e \u00e1gua de rosas<\/h3>\n<p>Outra carne que entra na dieta do pa\u00eds asi\u00e1tico \u00e9 o cordeiro. Gostei do pernil ao molho de anis (pode substituir por cravo) servido com arroz branco flambado na manteiga, batatas cozidas e cenoura caramelada. O prato se chama Racha.<br \/>\nDe sobremesa, o diferencial \u00e9 uma musse de rosas feita com chocolate branco belga, uma pitada de licor de rom\u00e3 granadine, outra de u\u00edsque, gelatina sem sabor bem batida com claras em neve.<\/p>\n<p>Adriana Shak se divide entre o caixa do restaurante, a cozinha tem\u00e1tica e uma lojinha que ocupa o espa\u00e7o, aberto de quarta a sexta-feira, das 11h45 \u00e0s 15h; s\u00e1bado, domingo e feriados, das 11h45 \u00e0s 16h. Telefone (51) 3546-5763.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Serra Ga\u00facha \u2014 Diversas etnias povoam o Rio Grande do Sul, um estado multirracial, colonizado quase 200 anos ap\u00f3s a descoberta do Brasil. O principal aporte veio mesmo da Europa, e os imigrantes influenciaram desde os costumes at\u00e9 a arquitetura. Alem\u00e3es, italianos e a\u00e7orianos logo se misturaram aos amer\u00edndios, portugueses e escravos negros. 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