{"id":2531,"date":"2018-08-10T10:00:31","date_gmt":"2018-08-10T13:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/?p=2531"},"modified":"2018-08-09T16:36:27","modified_gmt":"2018-08-09T19:36:27","slug":"grupo-valduga-quer-valorizar-o-vinho-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/grupo-valduga-quer-valorizar-o-vinho-nacional\/","title":{"rendered":"Grupo Valduga quer valorizar o vinho nacional"},"content":{"rendered":"<p>Noventa por cento dos vinhos finos que o brasileiro consome s\u00e3o importados e apenas 10% s\u00e3o nacionais. Para mudar esse quadro \u00e9 que o Grupo Valduga, uma das principais vin\u00edcolas do pa\u00eds, situada na Serra Ga\u00facha, estabeleceu parceria no exterior. \u201cFomos buscar parceiros com a mesma filosofia de qualidade da Famiglia Valduga\u201d, diz Jones Valduga, diretor comercial da Domno, bra\u00e7o do grupo respons\u00e1vel pela importa\u00e7\u00e3o da bebida.<br \/>\nPrimeira grife brasileira a fazer vinhos em colabora\u00e7\u00e3o com produtores estrangeiros, a empresa ga\u00facha tem hoje em seu portf\u00f3lio, al\u00e9m de r\u00f3tulos brasileiros, vinhos de 10 pa\u00edses: Argentina, Chile, Portugal, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Espanha, Estados Unidos, Uruguai, \u00c1frica do Sul e Nova Zel\u00e2ndia. Com exce\u00e7\u00e3o dos vinhos norte-americanos, todos os outros foram degustados no Bras\u00edlia Palace Hotel, onde o Grupo Valduga realizou na \u00faltima ter\u00e7a-feira, o Vin Premi\u00e8re.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Abre caminhos<\/h3>\n<p>Para comandar o evento, veio o en\u00f3logo, diretor e um dos herdeiros da grife, Jo\u00e3o Valduga. Segundo ele, h\u00e1 ainda no pa\u00eds muita resist\u00eancia ao produto brasileiro. Por isso, ele optou por levar a bebida importada aos mercados, o que \u201cfacilita a entrada do nosso vinho nos hot\u00e9is e restaurantes, al\u00e9m de dar-lhe glamour e prest\u00edgio\u201d.<br \/>\nEm contrapartida, os r\u00f3tulos da Valduga est\u00e3o sendo vendidos nos pa\u00edses parceiros, comentou o empres\u00e1rio. \u201cQuando se poderia imaginar que a gente tivesse uma cantina no Chile, por exemplo, o pa\u00eds que lidera a importa\u00e7\u00e3o de vinhos no Brasil?\u201d, questiona Jo\u00e3o Valduga.<\/p>\n<h3>Foco no ver\u00e3o<\/h3>\n<p>De olho nas festas de fim de ano, o Vin Premi\u00e8re aproveitou a presen\u00e7a de cerca de 250 pessoas no para lan\u00e7ar um de seus mais recentes produtos: o Nero Live Celebration, espumante elaborado 100% com a uva Glera (mundialmente conhecida como Prosecco), ideal para ser degustado em qualquer momento, especialmente no calor. Segundo Daniel Dalla Valle, en\u00f3logo do Grupo Valduga, o espumante com apenas 18g de a\u00e7\u00facar e 10% de teor alco\u00f3lico \u00e9 um dos mais vers\u00e1teis do portf\u00f3lio da marca.<br \/>\nOutros destaques da feira foram os italianos Papale Primitivo di Manduria, DOP, feito na Puglia pela Varvaglione; o supertoscano Tua Rita e o argentino Vistalba Corte A. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre r\u00f3tulos e pre\u00e7os podem ser obtidas com Gilvan (99525-4843) e Rafael Pires de S\u00e1 ( 99156-5383).<\/p>\n<h3>Cinco perguntas \/ Jo\u00e3o Valduga<\/h3>\n<figure id=\"attachment_2538\" aria-describedby=\"caption-attachment-2538\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/08\/CBPFOT040620133398.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2538\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2538\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/08\/CBPFOT040620133398.jpg\" alt=\"04\/06\/2013. Cr\u00e9dito: Daniel Ferreira\/CB\/D.A Press. Brasil. Bras\u00edlia - DF. 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Bras\u00edlia &#8211; DF. En\u00f3logo Jo\u00e3o Valduga durante degusta\u00e7\u00e3o de vinhos no Hotel Bras\u00edlia Palace.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A colheita no Rio Grande do Sul, de mais de 750 milh\u00f5es de uvas, foi respons\u00e1vel pela safra recorde no ano passado. Qual sua expectativa para a safra de 2018?<\/strong><br \/>\nSe todo ano fosse 2018, com certeza absoluta, ir\u00edamos atingir bem melhor nossa meta. A safra do ano passado foi um pouco maior em volume, mas este ano foi algo excepcional \u2014 o clima nos ajudou bastante. Colhemos uvas de excelente qualidade com rela\u00e7\u00e3o a cor, sabor e a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p><strong>A Argentina tem a Malbec, o Chile, a Carmen\u00e8re e o Uruguai, a Tannat. Qual poderia vir a ser a casta brasileira por excel\u00eancia?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 a pergunta que todos fazem. Se eu me posicionar dentro de todas as castas no Vale dos Vinhedos, sou propenso a apontar a Merlot, que \u00e9 um vinho redondo, suave, mais f\u00e1cil de tomar. Al\u00e9m dela, estou bem posicionado com os espumantes em suas variedades como Chardonnay, Prosecco e Malvasia.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o maior desafio para elaborar, vinificar e comercializar um portf\u00f3lio de mais de 90 r\u00f3tulos diferentes?<\/strong><br \/>\nTrinta anos atr\u00e1s t\u00ednhamos duas ou tr\u00eas variedades s\u00f3, mas era muito local e at\u00e9 regional. Est\u00e1vamos muito satisfeitos. Abrimos um pouco mais, buscamos novas terras \u2014 metade no sul, dentro do Vale dos Vinhedos. Os resultados come\u00e7aram a aparecer. Na Encruzilhada do Sul, montamos uns vinhedos e apenas meia d\u00fazia se adaptou. Ter mais de 90 produtos nos motiva mais. \u00c9 sair da zona de conforto, ficar pr\u00f3ximo do cliente para ver o que ele quer. Os resultados e as premia\u00e7\u00f5es est\u00e3o a\u00ed.<\/p>\n<p><strong>Dos vinhos que s\u00e3o elaborados pelo senhor, qual \u00e9 o seu favorito?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 alguns vinhos, como o Luiz Valduga, o Hist\u00f3ria, o Villa Lobos e espumantes com mais tempo de espera, com 30 ou 60 meses, que d\u00e3o mais trabalho para n\u00f3s. Tenho a maior paix\u00e3o por todos os vinhos que eu elaboro. N\u00e3o tenho grande prefer\u00eancia por determinado vinho, mas por todos eles.<\/p>\n<p><strong>Na sua opini\u00e3o, que qualidade faz de um en\u00f3logo um profissional diferenciado?<\/strong><br \/>\nO en\u00f3logo brasileiro tem de respeitar o terroir onde ele est\u00e1, o clima, o solo e o trabalho dele. Com o terroir bem-alinhado, o en\u00f3logo depois s\u00f3 conduz. Ent\u00e3o \u00e9 um resultado perfeito. Gostamos muito mais de trabalhar com nosso terroir. Tecnologias, claro, precisamos aperfei\u00e7oar. Buscando sempre o que h\u00e1 de melhor para aplicar ao nosso vinho, ao nosso produto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Noventa por cento dos vinhos finos que o brasileiro consome s\u00e3o importados e apenas 10% s\u00e3o nacionais. 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