{"id":2408,"date":"2018-06-29T10:00:32","date_gmt":"2018-06-29T13:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/?p=2408"},"modified":"2018-06-28T17:49:46","modified_gmt":"2018-06-28T20:49:46","slug":"villapiana-e-o-sabor-da-massa-feita-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/villapiana-e-o-sabor-da-massa-feita-em-casa\/","title":{"rendered":"Villapiana e o sabor da massa feita em casa"},"content":{"rendered":"<p>Rog\u00e9rio Fasano costuma dizer que para entender a cozinha italiana e sua simplicidade \u00e9 \u201cquase necess\u00e1rio\u201d ser italiano. N\u00e3o se trata s\u00f3 de frequentar restaurantes, mas \u00e9 fundamental conhecer a cozinha praticada nas casas das fam\u00edlias, preconiza o paulistano, s\u00f3cio do grupo de hotelaria e gastronomia Fasano.<br \/>\nNeta de italianos, a paranaense El\u00f4 Mathias lembra muito bem a cena da m\u00e3e e a nonna preparando talharim no bigolaro (antiga pe\u00e7a de metal formada por um cano de extrus\u00e3o parafusada num banquinho onde se senta para manipular a massa): \u201cDesde os oito anos eu e minhas irm\u00e3s fic\u00e1vamos embaixo aparando o macarr\u00e3o que ca\u00eda. Era tudo muito r\u00e1pido\u201d. Ela viveu essa experi\u00eancia at\u00e9 os 17 anos quando saiu da \u00e1rea rural \u2014 interior de P\u00e9rola do Oeste, povoado na fronteira com a Argentina \u2014 para estudar na cidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2410\" aria-describedby=\"caption-attachment-2410\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181081.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2410\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2410\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181081.jpg\" alt=\"Cr\u00e9ditos: Pedro Santos da Rocha Pinto\/Divulga\u00e7\u00e3o. Ravioli da rotisseria Villapiana.\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181081.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181081-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181081-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181081-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181081-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2410\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Pedro Santos da Rocha Pinto\/Divulga\u00e7\u00e3o. Ravioli da rotisseria Villapiana.<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Nome \u00fanico<\/h3>\n<p>El\u00f4 se tornou analista de sistemas e foi morar em Canarana (MT), nova \u00e1rea de coloniza\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste. Apesar da profiss\u00e3o, manteve a culin\u00e1ria como hobby, porque \u201ccozinha \u00e9 paix\u00e3o\u201d, justifica. Casada com um ga\u00facho e m\u00e3e de tr\u00eas filhas, El\u00f4, que na verdade se chama Elozineti, se diverte com o pr\u00f3prio nome. \u201cNo meu trabalho, pude consultar o cadastro de eleitores brasileiros e descobri que eu sou a \u00fanica Elozineti do Brasil\u201d, conta, rindo.<br \/>\nAl\u00e9m de bom humor, a paranaense tamb\u00e9m tem garra. Depois de morar por 15 anos no Mato Grosso, mudou-se para Bras\u00edlia \u2014 \u201co estudo das meninas sempre foi uma prioridade\u201d \u2014, e aqui fazia massas para fora at\u00e9 que, incentivada pela primog\u00eanita Paula, aluna de medicina na UnB, abriu uma lojinha de nome Villapiana, na 204 Norte.<br \/>\nL\u00e1, por dois anos forneceu massas e molhos caseiros para uma clientela cativa, que continuou sendo atendida quando El\u00f4 passou a trabalhar, s\u00f3 por encomendas, em uma cozinha montada no subsolo da 309 Norte.<\/p>\n<h3>Loja sortida<\/h3>\n<p>De volta \u00e0 rua, a grife Villapiana se instalou numa lojinha do Bloco D, na 310 Norte, que est\u00e1 atulhada de produtos gostosos, especialmente vindos do Sul, como a passa de p\u00eassego de Pelotas, as geleias e schmiers ga\u00fachas, doces em calda (tem at\u00e9 buti\u00e1), queijos artesanais, azeites, carnes ex\u00f3ticas, especiarias e vinhos. \u201cFicam nas prateleiras bem \u00e0 vista do cliente que sempre poder\u00e1 levar algum para casa quando vem aqui buscar a comida\u201d, raciocina Bianca Dunck, a ca\u00e7ula de El\u00f4, que cuida da parte administrativa.<br \/>\nO foco principal se d\u00e1 no subsolo, onde fica a produ\u00e7\u00e3o de molhos e massas. H\u00e1 duas modalidades de massa. A primeira vem pr\u00e9-cozida. O carro-chefe \u00e9 o rondeli caprese, que leva mu\u00e7arela de b\u00fafala, tomate seco e manjeric\u00e3o (R$ 35, 500g). Outro que joga bem no time dos mais pedidos \u00e9 o ravi\u00f3li, que voc\u00ea n\u00e3o precisa descongelar. Coloca direto na \u00e1gua fervente, ensina a chef. Dele, h\u00e1 uma cole\u00e7\u00e3o: 4 queijos (R$ 16,90); ricota e espinafre (R$ 17,50) gruy\u00e8re e castanha (R$ 24,20); brie e damasco (R$ 26,50) mesmo valor do cordeiro e vinho, todos em embalagem de 380g.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2411\" aria-describedby=\"caption-attachment-2411\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181083.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2411\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2411\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181083.jpg\" alt=\"Cr\u00e9ditos: Pedro Santos da Rocha Pinto\/Divulga\u00e7\u00e3o. Talharim ao molho de tomate e ervas da rotisseria Villapiana.\" width=\"800\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181083.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181083-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181083-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181083-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/lianasabo\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2018\/06\/CBNFOT260620181083-230x154.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2411\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Pedro Santos da Rocha Pinto\/Divulga\u00e7\u00e3o. Talharim ao molho de tomate e ervas da rotisseria Villapiana.<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Prontas para levar<\/h3>\n<p>A segunda modalidade \u00e9 o item massas prontas com molho, que s\u00f3 precisam ser levadas ao forno convencional ou micro-ondas, entre as quais, canelone, espaguete \u00e0 bolonhesa, lasanha, nhoque, penne, talharim e tort\u00e9i ao sugo, uma especialidade da Serra Ga\u00facha por R$ 19, a embalagem com 400g.<br \/>\nAl\u00e9m de molhos, que v\u00eam \u00e0 parte, El\u00f4 fornece carnes, como lagarto ao vinho, lombo su\u00edno ao molho de laranja, e fil\u00e9 \u00e0 parmegiana. \u201cMuitos clientes trazem o pirex ou a forma com anteced\u00eancia pra eu montar o prato\u201d, sugere. Villapiana funciona de segunda a sexta-feira, das 9h30 \u00e0s 19h, e aos s\u00e1bados, das 9h30 \u00e0s 15h. Telefone: 3544-3796.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rog\u00e9rio Fasano costuma dizer que para entender a cozinha italiana e sua simplicidade \u00e9 \u201cquase necess\u00e1rio\u201d ser italiano. N\u00e3o se trata s\u00f3 de frequentar restaurantes, mas \u00e9 fundamental conhecer a cozinha praticada nas casas das fam\u00edlias, preconiza o paulistano, s\u00f3cio do grupo de hotelaria e gastronomia Fasano. 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