{"id":253,"date":"2023-06-15T16:17:08","date_gmt":"2023-06-15T19:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/?p=253"},"modified":"2023-06-15T16:17:08","modified_gmt":"2023-06-15T19:17:08","slug":"a-ampliacao-jurisprudencial-da-teoria-do-juizo-aparente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/2023\/06\/15\/a-ampliacao-jurisprudencial-da-teoria-do-juizo-aparente\/","title":{"rendered":"A amplia\u00e7\u00e3o jurisprudencial da Teoria do Ju\u00edzo Aparente"},"content":{"rendered":"<h2>Por Braga Moreira e<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/ritanmachado\/\"> Rita Machado\u00a0<\/a><\/h2>\n<h1>Atualmente, a jurisprud\u00eancia dos tribunais superiores est\u00e1 alinhada com a possibilidade de ratifica\u00e7\u00e3o, por ju\u00edzo competente, de atos decis\u00f3rios eivados de nulidade referente a viola\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia absoluta, usando-se como base a Teoria do Ju\u00edzo Aparente.<\/h1>\n<p>\u00c9 dizer, tanto para o STF quanto para o STJ, caso \u2013 a \u00e9poca que proferida a decis\u00e3o &#8211; n\u00e3o houvesse d\u00favida plaus\u00edvel sobre a compet\u00eancia do magistrado, os atos decis\u00f3rios por ele praticados podem ser convalidados pelo Ju\u00edzo competente.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Contudo, a aplica\u00e7\u00e3o da Teoria do Ju\u00edzo Aparente nem sempre foi essa dentro do ordenamento jur\u00eddico brasileiro. Anos atras, o entendimento jurisprudencial sobre o tema era bem mais restritivo, possibilitando apenas a convalida\u00e7\u00e3o de atos instrut\u00f3rios e probat\u00f3rios, ante a intelig\u00eancia do art. 567 do C\u00f3digo de Processo Penal.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Somente a partir do julgamento do HC 83.006\/SP, de relatoria da Ministra Ellen Gracie \u2013 no qual o Pleno da Suprema Corte entendeu que tanto a den\u00fancia quanto seu recebimento, emanados de autoridade incompetente <em>ratione materiae,<\/em> poderiam ser ratificados por ju\u00edzo competente \u2013 que a aplica\u00e7\u00e3o ampliada da teoria surgiu. O referido entendimento foi, posteriormente, expandido para atos decis\u00f3rios em geral, nos julgamentos do HC 88.262, AgRg no RE 464.894 e HC 98.373 do STF.<\/p>\n<p>Ocorre que, a despeito do brilhantismo emanado nos referidos julgados, a aplica\u00e7\u00e3o da teoria para a convalida\u00e7\u00e3o de atos eivados de nulidade j\u00e1 era medida excepcional, usado para coibir que a desconsidera\u00e7\u00e3o das provas produzidas por ju\u00edzo aparentemente competente pudesse levar \u00e0 impunidade de agentes infratores.<\/p>\n<p>Assim, o novo entendimento, por possibilitar a mitiga\u00e7\u00e3o de nulidades advindas de incompet\u00eancia absoluta e o reaproveitamento de atos decis\u00f3rios, deve ser usado em car\u00e1ter extraordin\u00e1rio, jamais podendo virar a regra. Dado que, sua aplica\u00e7\u00e3o irregular pode incorrer em afronta a diversas garantias constitucionais \u2013 como a do ju\u00edzo natural ou do devido processo legal (art. 5\u00ba, incisos LIII e LIV, da Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0Federal).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Vide julgamento do RHC 122.966\/GO no STF e julgamentos do HC 813.513\/SP no STJ<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Vide julgamento do HC 71.278\/PR e RHC 72.962\/GO no STF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Braga Moreira e Rita Machado\u00a0 Atualmente, a jurisprud\u00eancia dos tribunais superiores est\u00e1 alinhada com a possibilidade de ratifica\u00e7\u00e3o, por ju\u00edzo competente, de atos decis\u00f3rios eivados de nulidade referente a viola\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia absoluta, usando-se como base a Teoria do Ju\u00edzo Aparente. \u00c9 dizer, tanto para o STF quanto para o STJ, caso \u2013 a \u00e9poca que proferida a decis\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":142,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-253","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/users\/142"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=253"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":254,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253\/revisions\/254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/jusbraziliense\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}