{"id":93,"date":"2016-04-20T01:20:11","date_gmt":"2016-04-20T04:20:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/?p=93"},"modified":"2016-04-20T14:17:34","modified_gmt":"2016-04-20T17:17:34","slug":"ser-solteira-e-perigoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/ser-solteira-e-perigoso\/","title":{"rendered":"Ser solteira \u00e9 perigoso"},"content":{"rendered":"<p>E, de repente, o bonit\u00e3o que voc\u00ea pega na balada d\u00e1 uma sumida. Voc\u00ea olha para o lado e ele est\u00e1 se atracado com seu melhor amigo gay. Nessa briga, voc\u00ea decide n\u00e3o entrar. \u00c9 vida que segue&#8230;<\/p>\n<p>E o gatinho simp\u00e1tico do tinder se oferece para ir a sua casa no primeiro encontro. A ideia \u00e9 um fazer esquenta antes da festa. Moderninha, voc\u00ea aceita a proposta. Ele, um lord, leva um vinho. Papo agrad\u00e1vel, muitas risadas e  a noite \u00e9 bem divertida. No outro dia, voc\u00ea percebe que o mesmo gatinho, at\u00e9 ontem, muito legal te bloqueou no whatsapp. Por qu\u00ea? Ele era cruzeirense e voc\u00ea atleticana. Ele achou que diverg\u00eancia t\u00e3o s\u00e9ria acabaria com qualquer possibilidade de romance. Jamais daria certo. Assim, melhor deletar seu nome da agenda t\u00e3o r\u00e1pido e t\u00e3o f\u00e1cil, como ele te adicionou.<\/p>\n<p>E voc\u00eas passam meses trocando mensagens espirituosas. Ele mora no Sul. Voc\u00ea em Minas. Se conheceram por acaso, em um Carnaval. Marcam de se reencontrar e, empolgados, fazem planos. Voc\u00ea compra a passagem para visit\u00e1-lo e, inexplicavelmente, o t\u00edquete na m\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 a entrada para um espet\u00e1culo sem a menor gra\u00e7a: ele n\u00e3o te atende mais. Simples assim. Sem desculpas, sem remorsos. Mundo pequeno, voc\u00eas se esbarram em Salvador, em outros carnavais. Ele te ignora. A bebida faz voc\u00ea chorar. Mas, o cora\u00e7\u00e3o do mo\u00e7o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o de pedra. Ele se comove com a cena. Vem em sua dire\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea destru\u00edda, sentada no meio-fio. R\u00edmel borrado e autoestima atropelada. Ele te d\u00e1 um beijo na bochecha e diz: \u201cEu n\u00e3o tenho raiva de voc\u00ea!\u201d, te consola. Oi? Jura? Voc\u00ea se pergunta. Ent\u00e3o, limpa o rosto e beija o primeiro que passa na sua frente. \u00c9 vida que segue&#8230;<\/p>\n<p>E o outro deixa voc\u00ea pegar um avi\u00e3o. Uma hora de viagem para passar tr\u00eas horas com o amor plat\u00f4nico, alimentado na internet, durante um ano e meio. O problema \u00e9 que o mo\u00e7o \u00e9 casado. Mas alian\u00e7a s\u00f3 existe na m\u00e3o dele, n\u00e3o na sua. Refletisse sobre isso antes, grande sedutor virtual. No aeroporto, ele n\u00e3o est\u00e1 como combinado. Descobriu que, por obra do destino, de Deus ou do diabo, vai saber,a sogra estaria, coincidentemente, naquele menos hor\u00e1rio por ali. Te espera, ent\u00e3o, no hotel. A culpa transforma o homem de 40 anos em um menino assustado de 15. Fica sem a\u00e7\u00e3o. Quase pula a janela, em uma tentativa desesperada de fugir, tamanha culpa por ter deixado a mulher em casa. Imensa culpa por ter deixado a amante voar para v\u00ea-lo. A noite \u00e9 uma trag\u00e9dia. Acaba com ela fica s\u00f3 no quarto. E ele volta para casa, de onde nunca deveria ter sa\u00eddo. <\/p>\n<p>Ele, no primeiro encontro, consegue falar sobre todas a ex-namoradas. Todas loucas. Ele jamais. No primeira noite juntos, ele fala que j\u00e1 levou tabefe da ex. O primeiro, ela desistiu de encontrar. N\u00e3o d\u00e1 para dividir a cama com tanta gente. O segundo, ela bem que tentou dar mais uma chance, mas ele preferiu reatar com a suposta megera tae-fight e, at\u00e9 hoje, ela n\u00e3o sabe se por fetiche ou por burrice mesmo. Mas o que ela tem a ver com isso? Nada! \u00c9 vida que segue&#8230;<\/p>\n<p>Adoraria dizer que as hist\u00f3rias acima s\u00e3o fruto da minha imagina\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o! N\u00e3o teria tanta criatividade em criar enredos t\u00e3o sensacionais. Afinal, ningu\u00e9m acreditaria. S\u00e3o casos protagonizados por amigas, por  amigas de amigas. Vida de quem est\u00e1 s\u00f3, em busca de um amor. Divertido para ouvir, mas aterrorizante para viv\u00ea-las. Concluo que ser solteira \u00e9 perigoso. Poderia ter acontecido comigo ou com voc\u00ea. Mas n\u00e3o h\u00e1 como prever. Inseguros, confusos e imaturos n\u00e3o andam com placa no peito. Resta, ent\u00e3o, arriscar. Sobra viver. E se, por acaso, voc\u00ea ou eu esbarrarmos com um esp\u00e9cime desequilibrado desses, n\u00e3o vamos lamentar quando ele se for. Digo que \u00e9 livramento. Sorte minha e sorte a sua. Am\u00e9m!<\/p>\n<p>SIGA NO FACEBOOK: In Confid\u00eancias de Fl\u00e1via Duarte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E, de repente, o bonit\u00e3o que voc\u00ea pega na balada d\u00e1 uma sumida. Voc\u00ea olha para o lado e ele est\u00e1 se atracado com seu melhor amigo gay. Nessa briga, voc\u00ea decide n\u00e3o entrar. \u00c9 vida que segue&#8230; E o gatinho simp\u00e1tico do tinder se oferece para ir a sua casa no primeiro encontro. 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