{"id":43,"date":"2015-12-17T17:21:58","date_gmt":"2015-12-17T19:21:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/?p=43"},"modified":"2016-04-14T17:59:56","modified_gmt":"2016-04-14T20:59:56","slug":"quando-comeca-o-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/quando-comeca-o-amor\/","title":{"rendered":"Quando come\u00e7a o amor"},"content":{"rendered":"<p>\u201cToda hist\u00f3ria de amor \u00e9 uma hist\u00f3ria de sofrimento em potencial. Se n\u00e3o a princ\u00edpio, ent\u00e3o depois. Se n\u00e3o para um, ent\u00e3o para o outro. \u00c0s vezes para ambos. Ent\u00e3o por que nos constantemente desejamos amar? Porque o amor \u00e9 o lugar onde a verdade e magia se encontram.\u201d A frase \u00e9 do escritor ingl\u00eas Julian Barnes. Tirei de um trecho do livro, de autoria do mesmo, Altos voos e quedas livres. Pode soar pesada. Meio baixo-astral, at\u00e9. Mas compartilho o pensamento. Tudo que come\u00e7a, acaba.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero ser acusada de pessimista. Cada amor tem um roteiro particular e um the end exclusivo: pode ser na linha do \u201cjuntos para sempre\u201d ou do \u201ceterno enquanto durar.\u201d N\u00e3o importa. Quero saber mesmo \u00e9 de como se d\u00e3o os encontros. \u00c9 que o cupido \u00e0s vezes capricha nos efeitos especiais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tenho uma amiga que conheceu o novo marido quando estava superando o fim de outro casamento. Ele tamb\u00e9m acertava o compasso do cora\u00e7\u00e3o desalinhado pelo relacionamento ruim com a ex-mulher. Unidos na mesma sala de terapia em grupo para rec\u00e9m-descasados, aprenderiam a ser solteiros novamente. Ent\u00e3o, vem o danado do amor. Em menos de tr\u00eas meses, j\u00e1 estavam comprometidos novamente. Um com o outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o existem f\u00f3rmulas. Conhe\u00e7o quem se casou com o melhor amigo gay. Adoravam os companheiros que eram e se apaixonaram pelos amantes que seriam. Acompanhei romance iniciado em xepa de festa. Um ia embora, convencido de que n\u00e3o tinha esbarrado com um novo amor. O outro estava l\u00e1, igualmente sozinho, n\u00e3o tivesse acompanhado de uma garrafa de bebida. Olharam-se. Engataram conversa. O segundo homem n\u00e3o ofereceu um gole de \u00e1lcool. Preferiu ceder os beijos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tem os quase-romances. N\u00e3o fosse a alian\u00e7a de casado no dedo dele, outra personagem das com\u00e9dias rom\u00e2nticas da vida poderia estar comprometida e apaixonada. Esbaforida, ela corre para alcan\u00e7ar o avi\u00e3o na \u00faltima chamada. Coloca a mala no bagageiro e, t\u00e3o atarantada, nem percebe que a bolsa se abre e dali cai uma calcinha. Foi parar bem no colo do mo\u00e7o bonito, de olhos verdes concentrados em algum t\u00edtulo de Plat\u00e3o. S\u00f3 se deu conta da trapalhada quando ele entrega a lingerie para ela. Ela n\u00e3o conteve o sorriso; ele, a vontade de pedir o telefone dela. O convite veio, mas n\u00e3o a confirma\u00e7\u00e3o. O mo\u00e7o era casado e isso j\u00e1 era motivo suficiente para p\u00f4r fim na hist\u00f3ria de amor que ainda nem tinha come\u00e7ado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se essa n\u00e3o deu certo, tenho f\u00e9 de que uma outra ganhe novos cap\u00edtulos. Uma conhecida anda atordoada pelo forr\u00f3 insistente que toca em um novo bar, ao lado de sua casa. At\u00e9 que ela descobriu o celular do dono. A primeira provid\u00eancia foi mandar por mensagem a indigna\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio do que ela esperava, ele respondeu educadamente. Pediu desculpas e abaixou o som.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nunca se viram, mas a conversa segue por semanas. Ela, sempre revoltada com a festa. Ele, atencioso. J\u00e1 a convidou para tomar um chope. Dia desses, mandou o novo n\u00famero de telefone caso ela precise esbravejar. A polidez dele s\u00f3 aumenta a raiva dela. Eu j\u00e1 tenho uma aposta. Acho que esse ensaio de arranca-rabo pode ser apenas artimanha do tal cupido. Sou capaz de arriscar que, no prazo de alguns meses, essa minha amiga pode estar saracoteando nos bra\u00e7os do empres\u00e1rio barulhento e at\u00e9 ensaiando uns passinhos de arrasta-p\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cToda hist\u00f3ria de amor \u00e9 uma hist\u00f3ria de sofrimento em potencial. Se n\u00e3o a princ\u00edpio, ent\u00e3o depois. Se n\u00e3o para um, ent\u00e3o para o outro. \u00c0s vezes para ambos. Ent\u00e3o por que nos constantemente desejamos amar? Porque o amor \u00e9 o lugar onde a verdade e magia se encontram.\u201d A frase \u00e9 do escritor ingl\u00eas Julian Barnes. Tirei de um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-43","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43\/revisions\/45"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/inconfidencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}