{"id":68,"date":"2017-08-23T20:04:01","date_gmt":"2017-08-23T20:04:01","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/?p=68"},"modified":"2017-08-23T20:18:19","modified_gmt":"2017-08-23T20:18:19","slug":"mulheres-memorias-e-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/mulheres-memorias-e-cinema\/","title":{"rendered":"Mulheres, Mem\u00f3rias e Cinema"},"content":{"rendered":"<h2>Debate sobre G\u00eanero no Senado<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-69 alignleft\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/MesaSenadoChamada-193x300.jpg\" alt=\"MesaSenadoChamada\" width=\"227\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/MesaSenadoChamada-193x300.jpg 193w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/MesaSenadoChamada-660x1024.jpg 660w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/MesaSenadoChamada-550x854.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/MesaSenadoChamada-230x357.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/MesaSenadoChamada.jpg 719w\" sizes=\"auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesta quinta-feira, dia 24, \u00e0s 10h, tem mesa feminista sobre o cinema das mulheres, no Senado. A pauta \u00e9 <strong><em>Mulheres, Mem\u00f3rias e Cinema<\/em><\/strong>, com a blogueira, professora e pesquisadora do audiovisual, Sandra Machado, com a cineasta e pesquisadora T\u00e2nia Fontenele, diretora de <em>Poeira e Batom: 50 Mulheres na Constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia<\/em>, al\u00e9m da representante da Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno, Neide Rafael; a idealizadora do <em>Projeto Curta Maria<\/em>, professora Maria Jos\u00e9 Rocha Lima; e a escritora e jornalista Verenilde Pereira. A senadora Vanessa Grazziotin, procuradora da Mulher no Senado, abrir\u00e1 os debates.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As tem\u00e1ticas giram em torno das mulheres que produzem, dirigem, militam e\/ou pesquisam a produ\u00e7\u00e3o audiovisual nacional, com olhares interseccionais das diversidades de g\u00eanero, das quest\u00f5es etnorraciais, das LGBTI, geracionais, de religi\u00e3o, e os papeis culturais, sociais, econ\u00f4micos, representados ou estereotipados nas telas. O ativismo pol\u00edtico na cria\u00e7\u00e3o audiovisual e nas organiza\u00e7\u00f5es coletivas para projetos de mulheres nos cinemas e na TV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quais s\u00e3o os construtos de (falsos) c\u00f3digos que se relacionam \u00e0s classes sociais, ra\u00e7as\/etnias, g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual, pap\u00e9is sociais, religi\u00e3o, ou ocupa\u00e7\u00e3o. Os estere\u00f3tipos s\u00e3o problem\u00e1ticos: reduzem uma larga escala de diferen\u00e7as entre as pessoas a categorias simplistas e transformam suposi\u00e7\u00f5es sobre um grupo particular em \u201crealidades\u201d. Tamb\u00e9m podem ser usados para justificar a posi\u00e7\u00e3o de poder e dom\u00ednio de alguns sobre outros e perpetuar os preconceitos, os sil\u00eancios, e as desigualdades sociais e econ\u00f4micas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sobre o mito da subalternidade feminina \u2013 e as intersec\u00e7\u00f5es das chamadas minorias \u2013 \u00e9 preciso analisar os debates pol\u00edticos, especialmente, acerca da quest\u00e3o da autorrepresenta\u00e7\u00e3o, vista na press\u00e3o por maior representa\u00e7\u00e3o das diversidades. A partir de suas pr\u00f3prias vozes, imagens e locais de fala. O embate enseja o princ\u00edpio semi\u00f3tico de que \u201calguma coisa est\u00e1 representando, ou fazendo-se passar por outra\u201d, ou que uma pessoa ou grupo est\u00e1 falando em nome, ou no lugar, de outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_70\" aria-describedby=\"caption-attachment-70\" style=\"width: 380px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/Como-Esquecer-300x158.jpg\" alt=\"Como Esquecer\" width=\"380\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/Como-Esquecer-300x158.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/Como-Esquecer-768x403.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/Como-Esquecer-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/Como-Esquecer-550x289.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/Como-Esquecer-230x121.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/Como-Esquecer.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70\" class=\"wp-caption-text\">A diretora Malu de Martino mostra o amor entre mulheres, em <em>Como Esquecer (Brasil, 2010)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resgates de hist\u00f3rias escondidas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como exemplo, a cineasta T\u00e2nia Fontenele, filha de pioneira, lan\u00e7ou o livro e o filme <em>Poeira &amp; Batom<\/em>, em 2010, com relatos de algumas das principais pioneiras que chegaram em Bras\u00edlia nos primeiros anos, entre 1956 e 1960. S\u00e3o engenheiras, arquitetas, m\u00e9dicas, enfermeiras, parteiras, professoras, escritoras, musicistas, motoristas (de caminh\u00e3o e jipes), lavadeiras, funcion\u00e1rias p\u00fablicas, prostitutas. Muitas vieram sozinhas ou foram as vision\u00e1rias que \u201cpuxaram\u201d seus maridos\/companheiros, sabendo ser o DF o novo \u201celdorado\u201d, ou a nova fronteira do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje, poucas ainda vivem, mas marcaram e est\u00e3o registradas na Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia, e do Brasil, gra\u00e7as ao trabalho minucioso de T\u00e2nia, que as resgatou da invisibilidade e do silenciamento. A cineasta afirma que esse \u00e9 um projeto sem fim, que tende a ser ampliado e revisado. \u201cAcabei encontrando mulheres extraordin\u00e1rias, muito corajosas. Todas falam que tinha muita poeira, poeira, poeira. Tamb\u00e9m faltava \u00e1gua, luz; n\u00e3o tinham parentes, ningu\u00e9m. Foi uma vida muito dura. O filme foi uma forma de dar visibilidade, de dar oportunidade e de saber a hist\u00f3ria delas\u201d, relata.<\/p>\n<figure id=\"attachment_71\" aria-describedby=\"caption-attachment-71\" style=\"width: 224px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-71\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/TaniaFontenele-226x300.jpg\" alt=\"A cineasta Tania Fontenele\" width=\"224\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/TaniaFontenele-226x300.jpg 226w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/TaniaFontenele-230x306.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/TaniaFontenele.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-71\" class=\"wp-caption-text\">Cineasta Tania Fontenele<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2007, T\u00e2nia participou da cria\u00e7\u00e3o do Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher (Ipam), onde hoje \u00e9 coordenadora. As pioneiras sabem a import\u00e2ncia do trabalho dela e colaboram como podem. Cedem ou emprestam fotos, objetos, textos, o que t\u00eam em casa, desde os anos 1950. S\u00e3o os objetos transicionais, que carregam em cada mudan\u00e7a de casa, ou cidade, para marcar a perman\u00eancia de suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<figure id=\"attachment_72\" aria-describedby=\"caption-attachment-72\" style=\"width: 371px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-72\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/trip-0717-adelia-sampaio-corpo-4-300x300.jpg\" alt=\"Filme da cineasta negra Ad\u00e9lia Sampaio, de 1984, levantou o debate LGBTI e das rela\u00e7\u00f5es inter-raciais no Brasil.\" width=\"371\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/trip-0717-adelia-sampaio-corpo-4-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/trip-0717-adelia-sampaio-corpo-4-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/trip-0717-adelia-sampaio-corpo-4-230x230.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2017\/08\/trip-0717-adelia-sampaio-corpo-4.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 371px) 100vw, 371px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-72\" class=\"wp-caption-text\">Filme de 1984, <em>Amor Maldito<\/em>, da cineasta negra Ad\u00e9lia Sampaio, levantou o debate das rela\u00e7\u00f5es raciais e LGBTI no Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Como afirmou, desde os anos 1980, a pesquisadora e ensa\u00edsta chicana (mexicano-texana) Gloria Anzald\u00faa, \u201c<em>To survive the Borderlands\/you must live sin fronteras\/be a crossroads\u201d<\/em> \u2013 para sobreviver \u00e0s Terras de Fronteira, voc\u00ea tem que viver sem fronteiras, tem que ser uma encruzilhada de vias. Os cinemas das mulheres \u00e9 assim, um viver sem limites e fronteiras, \u00e9 tornar-se uma encruzilhada diasp\u00f3rica, que significa a subjetividade evocada nessa exist\u00eancia ser constitu\u00edda por m\u00faltiplas trajet\u00f3rias hist\u00f3ricas, lingu\u00edsticas, etnorraciais, comportamentais, e culturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>SERVI\u00c7O: <\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Pauta Feminina<\/strong>: <em>Mulheres, Mem\u00f3rias e Cinema<\/em><\/p>\n<p><strong>Local:<\/strong> Plen\u00e1rio 13, Ala Alexandre Costa, Senado Federal<\/p>\n<p><strong>Dia<\/strong>: 24\/08\/2017<\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rio:<\/strong> 10h<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> (61) 3303-1710<\/p>\n<p><strong>Acompanhe pelo site: <\/strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2vJTFQr\">HTTP:\/\/bit.ly\/2vJTFQr<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Debate sobre G\u00eanero no Senado &nbsp; Nesta quinta-feira, dia 24, \u00e0s 10h, tem mesa feminista sobre o cinema das mulheres, no Senado. 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