{"id":5312,"date":"2020-06-19T13:11:53","date_gmt":"2020-06-19T16:11:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=5312"},"modified":"2021-06-04T17:38:57","modified_gmt":"2021-06-04T20:38:57","slug":"marta-copa-repatriacao-jogadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/marta-copa-repatriacao-jogadoras\/","title":{"rendered":"Copa que Marta virou a maior artilheira da hist\u00f3ria ajudou a repatriar jogadoras"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">H\u00e1 um ano, Marta entrava nos gramados do Est\u00e1dio du Hainaut, em Valenciennes, na Fran\u00e7a, para escrever mais um cap\u00edtulo hist\u00f3rico. <a href=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/batom-marta-copa-do-mundo-franca\/\">De batom<\/a>, a camisa 10 brasileira marcou o 17\u00b0 gol dela em Copa do Mundo, passando o alem\u00e3o Miroslav\u00a0Klose na artilharia do maior torneio de futebol do mundo.\u00a0Aquele <a href=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/um-ano-apos-a-copa-do-mundo-da-franca\/\">Mundial hist\u00f3rico<\/a>\u00a0despertou um movimento de retorno a muitas atletas que atuavam fora do Brasil h\u00e1 alguns anos.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400\"><strong>\u201cO recorde \u00e9 nosso, de todas as mulheres que lutam constantemente por melhorias em todos os setores. Eu divido com todas que batalham e ainda tem de provar que s\u00e3o capazes em qualquer atividade\u201d<\/strong><br \/>\nMarta, quando se tornou a maior artilheira das Copas do Mundo<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00f3s atuar quatro anos na Dinamarca, <strong>Tamires<\/strong>\u00a0foi disputar a Copa do Mundo Feminina da Fifa 2019, na Fran\u00e7a, j\u00e1 com contrato assinado com o Corinthians \u2014 apesar de s\u00f3 ter divulgado a negocia\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o torneio. No Mundial, a atacante <strong>Cristiane<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m j\u00e1 era jogadora do S\u00e3o Paulo desde janeiro daquele ano. A grande repercuss\u00e3o daquela Copa abriu o olhar de mais atletas brasileiras j\u00e1 estabilizadas em ligas estrangeiras que ainda n\u00e3o pensavam na possibilidade de <strong>voltar a jogar no Brasil<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;\u00c9 claro que ainda pesa a quest\u00e3o da moeda, ganhar em euro \u00e9 diferente de ganhar em real. Muita coisa ainda tem que ser melhorada no nosso futebol, mas o Brasil vem em uma crescente grande, que faz os atletas terem vontade de voltar a jogar no Brasil&#8221;, detalha a meia atacante e lateral esquerda do Corinthians e da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, aos 32 anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5319\" aria-describedby=\"caption-attachment-5319\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5319\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/RepatriadasAntesDaCopa-1.jpg\" alt=\"Cristiane e Tamires, jogadoras da Sale\u00e7\u00e3o Brasileira, atuam no futebol nacional\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/RepatriadasAntesDaCopa-1.jpg 750w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/RepatriadasAntesDaCopa-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/RepatriadasAntesDaCopa-1-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/RepatriadasAntesDaCopa-1-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5319\" class=\"wp-caption-text\">Cristiane voltou para o Brasil para atuar no S\u00e3o Paulo, em 2019, e agora defende o Santos; Tamires voltou para jogar no Corinthians<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Tamires, a Copa influenciou os grandes clubes a se interessarem em ter atleta da equipe feminina representando o time em um Mundial ou uma Olimp\u00edada. A maioria desses clubes profissionais com equipes femininas de futebol est\u00e1 concentrada em S\u00e3o Paulo. O estado paulista \u00e9 o que tem os times mais bem estruturados e competitivos do pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;A presen\u00e7a dessas jogadoras atuando no Brasil aumenta a credibilidade e a competitividade dos campeonatos, valoriza o clube e tamb\u00e9m reverbera em um crescimento no valor e nas possibilidades comerciais das equipes&#8221;, avalia Pellegrino, ex-jogadora e coordenadora do departamento de Futebol Feminino da <a href=\"http:\/\/www.futebolpaulista.com.br\/Home\/\">Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol (FPF)<\/a>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas o olhar ao futebol feminino come\u00e7ou a mudar antes mesmo do Mundial de 2019. Pellegrino avalia que a confian\u00e7a para o retorno de algumas jogadoras brasileiras foi resultado do processo de desenvolvimento que o futebol feminino passou em 2018 e 2019, que incluem alguns avan\u00e7os nas competi\u00e7\u00f5es, como o Campeonato Brasileiro e o Campeonato Paulista.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;A proximidade dos Jogos Ol\u00edmpicos, naquele ano de Copa, e a mudan\u00e7a no comando t\u00e9cnico da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, com a chegada da Pia Sundhage, tamb\u00e9m colaboram para essa repatria\u00e7\u00e3o&#8221;, complementa Pellegrino. A treinadora sueca bicampe\u00e3 ol\u00edmpica foi contratada em julho de 2019 para comandar a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina no lugar de Vad\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b><br \/>\n<\/b><b>Mudan\u00e7as que come\u00e7aram antes da Copa da Fran\u00e7a<\/b><\/h3>\n<figure id=\"attachment_5316\" aria-describedby=\"caption-attachment-5316\" style=\"width: 653px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5316\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/SaoPauloXCruzeiro-1.jpg\" alt=\"Campe\u00e3o do Brasileiro A2 em 2019, S\u00e3o Paulo garantiu vaga na elite do futebol feminino em 2020\" width=\"653\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/SaoPauloXCruzeiro-1.jpg 653w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/SaoPauloXCruzeiro-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/SaoPauloXCruzeiro-1-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2020\/06\/SaoPauloXCruzeiro-1-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5316\" class=\"wp-caption-text\">S\u00e3o Paulo e Cruzeiro fizeram a final do Brasileiro A2 2019: t\u00edtulo para o Tricolor paulista<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Mundial feminino de 2019, marcado como a &#8220;Copa das Copas&#8221;, coincidiu com o primeiro ano em que clubes masculinos foram obrigados a ter equipes femininas para poderem disputar a S\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro, a Copa Libertadores da Am\u00e9rica e a Copa Sul-Americana. O regulamento foi comunicado em setembro de 2016, ou seja, com dois anos de anteced\u00eancia para que os times pudessem se organizar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;No in\u00edcio, quando soube dessa not\u00edcia, n\u00e3o fiquei muito feliz por ser obriga\u00e7\u00e3o. Mas, se tem de ser obrigado, ent\u00e3o que seja para que possam ver o futebol feminino com um olhar diferente. E isso vem acontecendo&#8221;, avalia Tamires. O Corinthians mesmo, onde ela atua, voltou a ter uma equipe feminina em 2016, em parceria com o Audax. A<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"> retomada do projeto de futebol feminino no clube paulista ocorreu ap\u00f3s 7 anos parado. Em 2018, a parceria com a equipe de Osasco foi encerrada para que o time feminino do Corinthians tivesse gest\u00e3o pr\u00f3pria. Atualmente, ele \u00e9 tido como o clube de melhor estrutura para o futebol feminino do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em paralelo a essa mudan\u00e7a no regulamento promovidos pelas entidades do futebol brasileiro e sul-americano, o Campeonato Brasileiro feminino foi reformulado. A partir de 2017, a primeira divis\u00e3o diminuiu de 20 para 16 clubes. Em compensa\u00e7\u00e3o, foi criada uma divis\u00e3o de acesso \u00e0 elite chamada de S\u00e9rie A2, disputada pelos campe\u00f5es dos torneios estaduais. Vale lembrar, por\u00e9m, que a Copa do Brasil feminina foi extinta nesse mesmo ano.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As altera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m tiveram incremento de investimento da CBF, como suporte financeiro para passagens a\u00e9reas ou passagens rodovi\u00e1rias ou aluguel de \u00f4nibus para viagens de at\u00e9 500 km; cobertura das despesas de alimenta\u00e7\u00e3o e hospedagem em viagens para jogos e ajuda de custo de at\u00e9 R$ 10 mil para clubes mandantes arcarem com despesas de arbitragem, ambul\u00e2ncias, gandulas e exame-antidoping.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2019, quando passou a valer a exig\u00eancia da CBF para que as agremia\u00e7\u00f5es apresentassem equipes femininas em campeonatos oficiais, as camisas tradicionais do futebol masculino mais que dobraram no Brasileir\u00e3o feminino A2 daquele ano. Para isso, a competi\u00e7\u00e3o abriu 7 vagas para os times mais bem posicionados no ranking nacional de clubes masculino de 2019.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Assim, Palmeiras, Cruzeiro, Atl\u00e9tico-MG, Botafogo, S\u00e3o Paulo, Fluminense e Vasco entraram na disputa da S\u00e9rie B do Brasileiro feminino em 2019. Al\u00e9m deles, Cear\u00e1, Gr\u00eamio e Chapecoense conquistaram a classifica\u00e7\u00e3o por meio do Estadual. Ao todo, o torneio teve 36 clubes participantes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, no primeiro ano do Brasileiro feminino A2, em 2017, n\u00e3o nenhum clube tradicional do futebol masculino disputou o torneio. Em 2018, foram quatro: Am\u00e9rica-MG, Internacional, Gr\u00eamio e Vit\u00f3ria-BA.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um ano, Marta entrava nos gramados do Est\u00e1dio du Hainaut, em Valenciennes, na Fran\u00e7a, para escrever mais um cap\u00edtulo hist\u00f3rico. 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