{"id":3525,"date":"2019-06-16T08:36:23","date_gmt":"2019-06-16T11:36:23","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=3525"},"modified":"2019-07-11T20:28:48","modified_gmt":"2019-07-11T23:28:48","slug":"audiencia-da-copa-do-mundo-feminina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/audiencia-da-copa-do-mundo-feminina\/","title":{"rendered":"Transmiss\u00f5es no Brasil alavancam audi\u00eancia da Copa feminina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><strong>Lille (Fran\u00e7a)\u00a0\u2014\u00a0<\/strong>A desigualdade de premia\u00e7\u00e3o no esporte feminino em rela\u00e7\u00e3o ao masculino, assim como o menor espa\u00e7o na m\u00eddia, costumava ser pautada pelo pouco retorno de visibilidade oferecido pelas competi\u00e7\u00f5es. Essa afirmativa, no entanto, vem caindo por terra com a oitava edi\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo feminina de futebol, sediada pela primeira vez na Fran\u00e7a. Dados divulgados pela Fifa mostram que h\u00e1 interesse, sim, pelo torneio no mundo todo e, principalmente, no Brasil.<\/p>\n<p>O jogo de estreia da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira no Mundial, com vit\u00f3ria por 3 x 0 sobre a Jamaica, teve a segunda maior audi\u00eancia de tev\u00ea da hist\u00f3ria do torneio feminino. Com 19,728 milh\u00f5es de espectadores no Brasil, s\u00f3 fica atr\u00e1s da final da Copa de 2015 \u2014 a decis\u00e3o que rendeu o terceiro t\u00edtulo aos Estados Unidos, sobre o Jap\u00e3o, registrou mais de 25 milh\u00f5es de telespectadores norte-americanos.<\/p>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o da Copa, o jogo de abertura, com goleada da anfitri\u00e3 Fran\u00e7a por 4 x 0 sobre a Coreia do Sul, foi visto por mais de 10 milh\u00f5es de franceses. Isso representa quase a metade de toda a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds europeu que assistia \u00e0 tev\u00ea no momento da partida.<\/p>\n<p>O sucesso da Copa do Mundo tamb\u00e9m pode ser medido pela torcida presente nas arquibancadas dos nove est\u00e1dios que recebem o evento. Apesar de alguns jogos ainda terem entradas dispon\u00edveis, outros acabaram em tempo recorde. Quatorze partidas est\u00e3o com ingressos esgotados. Caso do <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/holanda-vence-camaroes-copa-torcida\/\">duelo entre Holanda e Camar\u00f5es<\/a>, neste s\u00e1bado (15\/6), no Stade du Hainaut, mesmo local que receber\u00e1 Brasil x It\u00e1lia, na ter\u00e7a-feira, em Valenciennes.<\/p>\n<p>Distante 300km da cidade francesa localizada ao norte do pa\u00eds, a Holanda foi bem representada pelos torcedores. Eles compareceram em peso ao est\u00e1dio e agitaram as ruas nas redondezas da arena. Com pouco mais de 40 mil habitantes, Valenciennes ficou colorida de laranja para prestigiar a sele\u00e7\u00e3o, que venceu Camar\u00f5es, por 3 x 1, garantindo a classifica\u00e7\u00e3o \u00e0s oitavas de final.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a da perspectiva da modalidade \u00e9 sentida pelas pr\u00f3prias protagonistas do torneio mundial: as jogadoras. A atacante da Sele\u00e7\u00e3o Bia Zaneratto reconhece que a import\u00e2ncia dada \u00e0 modalidade ajuda at\u00e9 mesmo dentro de campo. \u201cTodo mundo sabe que futebol feminino \u00e9 muito amor e muito cora\u00e7\u00e3o. O Brasil hoje tem visto um pouco mais da modalidade e tem nos abra\u00e7ado. Isso tem feito total diferen\u00e7a dentro do campo\u201d, disse, em entrevista coletiva.<\/p>\n<p>Para Bia, a classifica\u00e7\u00e3o ao mata-mata da competi\u00e7\u00e3o \u00e9 importante at\u00e9 mesmo pelo momento que a modalidade vive. \u201cA gente sabe que vem mudando a hist\u00f3ria do futebol feminino. As transmiss\u00f5es v\u00eam crescendo no Brasil, ent\u00e3o, essa classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m para ajudar a desenvolver a modalidade no Brasil, porque sabemos da import\u00e2ncia que tem essa Copa e como ela tem transformado o esporte\u201d, avalia.<\/p>\n<h2><strong>Copa tamb\u00e9m movimenta internet<\/strong><\/h2>\n<p>A Copa do Mundo feminina tamb\u00e9m agitou a internet. E novamente o Brasil se destaca. No dia da estreia da Sele\u00e7\u00e3o, em que Cristiane fez os tr\u00eas gols da vit\u00f3ria, as pesquisas pela atacante no Google cresceram 80 vezes. Globalmente, a busca pela atleta no maior site de pesquisa do mundo cresceu 73 vezes de um dia para o outro.<\/p>\n<p>Sete dias antes de come\u00e7ar a Copa, Marta era a l\u00edder de busca no Google entre as 552 jogadoras que disputam a competi\u00e7\u00e3o. Na semana que antecedeu o torneio, a craque concentrou 16% de todo o interesse das pesquisas sobre as atletas. Depois da camisa 10 brasileira, as pessoas buscaram mais por Alex Morgan, dos Estados Unidos, em segundo; e por Amandine Henry, da Fran\u00e7a, em terceiro.<\/p>\n<p>No Twitter, as partidas movimentam o ranking dos assuntos mais comentados. A estreia do Brasil contra a Jamaica volta a ser exemplo, j\u00e1 que os 10 temas mais discutidos da rede social eram sobre a vit\u00f3ria verde-amarela ou relacionados com o Mundial.<\/p>\n<p><strong>Por Maria Eduarda Cardim e Ma\u00edra Nunes \u2014 Enviadas especiais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Patroc\u00ednio:\u00a0<\/strong>Col\u00e9gio Moraes R\u00eago<strong><br \/>\nApoio:\u00a0<\/strong>Casa de Viagens e Bancorbr\u00e1s \u2013 Ag\u00eancia de Viagens<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lille (Fran\u00e7a)\u00a0\u2014\u00a0A desigualdade de premia\u00e7\u00e3o no esporte feminino em rela\u00e7\u00e3o ao masculino, assim como o menor espa\u00e7o na m\u00eddia, costumava ser pautada pelo pouco retorno de visibilidade oferecido pelas competi\u00e7\u00f5es. Essa afirmativa, no entanto, vem caindo por terra com a oitava edi\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo feminina de futebol, sediada pela primeira vez na Fran\u00e7a. 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