{"id":244,"date":"2015-08-17T16:01:00","date_gmt":"2015-08-17T19:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/a_coluna_maquinas_do_tempo_desta_segunda_no_correio_braziliense_cpi_discutia_quem_deveria_marcar_zidane_e_a_franca_conquistava_tudo\/"},"modified":"2015-11-18T13:24:34","modified_gmt":"2015-11-18T15:24:34","slug":"a_coluna_maquinas_do_tempo_desta_segunda_no_correio_braziliense_cpi_discutia_quem_deveria_marcar_zidane_e_a_franca_conquistava_tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/a_coluna_maquinas_do_tempo_desta_segunda_no_correio_braziliense_cpi_discutia_quem_deveria_marcar_zidane_e_a_franca_conquistava_tudo\/","title":{"rendered":"A coluna M\u00e1quinas do Tempo desta segunda no Correio Braziliense: CPI discutia quem deveria marcar Zidane e a Fran\u00e7a conquistava tudo&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-drible\/69b1066b060a1182cf0ae48b2581117a.jpg\">       <\/p>\n<p>O carrasco Zidane: in\u00edcio de uma era dourada para a Fran\u00e7a       <\/p>\n<p>Cr\u00e9dito da imagem: Cl\u00e1udio Versiani\/CB\/D.A Press       <\/p>\n<p>Muito bacana a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito do Futebol, senador  Rom\u00e1rio. Talvez seja o 1.003\u00ba gol da sua brilhante carreira. Mas, por  favor, Baixinho, se poss\u00edvel, fa\u00e7a uma triagem das perguntas que ser\u00e3o  feitas aos convocados. N\u00e3o somos obrigados a ouvir perguntas  desnecess\u00e1rias como a do ent\u00e3o deputado Eduardo Campos (que Deus o  tenha), em 10 de janeiro de 2001, para o centroavante Ronaldo: \u201cEra voc\u00ea  que tinha de marcar o Zidane?\u201d O Fen\u00f4meno escapou bem da marca\u00e7\u00e3o.  \u201cIsso vai ajudar muito na CPI?\u201d. N\u00e3o ajudou a CPI e muito menos o  futebol brasileiro. Prova disso \u00e9 que vai rolar outra CPI. Ah, e a  Sele\u00e7\u00e3o continua sem saber marcar bola a\u00e9rea, levando gols em cobran\u00e7a  de escanteio, como aqueles dois de Zidane na final da Copa do Mundo de  1998.       <\/p>\n<p>Lembrei a pergunta do Eduardo Campos ao Ronaldo para entrar  na m\u00e1quina do tempo e mostrar o quanto aquela Fran\u00e7a era, sim, boa de  bola. Enquanto a CPI discutia quem deveria marcar Zidane, a gera\u00e7\u00e3o do  camisa 10 eleito tr\u00eas vezes melhor do mundo conquistava tr\u00eas t\u00edtulos em  quatro anos, de 1998 a 2001. Mais uma prova de que o Brasil n\u00e3o vendeu a  Copa.       <\/p>\n<p>H\u00e1 15 anos, a Fran\u00e7a celebrava, na Holanda, o t\u00edtulo da  Eurocopa dois anos depois de golear o Brasil, de Zagallo, por 3 x 0, no  Stade de France. A dobradinha foi um feito e tanto \u00e0 \u00e9poca. At\u00e9 ent\u00e3o,  s\u00f3 a Alemanha havia conquistado a Copa e a Euro (ou vice-versa) em  sequ\u00eancia. Campe\u00e3 continental em 1972, a Alemanha levou o Mundial em  1974. A Espanha superou Fran\u00e7a e Alemanha com sua trinca. Ganhou a Euro  (2008), a Copa (2010) e a Euro (2012).       <\/p>\n<p>O feito da Fran\u00e7a come\u00e7ou  naquele 3 x 0 diante do Brasil. Sob o comando de Aim\u00e9 Jacquet, a trupe  de Zidane, Blanc e Deschamps \u2014 todos eles treinadores atualmente \u2014&nbsp; deu a  primeira das tr\u00eas provas de grandeza. Humilhou a Sele\u00e7\u00e3o porque era  equilibrada taticamente. Foi campe\u00e3 com o melhor ataque (15 gols) e a  melhor defesa (2 sofridos). Contava com o fora de s\u00e9rie Zidane e tinha  bons coadjuvantes. Desailly, Djorkaeff, Vieira e Thuram&#8230; O  centroavante Guivarc\u2019h era horr\u00edvel, verdade, mas cada louco com sua  mania. Aim\u00e9 Jacquet preferia deixar Henry e Trezeguet esquentando o  banco.       <\/p>\n<p>Mas a fase era boa. At\u00e9 errado dava certo. Aim\u00e9 Jacquet  deixou a sele\u00e7\u00e3o. Assumiu o fraco Roger Lemerre. Aquele tima\u00e7o n\u00e3o  precisava de t\u00e9cnico. Dois anos depois, a Fran\u00e7a mostrou novamente ao  Brasil que pouco interessava se Ronaldo deveria marcar Zidane. Ganhou a  Eurocopa em cima da It\u00e1lia gra\u00e7as aos brilhos de Wiltord e Trezeguet em  uma virada fant\u00e1stica. A Squadra Azzurra vencia a decis\u00e3o at\u00e9 os 48  minutos do segundo tempo e deixou o t\u00edtulo escapar na prorroga\u00e7\u00e3o.       <\/p>\n<p>Em  2001, ano da pergunta de Eduardo Campos a Ronaldo, a Fran\u00e7a era campe\u00e3  da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es com um time misto. Eliminou o Brasil, de  Emerson Le\u00e3o, por 2 x 1 nas semifinais, e bateu o Jap\u00e3o na decis\u00e3o por 1  x 0. Tr\u00eas t\u00edtulos em tr\u00eas anos. Depois disso, a Fran\u00e7a foi v\u00edtima de  uma maldi\u00e7\u00e3o que o Brasil conhece bem: quem ganha a Copa das  Confedera\u00e7\u00f5es n\u00e3o vence a Copa. Em 2002, os bleus foram eliminados na  primeira fase e o Brasil faturou o penta. Chegava ao fim uma era  dourada.       <\/p>\n<p><strong>       <\/p>\n<p>O s\u00edmbolo&#8230;<\/strong>       <\/p>\n<p>O t\u00edtulo da  Copa de 1998 fez Zidane desbancar Ronaldo na elei\u00e7\u00e3o do melhor jogador  do mundo. O meia teve 518 pontos, contra 164 do Fen\u00f4meno e 108 do  centroavante croata Davor Suker.       <\/p>\n<p><strong>&#8230;De uma era<\/strong>       <\/p>\n<p>Brilhante  na Eurocopa 2000, Zidane foi eleito pela segunda vez n\u00famero 1 do mundo  com 370 pontos, contra 329 do portugu\u00eas Figo e 263 do brasileiro  Rivaldo. Zidane conquistaria o tri em 2003.       <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O carrasco Zidane: in\u00edcio de uma era dourada para a Fran\u00e7a Cr\u00e9dito da imagem: Cl\u00e1udio Versiani\/CB\/D.A Press Muito bacana a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito do Futebol, senador Rom\u00e1rio. Talvez seja o 1.003\u00ba gol da sua brilhante carreira. 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