{"id":10910,"date":"2018-12-02T22:00:12","date_gmt":"2018-12-03T00:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/?p=10910"},"modified":"2018-12-03T01:22:21","modified_gmt":"2018-12-03T03:22:21","slug":"entrevista-alex-fala-sobre-o-livro-da-triplice-coroa-do-cruzeiro-que-sera-lancado-nesta-segunda-em-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/entrevista-alex-fala-sobre-o-livro-da-triplice-coroa-do-cruzeiro-que-sera-lancado-nesta-segunda-em-brasilia\/","title":{"rendered":"Entrevista: Alex fala sobre o livro da tr\u00edplice coroa do Cruzeiro, que ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta segunda, no DF"},"content":{"rendered":"<p><em>Alexsandro de Souza, o Alex, fez 423 gols e deu 355 assist\u00eancias em 1.035 jogos na carreira, mas a recente obra-prima do meia aposentado n\u00e3o foi com as \u201ccanetas\u201d. Aos 41 anos, ele trocou os p\u00e9s pelas m\u00e3os e tabelou com o escritor Anderson Olivieri para comemorar os 15 anos da tr\u00edplice coroa do Cruzeiro. Em 2003, o melhor time da era dos pontos corridos conquistou o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro. 2003: A tr\u00edplice coroa de um time m\u00e1gico, ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta segunda-feira, em Bras\u00edlia, numa noite de aut\u00f3grafos na 104 Sul. Antes do gol de letra, Alex bateu um papo exclusivo com o <strong>blog Drible de Corpo<\/strong>. Ele justifica por que aquele time liderado por Vanderlei Luxemburgo \u00e9 o melhor da era dos pontos corridos e d\u00e1 alfinetadas em alguns jogadores e treinadores pregui\u00e7osos. No bate-papo a seguir, o comentarista dos canais ESPN critica, por exemplo, a falta de especialistas em cobran\u00e7as de falta, escanteio e at\u00e9 a indefini\u00e7\u00e3o do cobrador de p\u00eanaltis do time. Bem diferente da organizada esquadra celeste de 2003&#8230;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Orgulhoso de registrar os bastidores da tr\u00edplice coroa em um livro?<\/strong><\/p>\n<p>Fant\u00e1stico. Eu fiquei muito feliz na hora de escrever algumas recorda\u00e7\u00f5es, algumas coisas que o tempo vai escondendo. Conversando com outros jogadores, a gente riu, se divertiu, se emocionou fazendo. A constru\u00e7\u00e3o do livro \u00e9 muito satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando surgiu essa tabelinha com o escritor Anderson Olivieri?<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed em Bras\u00edlia. Est\u00e1vamos \u00e0 mesa, surgiu o assunto futebol, caiu para o Cruzeiro, a\u00ed o Anderson come\u00e7ou a falar da idolatria dele pelo clube. Eu brinquei com ele. Disse que sabia que ele estava aposentando a caneta, havia escrito um livro sobre 2003, mas a ideia era contar por um prisma diferente, do jogador, bastidor, direto da fonte. Ele topou. Fui atr\u00e1s dos jogadores, eles assimilaram, algumas hist\u00f3ria foram vetadas, e a gente contou o que achava que podia. Ficou legal, leve, bem escrito. Tem a hist\u00f3ria daquele time de dezembro de 2002 at\u00e9 o jogo contra o Bahia, em dezembro de 2003.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Cruzeiro fez 102 gols naquela campanha. O cent\u00e9simo deveria ser seu e o Felipe Melo \u201ctomou\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>As refer\u00eancias do time \u00e9ramos eu, Aristiz\u00e1bal, Cris, Maldonado&#8230; O Felipe era um jogador importante, mas ele era menino. A\u00ed, quando a gente volta do intervalo (para o jogo contra o Bahia), o Vanderlei (Luxemburgo) disse que o meu era para ser o cent\u00e9simo, mas eu queria era bater o recorde do Ronaldo, que fez cinco gols no Bahia, no Rodolfo Rodr\u00edguez. Se eu fizesse mais dois, passaria o Ronaldo, e teria a chance de ser o maior artilheiro do Cruzeiro num s\u00f3 Brasileir\u00e3o. Eu acabei conseguindo. Fiz 23 gols. Por\u00e9m, numa jogada minha, o Felipe Melo faz o cent\u00e9simo gol do time naquela campanha. Ele brinca dizendo que n\u00e3o era refer\u00eancia, mas quando perguntam quem fez o cent\u00e9simo gol, respondem que foi o Felipe Melo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10911\" aria-describedby=\"caption-attachment-10911\" style=\"width: 697px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/entrevista-alex-fala-sobre-o-livro-da-triplice-coroa-do-cruzeiro-que-sera-lancado-nesta-segunda-em-brasilia\/alex\/\" rel=\"attachment wp-att-10911\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-10911\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2018\/12\/Alex-697x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"697\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2018\/12\/Alex-697x1024.jpg 697w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2018\/12\/Alex-204x300.jpg 204w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2018\/12\/Alex-768x1129.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2018\/12\/Alex-238x350.jpg 238w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2018\/12\/Alex-550x809.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2018\/12\/Alex-230x338.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/dribledecorpo\/wp-content\/uploads\/sites\/15\/2018\/12\/Alex.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10911\" class=\"wp-caption-text\">Alex ergue a ta\u00e7a. Foto: Bruno Domingos\/Reuters (7\/12\/2003)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Alguma chance de outro clube conquistar tudo, como o Cruzeiro de 2003?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que sim, mas depende muito de quem comanda e como v\u00ea o jogo. O Vanderlei (Luxemburgo) queria que o time jogasse. Se pudesse ser bonito, melhor ainda. Antes dele houve outros, mas depois n\u00e3o tem. O Muricy \u00e9 vencedor, mas super pragm\u00e1tico. O Mano tamb\u00e9m. O Felip\u00e3o vence, mas \u00e9 pragm\u00e1tico. Em termos de resultados, outro clube pode conquistar tr\u00edplice coroa. O Palmeiras est\u00e1 fazendo um grande elenco. Se os jogadores se comprometerem e correrem atr\u00e1s disso, a possibilidade novamente \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Os outros campe\u00f5es que me desculpem, mas Aquele Cruzeiro poderia at\u00e9 n\u00e3o ser campe\u00e3o, mas marcaria \u00e9poca. Foi um tima\u00e7o, eleito at\u00e9 outro dia o melhor da era dos pontos corridos, o time que mais encantou nos \u00faltimos tempos<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Cruzeiro de 2003 n\u00e3o tinha um elenco como o do Palmeiras 2018&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed \u00e9 o grande lance. A gente n\u00e3o tinha um grande elenco, t\u00ednhamos um grupo reduzido. Mas a gente valorizava o que tinha. N\u00f3s jogamos uma final de Copa do Brasil com um meio de campo formado por tr\u00eas meninos da base. Jogaram Wendel, Augusto Recife e Jardel. Sem contar o Gladstone, de 17 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi o papel do Luxemburgo no seu sucesso?<\/strong><\/p>\n<p>Aprendi ao longo da carreira que o grande treinador \u00e9 aquele que esconde os defeitos e valoriza as qualidades. O meu jogo tinha v\u00e1rios defeitos, mas o Vanderlei fez quest\u00e3o de esconder os defeitos e valorizar as minhas qualidades. Ele apostou no que eu tinha de melhor, que era a parte criativa, com a bola. Eu tinha participa\u00e7\u00e3o sem ela, mas a contribui\u00e7\u00e3o era pequena perto do que eu fazia com a bola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Foi o auge da carreira do Luxemburgo?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Hoje, todo mundo fala: \u201ccampe\u00e3o da tr\u00edplice coroa\u201d. Mas, se n\u00f3s peg\u00e1ssemos naquele momento a carreira de cada um, certamente n\u00e3o colocar\u00edamos o Cruzeiro como favorito a fazer o ano que fez. Aconteceu porque o Vanderlei trabalhou muito e nos deu condi\u00e7\u00e3o para jogar o futebol que praticamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que o torcedor descobrir\u00e1 no livro?<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas perguntam por que o Marcelo Ramos, nosso artilheiro, saiu, se o grupo era t\u00e3o bom. A gente conta como funcionava a sa\u00edda e a chegada de jogadores. Como era o papel de cada um na tomada das decis\u00f5es. Por exemplo: a gente tinha um supercampe\u00e3o, que era o Zinho, e ele vem para ser reserva. N\u00e3o era um qualquer! A gente conta o que ningu\u00e9m via. Como a gente ganhava muito, parecia que tudo estava bem. Tem muita hist\u00f3ria que vira verdade, mas n\u00e3o \u00e9 verdade. \u00c9 um livro contado do vesti\u00e1rio para fora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><strong>Programe-se<\/strong><\/p>\n<p><strong>2003: A tr\u00edplice hist\u00f3ria de um time m\u00e1gico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quando:<\/strong> nesta segunda-feira (3\/12)<\/p>\n<p><strong>Onde:<\/strong> Restaurante Carpe Diem \u2013 104 Sul<\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rio:<\/strong> 19h \u00e0s 22h30<\/p>\n<p><strong>Entrada:<\/strong> franca<\/p>\n<p><strong>Valor do livro:<\/strong> R$ 39,90<\/p>\n<p><strong>Formas de pagamento:<\/strong><em> dinheiro, cart\u00e3o de d\u00e9bito e cr\u00e9dito.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os campe\u00f5es na era dos pontos corridos t\u00eam poucos camisas 10 cl\u00e1ssicos como voc\u00ea. Petkovic (Flamengo), o Conca (Fluminense). Esse cara acabou?<\/strong><\/p>\n<p>Acabou. Hoje, esse camisa 10 geralmente tem uma certa dificuldade para marcar, na recomposi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a palavra da moda. N\u00e3o se forma mais jogadores assim. O Ganso come\u00e7ou como 10 no Santos e depois virou 8 no S\u00e3o Paulo, veio para tr\u00e1s. O Thiago Neves foi assim, hoje n\u00e3o \u00e9 mais. Atuou de falso 9 no Cruzeiro. O treinadores, hoje, preferem jogadores muito mais participativos do que eu, Pet e o Conca fomos. O Diego sempre foi 10, hoje est\u00e1 mais armador do que ponta de lan\u00e7a. As coisas v\u00e3o mudando. O Dudu deve ser eleito o melhor jogador do Brasileir\u00e3o e fez oito gols no campeonato. Quando eu marcava sete, oito gols no Campeonato Brasileiro, era criticado. Ainda existe esse jogador (camisa 10), mas \u00e9 utilizado dentro de uma outra caracter\u00edstica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Falta perto da \u00e1rea era perigo naquele Cruzeiro. Cad\u00ea os especialistas no futebol brasileiro?<\/strong><\/p>\n<p>Especialista n\u00e3o tem mais na falta, na falta lateral nem no escanteio. Os especialistas foram acabando. Tem time que n\u00e3o escolhe batedor de p\u00eanalti, que \u00e9 uma coisa que me chama muita aten\u00e7\u00e3o. Todo time tinha isso, o primeiro, o segundo, o terceiro batedor. Hoje, brigam pela bola para bater. Isso \u00e9 culpa do t\u00e9cnico, do pr\u00f3prio jogador que n\u00e3o treina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o gol inesquec\u00edvel na saga da tr\u00edplice coroa?<\/strong><\/p>\n<p>Eu tenho um carinho muito grande pelo gol contra o Fluminense na pen\u00faltima rodada (5 x 2). O time de 1966 foi ao Mineir\u00e3o nos entregar a faixa, eu tive a felicidade de receber a minha do Dirceu Lopes. Jogamos soltos. O gol foi lindo pela dificuldade na execu\u00e7\u00e3o. Eu tive de pensar r\u00e1pido e executei de uma forma perfeita. Pego bem na bola, encubro o goleiro. Assist\u00eancia, foi aquela para o Luis\u00e3o na decis\u00e3o da Copa do Brasil contra o Flamengo, o terceiro gol. \u00c9 a\u00ed que eu falo do treinador. O Vanderlei treinou muitos lances de bola parada nos dois dias antes da final. E a\u00ed, pego bem na bola e ela vai exatamente onde n\u00f3s treinamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Gola\u00e7o de Alex contra o Fluminense em 2003\" width=\"720\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_9ElUkWtJ7c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Daquele time, o Deivid \u00e9 praticamente o \u00fanico que virou treinador&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Ele pensava em ser t\u00e9cnico desde os 26, 27 anos. Jogou comigo no Fenerbah\u00e7e, da Turquia. Num belo dia, ele chega com uma garrafa de vinho e um campo magn\u00e9tico. A\u00ed ele disse: &#8216;cara, vamos falar de futebol porque um dia a gente vai precisar disso&#8217;. Eu peguei o meu campinho magn\u00e9tico e guardei na gaveta, mas ele continua usando o dele, sempre teve esse interesse. Aquele grupo daria bons t\u00e9cnicos porque se conversava muito sobre futebol, mas isso \u00e9 individual. O Cris est\u00e1 l\u00e1 no Lyon, come\u00e7ou comandando as divis\u00f5es de base e vem subindo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea deseja ser t\u00e9cnico?<\/strong><\/p>\n<p>Penso nisso todo dia, mas a\u00ed, eu olho para o meu filho de oito anos, outra de 12, outra de 14, e se eu for treinador perco tudo isso. Eu prefiro ter isso no momento e, l\u00e1 na frente, se eu tiver esse mesmo sentimento, tento alguma coisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que o apaixonado por futebol tem que comprar o livro?<\/strong><\/p>\n<p>Porque esse time jogou futebol. Em momento algum do ano, ele se defendeu, montou uma retranca. N\u00e3o jogamos atr\u00e1s em nenhum est\u00e1dio no Brasil. Jogamos igual desde a primeira partida, em Uberaba, at\u00e9 a \u00faltima, contra o Bahia (em 14 de dezembro de 2003). Atacando, buscando ter a bola, mostrando varia\u00e7\u00f5es de ataque. Houve um jogo em que n\u00e3o respeitamos o advers\u00e1rio e fomos punidos com a derrota. A gente conta isso no livro. Jogamos futebol na ess\u00eancia. Tabelamos, driblamos, buscamos espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Penso nisso (em ser t\u00e9cnico de futebol) todo dia, mas a\u00ed, eu olho para o meu filho de oito anos, outra de 12, outra de 14, e se eu for treinador perco tudo isso. Eu prefiro ter isso no momento e, l\u00e1 na frente, se eu tiver esse mesmo sentimento, tento alguma coisa<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o melhor campe\u00e3o da era dos pontos corridos?<\/strong><\/p>\n<p>Os outros campe\u00f5es que me desculpem, mas cada um ganha do jeito que o treinador imagina. Aquele Cruzeiro poderia at\u00e9 n\u00e3o ser campe\u00e3o, mas marcaria \u00e9poca, as pessoas lembrariam. Uns sete jogadores ficaram famosos depois, mas, em 2003, eram dois ou tr\u00eas. Foi um tima\u00e7o, eleito at\u00e9 outro dia o melhor da era dos pontos corridos, o time que mais encantou nos \u00faltimos tempos. O S\u00e3o Paulo, tricampe\u00e3o em 2006, 2007 e 2008, era bom, marcava muito, mas passava dificuldades. N\u00f3s passamos poucas dificuldades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recentemente, voc\u00ea, s\u00edmbolo daquele Cruzeiro de 2003, bateu um papo cabe\u00e7a simplesmente com o Tost\u00e3o, \u00edcone do time de 1966. Como foi esse encontro de \u00eddolos no seu programa?<\/strong><\/p>\n<p>Eu me sinto um privilegiado. Ele sempre falou bem sobre mim, \u00e9 sol\u00edcito. Marcamos o encontro da casa dele. No dia da entrevista, eu encontrei o Dirceu Lopes e disse que estava agendado com o Tost\u00e3o. Ele brincou, disse que o Tost\u00e3o n\u00e3o atenderia, mas foi diferente. N\u00f3s quase perdemos o voo de volta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BjcorZzLBpI\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BjcorZzLBpI<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Siga o blogueiro no Twitter:<\/strong> <a href=\"https:\/\/twitter.com\/mplimaDF\">@mplimaDF<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexsandro de Souza, o Alex, fez 423 gols e deu 355 assist\u00eancias em 1.035 jogos na carreira, mas a recente obra-prima do meia aposentado n\u00e3o foi com as \u201ccanetas\u201d. 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