A imagem da sintonia de um Flamengo que se impôs como time contra o Vasco. Foto: Paula Reis/Flamengo
Em 23 de abril de 2000, o Vasco goleou o Flamengo por 5 x 1 na última rodada da Taça Guanabara. Pedrinho encerrou aquele recital e considera o clássico dos sonhos dele como ídolo do time cruzmaltino. Vinte e quatro anos depois, o lado rubro-negro da força impõe 6 x 1, a maior vitória contra o arquirrival presidido desde o início da temporada por… Pedrinho!
Foi uma exibição de tirar o chapéu, ou melhor a boina em uma referência ao técnico estreante Álvaro Pacheco. O português tem pouca culpa no resultado. Vale lembrar: o Vasco perdeu para o Criciúma por 4 x 0, em São Januário, na quinta rodada. Chegou um dia desses, teve uma semana para treinar e incomodou o Flamengo no início da partida. O Vasco se posicionou bem na marcação no sistema tático 5-4-1, emulando o Vitória de Guimarães, ex-time do lusitano quinto colocado no último Campeonato Português, e achou um gol, não, golaço, marcado por Vegetti.
Foi a senha para o Flamengo invadir o campo do Vasco com hipnotizantes trocas de passe e de posição, uma dose “titeana” de paciência e uma pitada de talento em busca de espaço até o atacante Éverton Cebolinha chutar restrinjo no canto direito do bom goleiro Léo Jardim.
Ser um bom goleiro não significa aproveitar um chute do meio de campo do Flamengo com o peito para tirar onda. A esnobada custou muito caro. Justamente um gol de peito do camisa 9 Pedro depois de uma jogadinha ensaiada e mal vigiada pela defesa do Vasco. Cebolinha passou como quis pelos marcadores antes de cruzar.
Quem com voleio fere no gol de Vegetti, com voleio será ferido por David Luiz. O zagueiro acertou um daqueles dignos de aplauso. O time que ainda não havia virado jogo sob a batuta de Tite resolvera a partida no primeiro tempo. O cartão vermelho correto para João Victor dizia que o pior estava por vir. Três virou, seis acabou.
Arrascaeta deu uma bela cavadinha ao entrar na área como falso centroavante e tocou na saída de Léo Jardim. Bruno Henrique se redimiu da expansão tola contra o Millonarios na última rodada da Libertadores e igualou aquele 5 x 1 do inesquecível jogo do presidente Pedrinho no título do Vasco na Taça Guanabara de 2000.
Quando a dívida parecia quitada, eis que Tite tira um camisa 99 do banco de reservas e o coloca no lugar de Pedro. Em uma demonstração de entrosamento entre os dois suplentes, Wesley chega à linha de fundo e cruza com fita métrica para Gabriel Barbosa reativar o modo Gabigol diante de uma “nação” ressentida. Uma parte da torcida gritou gol, mas em seguida xingou, vaiou o ídolo em um surto de amor e ódio.
O apito final, a maior goleada do Flamengo contra o Vasco na história do clássico e a exibição de tirar a boina acalmaram os ânimos e colocaram panos quentes no possível dia do perdão rubro-negro a Gabigol no Maracanã. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
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