Blog Drible de Corpo

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Marcos Paulo Lima

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Senso de urgência dos estrangeiros devolve o Flamengo à liderança

Sorte de Plata combinada com frieza de Arrascaeta e Carrascal na vitória por 3 x 2 sobre o Atlético-MG curam ressaca da queda na Libertadores e recuperam topo da Série A

O colombiano Carrascal cobrou o pênalti da vitória por 3 x 2 contra o Galo no Maracanã. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

O Flamengo recuperou a liderança do Campeonato Brasileiro com a raça de três jogadores estrangeiros: o equatoriano Gonzalo Plata, o uruguaio Arrascaeta e o colombiano Carrascal não somente decidiram a vitória por 3 x 2 contra o Atlético-MG no Maracanã. O trio entregou injetou uma dose de frieza, um ingrediente geralmente em falta na veia verde-amarela.

Gonzalo Plata queria cruzar ou chutar a gol? Pouco importa para a maioria dos 60.624 torcedores presentes no estádio. O equatoriano empatou a partida depois do contra-ataque letal do Galo concluído por Preciado aos sete minutos do primeiro tempo. O atacante havia feito o gol do título na Copa do Brasil de 2024 e na goleada por 4 x 0 no primeiro turno.

A virada veio dos pés de um dos maiores carrascos do Atlético-MG. Que frieza do camisa 10 Arrascaeta na arrancada em direção à área, no drible nos marcadores e na finalização com taco de sinuca no canto esquerdo do goleiro Gabriel Delfim. Foi o sexto gol do maestro uruguaio contra o Galo vestindo rubro-negro. Ele também tem seis pelo Cruzeiro.

Ironicamente, quem quase se tornou o herói do Galo ao marcar o gol do empate nas costas de Plata foi transformado em vilão por atleticanos e palmeirenses no fim de partida. O lateral Renan Lodi faz um belo gol depois de um cruzamento da direita para a esquerda; mas é quem comete pênalti bobo no zagueiro Léo Pereira praticamente no último lance do jogo.

O Flamengo termina a partida com muitos batedores de pênalti. O zagueiro Léo Pereira estava em campo. Lucas Paquetá e Bruno Henrique também. Samuel Lino faz um excelente segundo semestre. Mas é o colombiano Carrascal quem assume a responsabilidade, bate com coragem e decreta o triunfo aos 52 minutos do segundo tempo.

O time carioca entrou pesado em campo devido à ressaca da eliminação nos pênaltis contra o Estudiantes nas semifinais da Libertadores. A noite não demandava espetáculo dos donos da casa. O Flamengo precisava vencer — e três jogadores importados do time tiveram senso de urgência para entregar o resultado e afrouxar o nó da gravata da “nação”.