Sabella, Tite, Bauza, Rueda… Quando o título da Libertadores abre portas nas seleções

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Exibir a Copa Libertadores da América no currículo virou praticamente um diferencial na prova de títulos para assumir seleções do continente. Nos últimos 10 anos, quatro campeões do torneio fizeram da conquista atalho para atrair times nacionais. Alguns se deram ao luxo até de esnobar sondagens e convites. Na contramão, Alejandro Sabella, Edgardo Bauza, Tite e Reinaldo Rueda surfaram na onda do sucesso.

Mentor da conquista do Estudiantes na Libertadores de 2009, Alejandro Sabella levou o clube argentino ao título diante do Cruzeiro, dentro do Mineirão. No Mundial de Clubes da Fifa, perdeu o título para o Barcelona, de Pep Guardiola. Sabella só largou o time de La Plata quando recebeu o maior convite da carreira, para suceder Sergio Batista na Argentina. Ficou no cargo de 2011 a 2014 e levou o país à final da Copa do Mundo depois de 24 anos.

Em 2012, Adenor Leonardo Bachi, o Tite, brindou o Corinthians com o título inédito da Libertadores. Era um dos candidatos para assumir o cargo na época em que a CBF demitiu Mano Menezes. No meio do caminho apareceu Luiz Felipe Scolari. Depois do fiasco na Copa de 2014, Tite pintou novamente como favorito, mas Dunga foi o escolhido. Quatro anos depois de ser campeão continental e mundial, Tite assumiu a Seleção Brasileira.

Edgardo Bauza havia sido campeão da Libertadores em 2008 à frente da LDU, do Equador. Calou a torcida do Fluminense em um Maracanã lotado. Seis anos depois, provou que o título não havia sido obra do acaso e levou o San Lorenzo ao título inédito da Libertadores. O bicampeonato continental abriu as portas no futebol brasileiro e nas seleções da Argentina, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

Reinaldo Rueda é o personagem mais recente. Acaba de trocar o Flamengo pelo Chile pelo passado à frente de Honduras e do Equador nas Copas de 2010 e de 2014, respectivamente. Mas também devido ao sucesso recente no Atlético Nacional. O clube colombiano não ganhava o título desde 1989. Rueda quebrou o jejum em 2016. Assediado por Paraguai e Emirados Árabes, preferiu assumir o Flamengo. Na virada do ano, não resistiu a tentação de US$ 3,25 milhões por ano e acertou com o Chile até 2018. Apesar de estar fora da Copa da Rússia, Rueda passou a ser o técnico de seleção mais bem pago das Américas. Ganhará mais até do que Jose Pekermann, Jorge Sampaoli, Tite, Ricardo Gareca e Oscar Tabárez.

Antes de ser campeão da Libertadores em 2011, Muricy Ramalho deu as costas a um convite de Ricardo Teixeira para assumir a Seleção. Cotado após as saídas de Gerardo “Tata” Martino e de Edgardo Bauza, Marcelo Gallardo deixou claro durantes as especulações que preferia continuar no River Plate — onde está desde 2014. Nos últimos 10 anos, os únicos técnicos vencedores da Libertadores que não receberam convite de seleções nacionais foram os brasileiros Celso Roth, Cuca e Renato Gaúcho

PASSAPORTE PARA SELEÇÕES
Últimos 10 técnicos campeões da Libertadores

2017: Renato Gaúcho (não houve convite)
2016: Reinaldo Rueda (assumirá o Chile)
2015: Marcelo Galllardo (sondado, anunciou que preferia ficar no River Plate)
2014: Edgardo Bauza (ex-técnico da Argentina, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita)
2013: Cuca (não houve nenhum convite)
2012: Tite (atual técnico da Seleção Brasileira)
2011: Muricy Ramalho (recusou a Seleção Brasileira um ano antes do título)
2010: Celso Roth (não houve convite)
2009: Alejandro Sabella (ex-técnico da Argentina, vice na Copa de 2014)
2008: Edgardo Bauza (ex-técnico da Argentina, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita)

Marcos Paulo Lima

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