Maestro da Bolívia, o camisa 10 Ramiro Vaca cumpre suspensão por doping. Foto: Twitter @RamiroVaca_Jr
A altitude é um reforço óbvio e inquestionável no estádio Hernando Siles, em La Paz, ou no Estádio Municipal de El Alto, mas a Bolívia também tem problemas com ela.
A seleção comandada pelo técnico Óscar Villegas poderia ser mais forte contra o Brasil nesta terça-feira, às 20h30, pela última rodada das Eliminatórias da América do Sul, se dois jogadores não estivessem suspensos devido ao uso de remédios capazes de aliviar os efeitos do ar rarefeito no corpo humano em partidas das Eliminatórias e da Libertadores.
Ramiro Vaca é um dos jogadores afastados do futebol devido ao doping. O meia de 26 anos era imprescindível na articulação. O dono da camisa 10. Antes de ser flagrado em um teste depois da partida contra o Sporting Cristal pela Libertadores, ele era observado por times brasileiros, europeus, e sonho de consumo nas redes sociais devido às atuações com a camisa do Bolívar neste ano: cinco gols e oito assistências até maio.
O meia do Bolívar é o segundo colocado no ranking de passes decisivos por jogo nas Eliminatórias da América do Sul com média de três. Só perde para o gênio colombiano James Rodriguez. Ele também era importante nos chutes de média e longa distância, uma arma quase letal em partidas na altitude. Ramiro Vaca só finalizou menos do que o artilheiro isolado das Eliminatórias Lionel Messi e o equatoriano Enner Valencia.
A suspensão de Ramiro Vasco impactou a Bolívia. O Bolívar e a federação do país tentam amenizar a pena imposta ao jogador acompanhando o processo em todas as instâncias jurídicas. “Confiamos na integridade de Ramiro Vaca e acreditamos que ele não consumiu nenhuma substância proibida de maneira voluntária. Ao mesmo tempo, reafirmamos nosso compromisso com a transparência e o jogo limpo, confiando que os procedimentos permitirão esclarecer todos os fatos”, publicou o Bolívar em uma nota oficial.
“Era o nosso melhor jogador quando isso aconteceu”, lamentou o técnico da Bolívia, Oscar Villegas. Ele esperava contar com o meia nas últimas duas rodadas das Eliminatórias, porém a Federação não conseguiu inverter a punição.
A Bolívia também não conta com Boris Céspedes na luta por uma vaga para a repescagem. O meia de 30 anos é outro nome suspenso devido ao doping. O meia de 30 anos nascido em Santa Cruz de la Sierra e criado na Suíça defende o Yverdon no país europeu, testou positivo nas Eliminatórias e deixou de ser opção no banco de reservas de Óscar Villegas.
Céspedes teria pedido um remédio para amenizar os efeitos da altitude em partidas contra Chile, Uruguai e Colômbia, todas em El Alto pelas Eliminatórias, e culpa o departamento médico da Bolívia pelo erro. A suspensão prejudicou o vínculo com o clube suíço.
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