Protocolo foi assinado com as presenças de Gama e Brasiliense, times da Série D. Foto: Divulgação/SEL
O programa de incentivo ao desenvolvimento do futebol do Distrito Federal não será tolerante com a falta de transparência de alguns times profissionais e amadores masculinos e femininos da capital que planejam ter acesso a uma fatia da nova linha de patrocínio do Banco de Brasília (BRB). É o que avisa em entrevista ao blog o presidente da estatal, Paulo Henrique Costa.
Assinado na manhã desta quinta-feira, no Palácio do Buriti, pelo vice-governador do DF, Paco Britto; o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa; a secretária de Esportes e Lazer, Celina Leão; e o mandatário da Federação de Futebol, Daniel Vasconcelos, o protocolo prevê investimento de R$ 6 milhões no futebol Candango até 2022 – quando expira o mandato do chefe do executivo local, Ibaneis Rocha, e terá regras rígidas acompanhadas de fiscalização para quem pretende aderir ao projeto.
O blog mostrou que até 29 de junho apenas 2 dos 12 clubes participantes da primeira divisão do Candangão deste ano publicaram o balanço financeiro do exercício 2019. Atitudes como essa pesarão contra na avaliação da documentação para o cumprimento dos editais de patrocínio. Alguns clubes inclusive foram alertados pelo banco sobre a necessidade de apresentar urgentemente certidões negativas sob risco de exclusão do rateio. Nas últimas semanas, houve uma correria a vários órgãos para renegociação de dívidas, pagamentos e emissões de nada consta. Alguns ignoraram as recomendações e escolheram “pagar pra ver”.
“Quando falamos de patrocínio, é importante que a gente tenha retorno de imagem, prestação de contas adequada e profissionalização da gestão. O BRB, como banco público, entende que tem um papel de apoio local, mas precisa ter as contrapartidas adequadas”, disse em entrevista exclusiva ao blog o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, em 13 de julho, após participação no programa CB.Poder do Correio Braziliense na TV Brasília. O vice-governador Paco Britto inclusive tocou rapidamente no assunto na manhã desta quinta durante o lançamento do programa. Ao falar na cerimônia sobre a necessidade de transparência na, Paco apontou para Paulo Henrique Costa para confirmar que este é um dos pré-requisitos.
Paulo Henrique Costa acrescentou na entrevista ao blog: “Nós somos fiscalizados por um conjunto de órgãos e toda essa decisão é técnica, exposição de marca com o retorno que isso gera. Os clubes vão ter que se organizar com todos os requisitos que são de boa gestão e que a lei nos impõe que a gente (BRB) acompanhe e cobre: prestação de contas, certidão de FGTS, INSS, certidão de regularidade fiscal e por aí vai. Acho que dessa forma todo mundo se ajuda”, recomendou o executivo.
“Nós somos fiscalizados por um conjunto de órgãos e toda essa decisão (de patrocínio) é técnica, exposição de marca com o retorno que isso gera. Os clubes vão ter que se organizar com todos os requisitos que são de boa gestão e que a lei nos impõe que a gente (BRB) acompanhe e cobre: prestação de contas, certidão de FGTS, INSS, certidão de regularidade fiscal e por aí vai. Acho que dessa forma todo mundo se ajuda”
Paulo Henrique Costa, presidente do BRB em entrevista ao blog no último dia 13, após participação no programa CB.Poder
O programa de incentivo ao desenvolvimento do futebol no Distrito Federal terá níveis diferentes de investimento e prevê bônus por desempenho. “Além de ser o patrocinador do Candangão, nós definimos linhas específicas de patrocínio em níveis diferentes de apoio para os clubes de base, em que vamos fazer um edital para seleção de escolinhas, e vamos apoiá-las para que cumpram seu papel; aos clubes que tenham atuação local, essencialmente no Candangão, e aos clubes que têm exposição nacional, como Gama e Brasiliense na Série D”, explica o presidente do BRB. A divisão dos R$ 6 milhões será administrada pela SEL e a FFDF.
Paulo Henrique Costa esclareceu que o suporte aos clubes do DF é patrocínio. Com o Flamengo, há uma parceria. “Friso muito a abordagem que a gente fez com o Flamengo e a abordagem com os demais. A gente não conseguiria, dado o tamanho da torcida (dos clubes da cidade), montar um banco digital com um time local. São poucos os times nacionais que dariam uma condição dessa”, compara.
Isso explica o fato de a parceria com o Flamengo render ao clube carioca no mínimo R$ 32 milhões por ano, ou seja, cinco vezes mais do que o montante previsto pela estatal para investimento no programa de incentivo ao desenvolvimento do futebol no Distrito Federal. “Nossa expectativa é que, dessa forma, a gente consiga ajudar os clubes a se desenvolverem e serem mais competitivos”, projeta Paulo Henrique Costa.
O evento desta manhã, no Palácio do Buriti, teve as presenças do vice-governador do DF, Paco Britto, da secretária de Esportes e Lazer do Distrito Federal, Celina Leão; do secretário do futebol da pasta, Paulo Victor; dos presidentes dos representantes da capital na Série D do Campeonato Brasileiro deste ano, Luiza Estevão (Brasiliense) e Weber Magalhães (Gama); e de Nayeri Albuquerque, mandatária do Minas — time da cidade patrocinado pelo BRB na elite do Brasileirão feminino.
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